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#Voleimaníacos

Reinaldo Bacilieri, ex-treinador da Voleisul, será auxiliar técnico do Taubaté-SP

Confira entrevista exclusiva para o #Voleimaníacos.

Inézio Machado/GES
Reinaldo Bacilieri comandou a Voleisul na Superliga 2015/16 e no Campeonato Gaúcho 2016
O ex-treinador da Voleisul Reinaldo Bacilieri foi contratado pelo Funvic/Taubaté-SP, atual vice-campeão da Superliga Masculina de Vôlei 2016/17, para ser um dos auxiliares do técnico argentino Daniel Castellani na temporada 2017/18.

Antes de chegar ao Sul do País teve grande desempenho no São José Vôlei, onde conquistou o Campeonato Paulista em 2011 (1ª Divisão), a Liga Nacional 2012 e a Superliga B 2014. 

Em Novo Hamburgo, Bacilieri começou como auxiliar de Paulo Roese na temporada 2015/16, e depois com a saída do ex-levantador hamburguense, assumiu como técnico da equipe ainda na metade da disputa da Superliga. Bacilieri comandou a Voleisul também no Campeonato Gaúcho de 2016.

Bacilieri, que comandou também a garotada da base da Voleisul até o encerramento do projeto no ano passado, concedeu uma entrevista exclusiva ao blog #Voleimaníacos. Confira:

Como ocorreu o convite para o Taubaté?

Tudo aconteceu rápido, recebi o contato do diretor técnico da equipe, Ricardo Navajas e neste mesmo contato conversei com o Castellani. Ambos demonstraram o interesse de contar com meu trabalho na comissão técnica, bem como também fiquei contente e motivado pelo convite, por isto, não houve dificuldades para chegarmos a um acordo.

O que pode falar desse novo desafio?

Toda oportunidade vem junto com uma responsabilidade, desta forma, espero aproveitar a oportunidade de trabalhar com profissionais experientes e de altíssima qualidade, onde pretendo absorver todo aprendizado possível, assim como, somar ao trabalho para que possamos desta forma, capacitar nossa equipe a alcançar as metas estabelecidas para a temporada.

Você vai trabalhar com atletas de seleção brasileira. Qual expectativa em treinar atletas deste nível?

Vejo com naturalidade, pois já trabalhei com alguns dos atletas e membros de comissão técnica da equipe, assim como, já enfrentei praticamente todos em várias oportunidades, o que também propicia conhecimentos das características destes atletas. O que será novo em alguns casos será o dia a dia, a convivência, que tenho certeza será muito tranquila e construtiva.

Como será pautado seu trabalho na atual vice-campeã da Superliga?

Minha função é a de auxiliar técnico, e como é comum na formação de uma comissão técnica, terei as atribuições definidas pelo técnico no início dos trabalhos.

O que você levou da Voleisul para a sua carreira?

A Voleisul foi muito importante para mim, tanto no que diz respeito ao crescimento profissional quanto pessoal. Aprendi muito com muita gente, fiz amigos que levarei sempre comigo e aprendi a gostar da cidade como minha casa. Aproveitando a pergunta, creio ser importante agradecer a todos, sem distinção, amigos, torcedores, funcionários da Sociedade Ginástica, atletas das categorias de base e das equipes adultas que tive o prazer de trabalhar, em especial aos meus companheiros da Voleisul.

Acredita que o voleibol possa retornar em Novo Hamburgo?

Claro que sim, entendo ser perfeitamente possível, pois o voleibol de Novo Hamburgo é um produto de muita força. No entanto, a unidade e o desejo de pessoas capacitadas a desenvolver o voleibol em Novo Hamburgo são pontos fundamentais para o desenvolvimento não apenas de um novo projeto, de um novo time, mas de um novo modelo de desenvolvimento esportivo, que tenha além da participação do empresariado, essencialmente a inclusão do poder público e de universidades no contexto de seu desenvolvimento.

Destaques do Vôlei Canoas na Superliga jogarão em equipes de São Paulo

O líbero Thales e o levantador Evandro mudaram de casa na próxima temporada.

