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Cotidiano | Entretenimento Arte

Uma artista das águas

A gente deu um mergulho na obra de Vera Reichert, pintora, fotógrafa, escritora, artista reconhecida internacionalmente e, sobretudo, uma apaixonada pela defesa das águas

Publicado em: 17.10.2020 às 03:00

Vera Reichert trabalhando em seu ateliê em Campo Bom. A artista plástica, que tem entre suas temáticas as formas líquidas, vive grande fase com exposições no exterior e livro Foto: fotos Divulgação
Ela é mergulhadora há 34 anos, mesmo tempo que se dedica às artes visuais. Não é por acaso que seu livro, suas fotografias, desenhos, pinturas e vídeos têm a água como foco. O perfil é da artista Vera Reichert, que está em grande fase mesmo neste ano de pandemia. Moradora de Campo Bom, ela está com seu livro “A Inquietude do Olhar” disponível no Mercado Livre, participou de exposições coletivas em Porto Alegre, São Paulo e México, foi selecionada para mostrar suas obras em Los Angeles, nos Estados Unidos, e em Porto, em Portugal, recebeu o convite para ser integrante honorífica de uma academia de arte na França e fará parte do livro “Arte no Século XXI- Mulheres em Ação”, sobre pintoras contemporâneas, que será lançado em novembro pela Inn Gallery de São Paulo. “Aos 71 anos estou mais ativa do que nunca”, sublinha Vera.

A paixão pela temática da água não é por acaso. Suas obras contemporâneas refletem formas, cores e texturas vistas nos seus mergulhos no fundo do mar e na superfície da água. “Meu papel na vida está envolto nas águas. Eu falo sobre água, chamo atenção sobre sua preservação”, comenta a artista, explicando que em seus mergulhos deparava-se com morte e branqueamento de corais, extinção de espécies de peixes e proliferação de algas na superfície das lagoas. “Daí ficava me perguntando “o que está acontecendo?”, lembra. Foi aí que iniciou seu trabalho pela preservação das águas.

Com o livro bilíngue de 256 páginas, lançado em 2017, a temática veio a se materializar também. Nas páginas brancas, Vera mostra imagens de seu trabalho e conta seu percurso no mundo da arte, e nas azuis aborda água. A iniciativa de escrever o livro foi uma forma de deixar uma mensagem para que os netos Gabriel, Eric, Mila, Lucas e Alex possam seguir a trajetória da avó na luta pela preservação da água, mas seu alcance vai além.

A artista, que já realizou 32 exposições individuais no Brasil e exterior, segue sua luta pela preservação da água em suas obras de arte. Este ano participou de exposições coletivas com a Galeria Gravura de Porto Alegre, com a Inn Gallery de São Paulo e com a curadora Clara Pechansky, na Galeria Frida Kahlo, em Sinaloa, México, foi selecionada para a Bienal do Douro em Portugal e para ser uma das representantes do País no 5º Salão de Pintura da Menduína Schneider Art Gallery de Los Angeles, EUA. Este mês, representa o Brasil no 1º Salão de Fotografia, em Galeria de Los Angeles, organizado pela Gestora Cultural da Arte Global, e ainda é membro honorífico na Mondial Art Academia na França. E para 2021 ela já tem planos. Pretende mergulhar na Indonésia.

Ela tem a força das águas.


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