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Questão de Gênero

Twitter, massagem cardíaca e cartórios

Desigualdade de gênero e raça, idosas, gênero neutro, questões LGBT, assédio no trabalho e casamentos gays..

Conheça a seguir as principais notícias relacionadas com as questões de gênero e sexualidade que percorreram a internet essa semana:

Como o Twitter reproduz desigualdades de gênero e raça do mundo offline
Pesquisa mostra que homens brancos são mais influentes em rede social.

Mulheres com mais de 80 contam como foi viver sua sexualidade décadas atrás
Já parou para pensar como foi a primeira vez da sua avó? Imagine como deve ter sido descobrir a sexualidade em uma época em que casar virgem era a regra, a pílula nem existia e o clitóris ainda não era entendido por completo pela ciência.

Metrô de Nova York adota linguagem de gênero neutro
A expressão "senhoras e senhores" não será mais utilizada pelo sistema de alto-falantes do metrô de Nova York, nos Estados Unidos.

Mulheres têm menos chance de receber massagem cardíaca de estranhos, sugere estudo
Número de homens socorridos foi maior e taxa de sobrevivência também. Receio em mexer nas roupas e tocar no corpo da vítima de parada cardíaca seria razão, segundo estudo da Universidade da Pensilvânia.

Professora é suspensa após ensinar alunos de 11 anos sobre questões LGBT
O material entregue pela professora durante a aula de saúde inclui questões como transição de gênero e sexo entre casais homoafetivos.

1 a cada 3 mulheres relata desproteção para reportar assédio no trabalho
No Brasil, uma a cada três mulheres sente que não há garantia de sigilo e proteção para denunciar casos de assédio, ofensa, discriminação ou situações de desigualdade de gênero nas empresas em que trabalham.

Em quatro anos, cartórios registram 19,5 mil casamentos gays no país
Número representa apenas 0,49% do total de matrimônios entre 2013 e 2016.

Os países com maior igualdade de gênero no mundo
Topo do ranking do Fórum Econômico Mundial é dominado por nações europeias; Brasil fica atrás de seus vizinhos latino-americanos.

Desigualdade de gênero aumenta

Dados recentes mostram o Brasil em 90º lugar no ranking dos países com mais desigualdade de gênero no mundo..

De acordo com as informações apresentadas no Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2017, divulgado na última semana pelo Fórum Econômico Mundial, o nosso país caiu 11 posições em apenas um ano na lista nações com mais disparidade entre homens e mulheres. Ocupando atualmente o 90º lugar no ranking, o Brasil apresenta o seu pior índice na categoria de análise relativa à participação política das mulheres.

O Relatório, que pode ser acessado aqui, analisa 144 países sobre o seu progresso em relação à paridade de gênero em quatro dimensões temáticas: Participação Econômica e Oportunidades, Formação Educacional, Saúde e Sobrevivência e Empoderamento Político. O estudo indica que 68% da desigualdade de gênero no mundo foi combatida, mas, pelo calculo atual, seriam necessários 100 anos para acabar com a desigualdade de gênero no mundo.

Dentro da Participação Econômica e Oportunidades, foram analisadas sobre o valor masculino a participação feminina da força de trabalho; a igualdade salarial entre mulheres e homens para trabalhos semelhantes; a renda feminina estimada; as legisladoras femininas, altos funcionários e gerentes; e as trabalhadoras profissionais e técnicas femininas.

Quanto à Formação Educacional, os aspectos de análise em relação ao valor masculino foram a taxa de alfabetização feminina; a taxa de matrícula primária líquida feminina; a taxa de matrícula secundária líquida feminina; e proporção bruta bruta de matrícula.

Na categoria Saúde e Sobrevivência, as análises se centraram na razão ao nascer (convertida para proporção entre mulheres e sexo masculino) e na expectativa de vida saudável feminina em relação ao valor masculino. Enquanto no Empoderamento Político, foram levadas em consideração, sobre o valor masculino, as mulheres com assentos no parlamento; as mulheres a nível ministerial; e número de anos com um chefe de estado feminino (50 anos).

