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Nefastamente pop, Charles Manson representou o fascínio do Mal

Psicopata morto nos Estados Unidos foi um produto de sua época e uma figura tão execrada quanto venerada.

Divulgação
Steve Railsback como Charles Manson no telefilme Helter Skelter, de 1976, que contava os crimes da Família Manson e abordava o lado sedutor do psicopata
Charles Manson morreu nos EUA, aos 83 anos. Há quem tenha tomado conhecimento da figura só pelo noticiário, e daí pode ter ficado com a impressão de que se trata apenas de um psicopata famoso - tudo bem, alguém descrito como perigoso. Mas Manson, infelizmente, foi muito mais do que isso.

O mentor de vários assassinatos, entre os quais o da atriz Sharon Tate em 1971, representa uma espécie de fascínio do Mal. Autoproclamado o novo Jesus Cristo, guru para um grupo de jovens - entre os quais, várias mulheres que engravidou -, tinha um inegável carisma pessoal, que o tornou notório mesmo depois de condenado. Gostava de ser fotografado, e era bom em frases de efeito. Uma figura nefastamente pop.

Como outros antes ou depois - Jim Jones, o Reverendo Moon ou a seita de Wacco -, Manson distorceu a ânsia de uma geração em busca de espiritualidade. Não tinha comparsas, tinha seguidores. Seus acólitos foram seduzidos e levados a cometer atrocidades. Eventualmente, foi condenado junto com eles.

O fascínio escabroso que ele produziu segue vivo. Até a véspera de sua morte, seguia merecidamente execrado, o que lhe garantiu sucessivas negativas de sursis ou progressão de pena. Porém, como muitas coisas proibidas, também seguiu atiçando a curiosidade, principalmente das novas gerações. O roqueiro Marilyn Manson adotou um nome artístico que evoca seu sobrenome. Por sinal, Marilyn Manson foi ameaçado por Charles Manson por carta. E hoje alguns internautas confundiram as duas figuras.

AFP
Charles Manson foi internado em estado grave
Neil Gaiman tem um conto sobre ele. Quentin Tarantino, depois de ter até anunciado que havia escolhido um ator para viver Charles Manson no seu próximo filme, voltou atrás devido à reação e esclareceu que sua próxima produção não é sobre a família Manson, mas sobre a época em torno de 1969. Não por acaso, Manson tatuou na testa uma suástica, outro símbolo cruel do passado que provoca inexplicável e imperdoável fascínio contemporâneo.

Ironicamente, também, Charles Manson morreu às vésperas do Dia da Consciência Negra no Brasil. Parte de seu discurso messiânico psicótico, justamente, dizia respeito a preconceito racial. Ele profetizava uma guerra entre brancos e negros nos EUA e alguns dos crimes que inspirou teriam sido uma tentativa de atiçar ódio racial dos supremacistas brancos contra os panteras negras. Com seu harém de seguidoras, também, representava o mais antigo e abjeto machismo. Manson pode ter sido um psicopata bom de papo, mas foi o mais acabado produto de sua época e de seu meio.

Muitos vão argumentar que Manson não mereceria o espaço que está ganhando na mídia por conta de sua morte. Mas nessa época de fascínio por criaturas igualmente nefastas, vale refletir sobre a capacidade de sedução deste tipo de liderança negativa. No cinema ou nos quadrinhos você pode achar divertido acompanhar as vilanias de Darth Vader ou dos vilões da novela. Na vida real, infelizmente, a coisa é sempre mais triste e bem mais trágica.

Morreu um dos integrantes do grupo Dominó

Ricardo Bueno tinha 40 anos e morreu após infecção.

Reprodução
Ricardo Bueno, ex-integrante do grupo Dominó, tinha 40 anos
Morreu em São Paulo o cantor Ricardo Bueno, 40 anos. Ele morreu quinta-feira (16), mas a notícia foi divulgada nesta sexta (17). Bueno ficou famoso como um dos integrantes da segunda formação do grupo Dominó, em 1995. A boy band foi uma das sensações brasileiras durante os anos 80 e 90. Ele sofreu uma infecção após complicações dentárias.

