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Cotidiano | Motores Impressões ao dirigir

Corolla é submetido a uma revolução visual e tecnológica

Confira como anda a versão híbrida da 12ª geração do sedã da Toyota, que ganhou nova plataforma, novo visual e equipamentos de assistência à condução

Por Adair Santos
Última atualização: 05.02.2020 às 17:11


Visual mudou junto com a plataforma, deixando o sedã mais competitivo frente aos concorrentes Foto: Divulgação/fotos MALAGRINE/divulgação
Nova plataforma, tecnologias semiautônomas e um design moderno. O líder do mercado nacional de sedãs exibe atributos para seguir na posição. O sistema híbrido está disponível apenas na topo de linha Altis, que custa R$ 128,99 mil. Com o pacote Premium, o preço aumenta R$ 7 mil, totalizando R$ 135,99 mil.

Com essa inédita versão, não resta mais dúvida: os híbridos vieram para ficar. Tanto é que a configuração já corresponde a 20% do total das 22,7 mil unidades do novo Corolla vendidas desde o lançamento, em setembro passado. Mas como funciona exatamente um híbrido? No caso do sedã, o motor flex 1.8 atua em parceria com dois propulsores elétricos. Quando as baterias estão carregadas, em baixas velocidades o deslocamento é feito pelos elétricos. À medida que se acelera mais fundo, entra em ação o 1.8. Tudo de forma automática e imperceptível. O desempenho geral é bom, com acelerações e retomadas rápidas.

Para dirigir, não há mistério: basta pisar no freio e ligá-lo, como em um automático convencional. Mas ao pressionar o botão Power, o que se ouve é apenas um leve zunido dos motores elétricos. Sabe-se que o veículo está pronto para a partida somente porque aparece a inscrição "Ready" no painel TFT de 4,2". Quando acelerado suavemente, apenas os motores elétricos movimentam o carro. Durante o teste, vários percursos urbanos foram feitos sem que o 1.8 flex fosse acionado. Ou seja: nenhuma gota de gasolina foi gasta. Mas basta o motorista acelerar mais forte para que o 1.8 flex entre em ação, atuando automaticamente e de forma suave. Se as baterias tiverem boa carga, há a opção EV, ao apertar de uma tecla próximo à manopla do câmbio. Dessa forma, é priorizado o modo elétrico.

A suspensão traseira agora é multilink e, como manda a cartilha do Corolla, segue privilegiando a maciez, mas sem prejudicar a estabilidade.

O powertrain é o mesmo do Toyota Prius, o que empresta credibilidade. Desde 1997, o Prius já vendeu mais de 4 milhões de unidades no mundo. Ou seja: está mais do que testado. Conforme o Inmetro, com gasolina o Corolla faz 14,5 km/l na estrada e 16,3 km/l na cidade. Isso mesmo: a economia é maior na cidade porque é nessa situação que os motores elétricos têm maior atuação.

Bons acabamentos e sistema multimídia em posição de destaque no painel Foto: Adair Santos/GES-Especial

Por dentro, ótimos materiais de acabamento e, ao centro do painel, a tela do sistema multimídia de 7" em posição destacada, que agrega o relógio digital, eliminando aquele que havia no painel ao estilo anos 80, de grafismo verde, que lembrava o do Ford Del Rey. Em um projeto tão tecnológico, pena que a montadora decidiu manter a alavanca do freio de mão, pois ocupa bastante espaço. Poderia muito bem ter substituído por um sistema elétrico, acionado por um diminuto botão. Outra novidade é o teto solar, um dos itens do pacote Premium, que também traz faróis e lanternas traseiras em LED. O volume do porta-malas do híbrido é o mesmo das demais versões (470 l), pois as baterias estão sob o banco traseiro.

Powertrain


Sistema híbrido deixa pouco espaço de sobra no cofre do motor Foto: Adair Santos/GES-Especial
O 1.8 VVT-i 16V flex gera 101 cv com álcool e 98 cv com gasolina a 5.500 rpm, bem como 14,5 kgfm de torque a 3.600 rpm com qualquer um dos combustíveis. O motor a combustão atua com dois propulsores elétricos que, juntos, desenvolvem 72 cv e 16,6 kgfm de torque.

O câmbio CVT simula 10 marchas e aproveita a força gerada com o mínimo de desperdícios. Na manopla do câmbio, além das funções P (Parking), R (Ré), N (Neutro) e D (Drive), há a letra B (Braking), que aplica a força do freio-motor, contribuindo para recarregar as baterias.

Chama a atenção a posisção B, de Braking, que aciona o freio-motor e ajuda na recuperação de energia Foto: Adair Santos/Adair Santos/GES-Especial

Sistemas autônomos são eficientes

O Alerta de Mudança de Faixa (LDA) é eficiente, fazendo leves correções quando o carro se aproxima da faixa central ou do acostamento. Mas para isso é preciso apertar um botão no volante. Também é necessário contar com estradas bem sinalizadas, o que nem sempre ocorre no Brasil. O Controle de Velocidade de Cruzeiro Adaptativo (ACC) funciona muito bem, freando quando a distância predefinida é atingida em relação ao carro da frente.


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