O relatório destaca que, neste ano, o Brasil fechou as suas lacunas nos índices de Formação Educacional e Saúde e Sobrevivência; porém, o país apresentou um alargamento da diferença de gênero do Empoderamento Político, que é muito grande para ser contrabalançado por uma série de melhorias modestas na Participação Econômica e Oportunidades.

Comparando com a primeira edição do Relatório, em 2006, o Brasil ocupava o 63º lugar na Participação Econômica e Oportunidades, hoje ocupa o 83º; no Empoderamento Político, ocupava o 86º lugar, que hoje está no 110º. Maiores detalhes sobre o perfil do nosso país no Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2017 pode ser acessado aqui.

Recortes do Senado - Outubro

Questões relacionadas com gênero e sexualidade em leis e projetos do Senado Federal para todos conhecimento de todos/as..

A página do Senado Federal brasileiro no Facebook, atualizada diariamente, divulga informações, leis e projetos de leis de interesse da população que tramitam e tramitaram no Congresso. Como muitas dessas postagens envolvem as questões de gênero e sexualidade, mensalmente o blog QUESTÃO DE GÊNERO publica um recorte dessas publicações por meio de imagens, links e textos. Abaixo, seguem as publicações de outubro de 2017.

1 – Medidas Protetivas: Texto, aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), estabelece que, por desobediência à decisão judicial, o infrator acusado pela Lei Maria da Penha seja punido com até dois anos de prisão.

2 – Outubro Rosa: Em tramitação no Senado está o PLC 5/2016 que obriga a reconstrução mamária gratuita nos casos de mutilação decorrente de tratamento de câncer. A novidade deste projeto em relação à lei em vigor é que a plástica deve ser feita nas duas mamas, mesmo se o tumor se manifestar apenas em uma, para que se garanta a simetria entre os dois seios.

3 – Violência Doméstica: Em casos de violência, de qualquer natureza e contra qualquer pessoa, não deixe de denunciar. A Constituição Federal determina que ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.

4 – Contra a Violência: Dia 10 de outubro foi o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher. Acesse aqui a Lei Maria da Penha e saiba os seus direitos e veja aqui a Cartilha da Procuradoria da Mulher do Senado sobre a Lei.

5 – Atendimento Especializado: O projeto altera a Lei Maria da Penha para PERMITIR AO DELEGADO DE POLÍCIA CONCEDER MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA a mulheres que sofreram violência doméstica e a seus dependentes.

6 – Dia das Meninas: Em 11 de outubro foi o Dia Internacional das Meninas. Celebrado pelas Nações Unidas desde 2012, a data marca os progressos realizados na promoção dos direitos das meninas e mulheres adolescentes e reconhece a necessidade de se ampliar as estratégias para eliminar as desigualdades de gênero em todo o mundo.

7 – Assédio Verbal: A importunação ofensiva ao pudor é uma contravenção penal passível de multa conforme artigo 61 da Lei 3.688/41. A conduta de dizer coisas desagradáveis e/ou invasivas (as famosas “cantadas”) ou fazer ameaças também são formas de agressão e devem ser coibidas e denunciadas. Em tramitação no Senado, está o projeto 316/2017, que altera o código penal para prever o crime de atentado à dignidade sexual de outrem mediante contato físico não consentido ou importunação de modo ofensivo ao pudor.

8 – Dezembro Vermelho: Senado aprovou a realização da campanha de enfrentamento à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis.

9 – Alistamento para Mulheres: O Projeto de Lei do Senado 213/2015 altera a Lei do Serviço Militar (Lei n. 4.374/1964) para incluir a possibilidade do alistamento e prestação do serviço opcional para as mulheres. A lei atual isenta as mulheres do serviço militar. Elas podem ingressar nas Forças Armadas como voluntárias, mas não exercem certas funções, como a de combatente, por exemplo.

10 – Extinção do Feminicídio: Participe da consulta pública do Senado que prevê a extinção do termo e deixe seu voto.

11 – Salário Igual: Conheça a Constituição Federal na íntegra para ver o que diz sobre a remuneração para homens e mulheres que exercem a mesma função.

12 – Direito da Gestante: Esta é uma dúvida recorrente: a mulher que estiver cumprindo aviso prévio e descobrir estar grávida tem direito à estabilidade? Resposta: tem.

Glossário da Diversidade

Documento lançado pela UFSC reúne conceitos importantes sobre questões de acessibilidade, equidade socioeconômica, gênero, inclusão digital e raciais..

Nesta semana a Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades da Universidade Federal de Santa Catarina disponibilizou para o acesso de toda a comunidade o Glossário da Diversidade, idealizado pelo Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. Nele, as/os leitoras/es poderão consultar termos diversos que abrangem todas as áreas tratadas na SAAD.

Conforme o documento, a SAAD abrange as diversidades de acessibilidade, étnico-raciais, de gênero, de equidade socioeconômica e de inclusão digital. A importância do glossário de diversidades se dá pela necessidade de orientar e ensinar os termos que implicam o respeito à diversidade, por meio da convivência em harmonia com diferenças. A Utilização de terminologia inadequada pode ser um ato discriminatório.

Francis Solange Vieira Tourinho, secretária da SAAD, afirma que: “Esperamos que o glossário se apresente como uma oportunidade para aprender algo novo e somar experiências, nos tornando cidadãs/ãos do mundo e profissionais cada vez mais inclusivas/os e mais respeitosas/os com as outras pessoas.”

Ao longo das 32 páginas, o glossário se divide em cinco partes, conforme as coordenadorias dentro da SAAD: Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero, Coordenadoria de Acessibilidade Educacional, Coordenadoria de Relações Étnico-raciais, Coordenadoria de Inclusão Digital e Coordenadoria de Ações de Equidade.

Abaixo, alguns dos termos presentes no Dicionário da Diversidade:

  • Apropriação cultural: ato de se apropriar de elementos de uma outra cultura da qual não pertence, desconsiderando os significados e tradições que o permeiam. Isto pode partir de um indivíduo ou da indústria.
  • Branquitude: refere-se à identidade racial branca, em que o sujeito branco coloca si mesmo em uma posição de poder, privilegiada e superior. A ranquitude colabora para a construção social e a reprodução de discriminação racial.
  • Capacitismo: termo que se refere às atitudes discriminatórias, em relação a pessoas com deficiência.
  • Cultura do estupro: maneira em que a sociedade culpa as vítimas de assédio sexual e normaliza o comportamento sexual violento dos homens.
  • Equidade: o conceito se refere à ação de adaptar as regras de acordo com cada situação específica, buscando maior igualdade e justiça.
  • Feminazi: é uma junção dos substantivos Feminismo e nazismo. O termo é utilizado de uma forma geralmente depreciativa, para descrever uma militante feminista extrema.
  • Heteronormatividade: sistema que normaliza a heterossexualide e os comportamentos tradicionalmente ligados a ela, mostrando-os como única opção válida, tornando marginal qualquer forma de relação fora dos padrões/ideais heterossexuais, da monogamia e da conformidade de gênero.
  • Inclusão Digital: ação de garantir que todos os indivíduos tenham acesso às tecnologias de comunicação e informação. Em geral, os programas de inclusão digital são direcionados para pessoas menos favorecidas e que não estão incluídas nos meios tecnológicos.
  • Micromachismo: termo que descreve todas aquelas ações de caráter machista cotidianas, sutis e inconscientes que estão normalizadas na sociedade. Exemplo: o garçom apresenta a conta sempre ao homem.
  • Sororidade: solidariedade e aliança entre mulheres para defender-se, apoiar-se e lutar contra a discriminação e os problemas vivenciados por serem mulheres.

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