O Dominó virou fenômeno nos anos 80, com sua primeira formação, na esteira de grupos internacionais como o Menudo. A segunda formação, da qual fazia parte Bueno, estava ligada a emissoras de tevê e fez um sucesso menor, mas igualmente marcou época. 

Contatos Imediatos faz 40 anos

Filme foi o segundo grande sucesso de bilheteria de Steven Spielberg.

Divulgação
Imagem promocional de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, filme de Steven Spielberg lançado em 1977
Há exatos 40 anos era lançado Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind), de Steven Spielberg. A première foi em 15 de novembro de 1977 e o lançamento nos cinemas dos EUA foi em 16 de novembro. No Brasil, só estrearia em fevereiro de 1978.

Contatos Imediatos marcou época, embora hoje quase não seja lembrado. Era uma história sobre ufologia. Um pai de família avistava um disco voador na estrada, e a partir daí tinha visões que não conseguia explicar. Ele estava recebendo uma espécie de chamado, o que o levaria a um local secreto onde militares e cientistas estavam tentando entrar em contato com os tripulantes de uma nave extraterrestre. Eles usavam uma combinação musical para tentar falar com os alienígenas. Além de uma onda de interesse por assuntos ufológicos, o filme celebrizou o acorde usado para contato e a própria expressão "contatos imediatos", que hoje muita gente usa sem saber de onde saiu.

Foi o segundo grande sucesso de bilheteria de Spielberg, que já tinha lançado Tubarão, mas ainda não havia feito E.T. nem Indiana Jones. O elenco tinha Richard Dreyfuss e, em ponta especial, o ídolo de Spielberg, o diretor francês François Truffaut.

A expressão Contatos do Terceiro Grau faz parte de uma teoria ufológica. Contato do primeiro grau seria um avistamento, contato do segundo uma evidência de extraterrestres e contato do terceiro grau o encontro presencial com alienígenas.

Contatos Imediatos também mostrava o talento de Spielberg para capitalizar temas do imaginário popular. A ufologia andava em alta nos EUA desde o caso Roswell, no final dos anos 40, e Contatos Imediatos fazia sensação traduzindo em imagens impactantes muito da mitologia associada.


Aproveitando a deixa, veja abaixo filmes e séries de tevê com UFOs (unidentified flying objects, em inglês), OVNIs (objetos voadores não identificados) em português. 




Vem aí seriado de tevê do Senhor dos Anéis

História vai ser ambientada entre O Hobbit e A Sociedade do Anel.

Divulgação
Imagem de divulgação de um dos filmes da série O Hobbitt. A série que acaba de ser anunciada pela Amazon Studios será ambientada após esta história baseada na obra do escritor britânico J.R.R. Tolkien
A Amazon Studios, produtora do grupo da Amazon, de Jeff Bezos, acaba de anunciar que vai fazer um seriado de tevê baseado na saga Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. No cinema, a obra do autor já foi adaptada na oscarizada trilogia Senhor dos Anéis (2001-2003) e na trilogia O Hobbit (2012-2014).

A série, conforme confirmação do próprio Bezos, será ambientada entre os episódios de O Hobbit e A Sociedade do Anel (primeiro título da saga Senhor dos Anéis). A Amazon estaria planejando criar um épico em várias temporadas, nos moldes de séries como Game of Thrones, da HBO. O seriado seria baseado em escritos ainda não adaptados de Tolkien.

Por enquanto, só a decisão de produzir a série foi anunciada. Não há informações sobre elenco, equipe técnica ou datas de gravação e estreia, ou sequer o formato. É provável que se trate de temporadas curtas, como as dos seriados de streaming, com cerca de oito episódios.


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