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Cotidiano | Viver com saúde Bem-Estar

Caminhar ou correr: qual a melhor opção?

Devagar se pode ir longe, sim, seja caminhando ou correndo. Nos dois casos, o primordial é não ficar parado e respeitar os limites do corpo

Por Adriana Lima
Última atualização: 06.10.2019 às 10:27

Com a orientação de Fernando, Vera caminha de um lado e Renato corre do outro. Quem ganha é a saúde de ambos Foto: Inézio Machado/GES
Não é preciso muita habilidade ou investimento alto, apenas boa vontade. E ainda dá para curtir a paisagem enquanto se ganha cada vez mais em saúde. A caminhada e a corrida são modalidades de atividade física recomendadas a pessoas de todas as idades, especialmente para quem quer hoje mesmo sair do sedentarismo. "A caminhada tem muitos benefícios porque é uma atividade de baixo impacto na articulação dos joelhos e assim, de forma segura, não gera tanta instabilidade. Já a corrida é para quem já tem estabilidade no caminhar e quer gerar uma dinâmica de frequência cardíaca maior, também gasto calórico maior", explica o educador físico de Novo Hamburgo Fernando Nunes de Oliveira.

O profissional explica que as atividades podem auxiliar nas queixas de dor, principalmente nas costas, depois de um dia cansativo. "Dores indicam que o corpo precisa ser fortalecido, está com articulações, tendões, ligamentos fracos e, para que isso pare de acontecer, tem que praticar atividade física. O movimento faz com que gere uma regeneração e fortalecimento como um total."

Empate técnico

Fernando lembra que, entre a corrida e a caminhada, quem ganha mesmo é o praticante de ambos, pois a atividade física ideal é aquela que a pessoa se adéqua. "Atividade física nada mais é do que sair da zona de repouso e gerar um gasto calórico para o nosso corpo, o que inclui agachar, empurrar, pedalar. Então, fazendo isso com prescrição, cuidado e orientação, já há resultados. Aos poucos, tanto o aluno da caminhada quanto da corrida vai notar ganhos", diz.

Aos 64 anos, ela faz musculação e caminhada

Como todo aluno, ela chega à academia com a garrafa de água e a toalhinha para mais uma aula de musculação. Fora dali, conta que caminha entre três e quatro vezes por semana, agora aumentando mais o ritmo dos passos. Esta é, há oito anos, a rotina da industriária aposentada Vera Souza Chaves, 64 anos. Mas quem vê a dona Vera com essa disposição toda não imagina que, antes disso, era uma mulher que só reclamava de dores. “Eu tenho hérnia de disco e desvio na coluna, então sempre me sentia cansada, pesada, dolorida. Tomava injeção para a coluna uma vez por mês, até que uma amiga me disse para fazer caminhada, para que eu me fortalecesse”, detalha.

A aposentada então seguiu a dica e começou a caminhar sozinha pela rua. Aos poucos, os passinhos foram ficando mais ligeiros e hoje é preciso fôlego para acompanhá-la. “No começo, era difícil, ia até meio arrastada. Ia a pé em algum lugar perto de casa, fazer uma compra. Mas hoje eu digo a todos que não preciso mais de tratamento para a dor. Fui criando músculos e me sentindo bem mais animada. A caminhada mudou minha vida e minha saúde”, conta.

Com 34 anos, o ex-hipertenso é hoje um atleta

Sete medicamentos por dia, muita dor de cabeça e pressão alta aos 33 anos. Assim se resumia o cotidiano do supervisor de produção Renato Castro há um ano, já que não tinha ânimo para fazer quase nada. Ele conta então que começou a musculação e logo depois acrescentou a corrida aos seus novos hábitos. Foi dos 122 aos 87 quilos em um ano e somou a atividade física à uma alimentação saudável. "Fim de semana, se eu não correr, parece que me falta algo, pelo menos uma hora eu preciso ir. Mudou minha vida, sou outra pessoa", destaca.

Renato seguiu com o acompanhamento médico, mas comemorou há pouco uma ótima notícia. "Agora o cardiologista me deu alta e retirou todos os medicamentos, fiquei muito feliz", se alegra.

O ex-sedentário hoje motiva os amigos a literalmente seguir os mesmos passos acelerados e partirem para o exercício físico com regularidade. "Eu incentivo as pessoas a saírem da zona de conforto, pois quem quer viver mais tem que se exercitar. Tinha medo de ter um infarto, sou casado, tenho uma filha pequena, imagina? Se continuasse como estava ia acabar logo meu ciclo de vida. Hoje, não quero parar mais. Só quem não faz é que critica, mas não dá bola", cita.

Treino na academia também é oportunidade para interação social entre todas as idades Foto: Inezio Machado

Resultados diferentes na esteira?

Atividade física mais praticada no País segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, a caminhada pode ser na academia ou na rua. Fernando explica que é mito achar que em um ou outro lugar o gasto calórico será bem maior, pois o que conta é o desempenho. "As vantagens na rua são a paisagem, a dinâmica ao redor, mas há também buracos, carros e insegurança, as ruas não estão preparadas. Assim, muitas pessoas preferem vir para a esteira, que tem piso mais confortável e anti-impacto, além de aproveitar o ambiente dinâmico das academias."

Para a evolução, ele dá a dica. "O recomendado é começar caminhando com intensidade baixa, devagar, até se sentir bem. Quando perceber que as articulações já estão mais fortes, pode ir alternando caminhada e corrida com um trote mais leve e assim aumentar o nível."

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