Divulgação/CBV
Thales durante treino na seleção brasileira em Saquarema-RJ
Quando o trabalho é feito com seriedade e competência, sempre haverá a valorização dos esforços. Com um dos investimentos mais baixos da última edição da Superliga, o Vôlei Canoas fez uma grande campanha e alcançou os playoffs da principal competição do voleibol brasileiro, caindo nas quartas de final para a atual pentacampeã Sada Cruzeiro. E dentro de todo um projeto, é preciso destacar os valores individuais que devido às suas atuações de gala se projetaram dentro do mercado do vôlei nacional. O líbero Thales, que foi um dos melhores da sua posição neste ano, acertou sua transferência para o Funvic/Taubaté (vice-campeão 2016/17), e o levantador Evandro vai vestir as cores do Sesi-SP na próxima temporada.

As informações foram obtidas junto ao técnico do Vôlei Canoas e auxiliar técnico da seleção brasileira masculina, Marcelo Fronckowiak. Em recente entrevista para o jornal ABC Domingo, Fronckowiak reforçou o seu trabalho em clubes. “Acredito que meu trabalho de clubes ajuda no sentido da inclusão de jogadores jovens e na revelação de jogadores jovens, que é uma marca que eu tive nos últimos anos.”

NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Depois do técnico Marcelo Fronckowiak, que assumiu como auxiliar de Renan Dal Zotto na seleção brasileira masculina, a equipe canoense cedeu o preparador físico Guilherme Berriel para a seleção Sub-21, que disputa a Copa Pan-Americana a partir desta terça-feira (16), no Canadá.

Dentro de quadra, o líbero Thales, ex-Voleisul, foi convocado para defender a amarelinha na Liga Mundial, que começa no dia 2 de junho, quando o Brasil enfrenta a Polônia, em Pesaro, na Itália. Além de Thales, o ponta Alisson Melo, de 24 anos, foi convidado para treinar com a seleção brasileira durante a preparação em Saquarema-RJ.

Bernardo Roese faz grande temporada no vôlei universitário nos Estados Unidos

Ex-levantador da Voleisul foi eleito o MVP das conferências americanas.

Arquivo Pessoal
Bernardo foi eleito o MVP das conferências universitárias nos EUA
O ex-levantador da Voleisul Bernardo Roese, filho do ex-treinador e levantador Paulo Roese, está brilhando nas quadras de vôlei nos Estados Unidos. No final do ano passado, o hamburguense foi morar e estudar em solo americano, buscando novos rumos dentro da carreira, já que o mercado do voleibol brasileiro está bem complicado. Bernardo atua no Pierce College, na Califórnia, e no final do mês de abril foi campeão da conferência local com sua equipe e eleito MVP (Most Valuable Player – Melhor jogador da competição) entre todas as conferências universitárias. “Foi bacana, pois eles estavam há alguns anos sem ganhar por aqui. Vinham de 4 ou 5 anos bem ruins. A repercussão da nossa temporada foi bem positiva. Todo mundo gostou, tanto que o jogo dos playoffs foi fora de casa, mas tinha mais torcida nossa do que do time da casa. Foi bem legal ver isso, a galera apoia mesmo, ex-alunos e ex-jogadores do time”, destacou.

Roese concedeu uma entrevista exclusiva para o blog #Voleimaníacos

Quando foi para os EUA?

Vim para os Estados Unidos em dezembro para tentar me adaptar o mais rápido possível. No início, a adaptação não foi fácil, pois eu nunca havia feito nenhum curso de inglês na minha vida, decidi vir e fiz o teste. Estou cursando businness.

Como foi o processo para estudar e jogar fora do Brasil? Como está a adaptação ao país?

A questão de jogar foi tranquila, mas estudar estou me adaptando e me esforçando para melhorar o inglês, esse é o meu maior desafio. Não foi fácil nos dois primeiros meses. Tive vários dias e momentos que pensei em voltar para o Brasil. Meu sonho sempre foi jogar profissionalmente e no início aqui, achei que estava largando esse sonho. Mas agora vejo que é um grande passo que estou dando, e aqui depois de dois anos pude reencontrar a vontade de jogar e ser feliz fazendo o que gosto novamente.

Como é ficar longe da família e conhecer essa nova cultura?

