Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

Questão de Gênero
Blog Questão de Gênero

Hashtag do dia: #LoveIsLove

O que a data de hoje representa e como tem se configurado a homofobia no país e no mundo nos últimos tempos.

O dia 17 de maio foi declarado o Dia Internacional de Combate à Homofobia quando, nesta data em 1990, a Organização Mundial de Saúde retirou o homossexualismo de sua lista de distúrbios mentais, desconsiderando-o como um desvio e banindo o termo, uma vez que o sufixo “ismo”, na área da saúde, caracteriza uma condição patológica.

Em suma, a homofobia se caracteriza pelo medo e desprezo que algumas pessoas sentem pelos homossexuais, manifestando a discriminação e o preconceito de variadas maneiras, desde violências físicas e verbais, até mesmo assassinatos de LGBTs. O termo tem sido utilizado para descrever um repúdio da sociedade heteronormativa pelas relações afetivas e sexuais entre indivíduos do mesmo gênero.

Um grande perigo diz respeito à homofobia internalizada, um fenômeno resultado da aprendizagem e assimilação a respeito de toda a carga negativa dos valores homofóbicos presentes em nossa cultura, uma vez que as próprias pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais / travestis podem passar a não gostar de si pelo fato de serem LGBT.

Na última semana, foi divulgada uma pesquisa do Departamento de Psicologia da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, em que homens, declaradamente heterossexuais e que se sentiam desconfortáveis com o assunto homossexualidade, demonstraram, na maioria dos casos, um conflito tão grande quanto a própria sexualidade que o tormento se transformava em raiva e agressividade.

No ano passado o advogado William Bryan lançou o e-book “A origem da homofobia”, dividido em quatro capítulos: No Mundo Antigo, Na Idade Média, No Século XIX e XX e No Brasil. O pesquisador destaca que “o combate à discriminação contra homossexuais começa na compreensão de nossa própria história”, convidando os leitores a entender em apenas 10 páginas como a homossexualidade passou de louvável para abominável. O download do e-book gratuito pode ser feito clicando aqui.

Pelo menos 72 países do mundo, estados independentes ou regiões criminalizam a homossexualidade. De acordo com levantamento divulgado nessa semana pela Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Pessoas Trans e Intersexuais (Ilga), dentre esses, oito aplicam pena de morte a homossexuais, sendo estes: Afeganistão, Arábia Saudita, Iêmen, Irã, Iraque, Mauritânia, Paquistão e Sudão.

A associação Transgender Europe destaca o Brasil como um dos países com o maior número de assassinatos a transexuais no mundo. E segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia, 347 LGBTs foram mortos por causas violentas no Brasil em 2016. Somente neste ano, já são 117, de acordo com o site Quem a Homofobia Matou Hoje?

Apesar de a Constituição brasileira não conter uma proibição específica de crimes de ódio com base na orientação sexual, nosso país prevê proteção contra crimes de discriminação, permite a adoção e reconhece a união entre pessoas do mesmo sexo. Há um movimento pela criminalização da homofobia, que é o Projeto de Lei 122 de 2006. Os documentos, as informações e as tramitações sobre a PL pode ser conferidas aqui.

Para denúncias contra a homofobia, há o Disque 100, um serviço telefônico que recebe queixas de violações mantido pela Secretaria de Direitos Humanos. Dados de 2016 mostram que mais da metade dos crimes aos LGBTs aconteceram na rua ou na casa da própria vítima. A maior parte dos agressores é parentes próximos (irmão, mãe, pai, tio ou primo) da vítima, seguido de vizinhos e desconhecidos.


Questão de Gênero

por Cristiano Rosa
cristiano1105@hotmail.com

Corpo, cultura, direitos sexuais, educação, gênero, políticas públicas, saúde e sexualidade. O blog Questão de Gênero vem para dialogar com todos esses temas por meio de textos semanais com entrevistas, notícias, reflexões e vídeos, além de dicas de filmes, livros e música. A ideia principal é comentar e problematizar sobre tudo aquilo que envolva a cultura e a diversidade sexual, as relações de conceitos, práticas e teorias sobre sexualidade e o respeito pela igualdade de gêneros. Cristiano Rosa é professor de línguas, especialista em Educação a Distância e pesquisador na área de Educação, Linguagem, Relações de Gênero e Sexualidade.

PUBLICIDADE

WEBTV

Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS