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Suécia: Novas palavras, novas tendências

Palavras criadas em 2017 são indicadores das principais tendências comportamentais no país.
11/01/2018 13:30 12/01/2018 14:42

Jens Magnusson/Sprak Tidningen
Palavras criadas em 2017 na Suecia

Todos os anos, o Conselho da Linguagem da Suécia publica uma lista das palavras inventadas mais utilizadas pela imprensa e pelo público em geral. Estas palaras são imediatamente incluídas em todos os dicionários.


Tal procedimento, dizem alguns, é simbólico da permeabilidade dos suecos à todo tipo de inovação. Outros, mais críticos, acusam o desapego crescente dos seus compatriotas com suas próprias língua e cultura.


A famosa lista anual de palavras novas no entanto, é esperada com ansiedade por analistas, políticos, e pela própria imprensa, pois ela revela acima de tudo as mais fortes tendências comportamentais da população.


Mais Mundo propõe uma breve seleção do total de 38 novas palavras oficialmente criadas em 2017 pelos suecos :


Direktare : Quando o corpo de um morto é levado do hospital diretamente ao crematório ou cemitério, sem funeral. Segundo estatisticas publicadas em 2016, cinco por cento dos mortos no país não beneficiam de uma cerimônia funeral. Seja porque morrem completamente sozinhos ou porque não desejam que seus familiares “sofram a inconveniência” de organizar uma cerimônia. O Direktare reflete a evolução de uma sociedade cada vez mais individualista e pragmática.


Plogga: Uma contração das palavras “plocka » (colher) e « joggar » (correr). Refere-se à ação de recolher o lixo deixado no chão enquanto se está exercitando. Quintessência das duas obsessões suecas : a reciclagem do lixo e a forma física.


Serieotrohet: A tradução literal seria “traidor em série”. No entanto, a palavra não refere-se à traição conjugal clássica, mas ao cônjuge que, uma vez o casal decidido a assistir uma série de televisão juntos, assiste a um episódio sozinho, sem esperar pelo outro. A pior das traições, segundo os suecos !


Skogsbad : Ou « banho de floresta ». Cada vez mais em voga no país, o skogsbad é um tratamento para o stress. Trata-se de um período pré-determinado quando uma pessoa fica isolada na floresta sem contato com a civilização e, sobretudo, sem acesso ao telefone celular ou à internet.


Expresskidnappning: « Sequestro rápido », que dura apenas o tempo necessário para esvaziar a conta bancária da vítima. Sim, isto existe na Suécia!


Klickfarm : Empresa ou grupo de pessoas pagas para « likar » e/ou clicar o dia inteiro em anúncios, promoções ou artigos na internet, com o objetivo de obter apoio virtual para os seus clientes. Em geral, a atividade das klickfarms é conduzida por trabalhadores mal pagos da economia paralela, e é considerada ilegal no país.


Spetspatient : Um paciente que obteve tantas informações na internet sobre a sua própria doença que ele torna-se capaz de tomar certas decisões relacionadas com seu próprio tratamento. O termo foi criado por médicos do Instituto Karolinska de Estocolmo, o mesmo encarregado da escolha do prêmio Nobel de Medicina.


Fejknyheter: É o termo sueco para ”fake news”, ou “notícias falsas”. Consagrado por Donald Trump e sua administração, ele preocupa particularmente as autoridades suecas neste ano de eleiçoões parlamentares (setembro de 2018).


Jornal NH

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por Daniela Barrier
daniela.barrier@gmail.com

Daniela Barrier nasceu em 1969 em Porto Alegre e mudou-se para Novo Hamburgo alguns meses depois. Iniciou sua vida profissional enquanto repórter na Revista Lançamentos, do Grupo Editorial Sinos. Estudou Jornalismo na Unisinos. Fez Mestrado em Ciência Politica na Sorbonne. Morou em Londres, onde lavou pratos. Em Hong Kong, onde trabalhou com exportação e foi produtora de televisão. Em Paris, onde estudou, se casou, teve o primeiro filho. Em Genebra, onde trabalhou na ONU e teve uma filha. No Rio de Janeiro, onde contribuiu para varias ONGs e teve uma terceira filha. Em Paris novamente, onde estudou e trabalhou como mediadora de conflitos. Mora atualmente em Estocolmo, onde escreve. E certamente não vai parar por ai!

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