Ficar longe da família nunca é fácil, mas como eu já havia morado longe outras vezes, estava preparado para isso. Há momentos que a saudade bate forte, mas sei que é coisa certa que estou fazendo. A cultura é muito diferente, estão muito na frente de nós. Aqui moro com o pessoal do time em uma casa.

Como são os treinos? E que competições disputa nos EUA?

Nesse primeiro semestre aqui, estou nesse “college” e estamos disputamos o Campeonato Estadual da Califórnia. Os treinos são diferentes e, na maioria das vezes, não são tão pegados como o de costume no Brasil, pois o nível é diferente. Na primeira divisão aqui nas universidades é bem competitivo, tem várias universidades com times bem fortes e você encontra brasileiros por tudo, mas mesmo assim, não é o mesmo nível do Brasil.

Qual a diferença de jogar uma Superliga?

A diferença de nível é bem grande. O Brasil é mais forte pois a preparação é diferente, é tudo voltado ao vôlei. Aqui os estudos estão envolvidos. São várias regras sobre notas e aulas envolvidas junto ao esporte. Se você não está bem nas aulas, não joga.

Vendo de fora do Brasil, qual a tua avaliação sobre o momento do vôlei brasileiro e mundial? O Brasil está muito ultrapassado?

Em questão de vôlei, o Brasil continua o melhor, no meu ponto de vista. Vamos ter que renovar nosso ciclo, mas ainda temos grandes jogadores. Mas em questão de estrutura e cultura, é outro mundo. Eu achava que tinha um pouco de noção sobre tudo isso aqui, mas é muito mais do que imaginava. As estruturas das universidades e times são impressionantes. Estão anos à frente.

Renan Dal Zotto fala sobre convite a ex-líbero da Voleisul

Thales Hoss, que jogou a Superliga 2016/17 pelo Vôlei Canoas, vai treinar em Saquarema (RJ).

Divulgação
Thales treinou nesta semana no ginásio da Sociedade Ginástica Novo Hamburgo sob comando de Marcelo Fronckowiak, auxiliar técnico da seleção e técnico do Vôlei Canoas
Nesta semana, o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Renan Dal Zotto, convidou doze atletas para os treinos no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema, Rio de Janeiro, visando a Liga Mundial 2017, que começa em junho. Na lista do treinador, que na última terça-feira esteve em Novo Hamburgo, está o líbero Thales Hoss, do Vôlei Canoas e ex-Voleisul. Além dele foram convocados os levantadores Murilo Radke e Thiaguinho; os centrais Flávio, Wennder e Thiago Barth; os ponteiros João Rafael e Allison Melo; os opostos Rafael Araújo, Renan Buiatti e Luan Weber e o líbero Felipe. A convocação final para a temporada será feita após o término da Superliga 2016/17.

Em entrevista exclusiva ao blog Voleimaníacos, do Jornal NH, Dal Zotto falou sobre o convite feito a Thales, que também é natural de São Leopoldo. “O Thales amadureceu muito e fez um ótimo ano. O ranking mostra isso, está bem posicionado nos dois fundamentos que são importantes na função de líbero, recepção e defesa. Além de ser um garoto que tive que a oportunidade de ver alguns jogos e, por informação do Marcelo (Fronckowiak) – auxiliar técnico de Dal Zotto –, vem auxiliando o sistema defensivo. Nós precisamos abrir espaço, com a saída do Serginho (que se aposentou da seleção brasileira), para novos valores para ver quem pode suprir essa ausência de um dos maiores atletas que esporte brasileiro já teve”, pontuou Dal Zotto.

Ex-treinador da Voleisul já havia avisado sobre Thales

No início da temporada 2015/16, o treinador hamburguense Paulo Roese, na época técnico da Voleisul, havia destacado na apresentação de Thales, que o líbero possuía potencial para chegar à seleção brasileira. “O Paulo é meu amigo, um irmão. E a gente vê o voleibol da mesma maneira. E não pensaria diferente do que essa ideia dele. E líbero é uma posição que é maturidade, não adianta. É uma função que só sofre, a satisfação dele é não tomar pontos. É uma posição ingrata. Acho que o Thales fez um bom campeonato, assim como o Thiago Brendle, um garoto que deve estar nessa nova lista depois”, completou Dal Zotto.

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