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Cotidiano 'Vovôzíneos'

Pets idosos precisam de atenção diferenciada e cuidados especiais

Com o avanço da idade, cães e gatos também costumam mudar hábitos

Por Bianca Dilly
Publicado em: 07.09.2020 às 09:00 Última atualização: 07.09.2020 às 09:24

Luana e a cadelinha Lilica, que tem 12 anos. Hábitos da agora pet idosa mudaram Foto: Aline Graeff/Especial
Antes, ela não parava quieta. Sapeca, corria por todo o pátio, brincando e chamando a atenção dos tutores. O tempo passou e agora tudo o que a arteira quer é justamente o contrário: um cantinho para se aconchegar e descansar. Não se trata de doença, problema, ou coisa do tipo. O que a família da Lilica viu foi que os anos passaram e agora ela é uma cadelinha idosa. Mas, nem por isso, é menos amada. Para a auxiliar de desenvolvimento infantil Luana Graeff, 24 anos, o carinho e o afeto construídos ao longo de 12 anos permanecem para sempre.

Só que, em casa, algumas coisas mudaram. "A Lilica sempre foi muito ativa, sempre andando por aí. De uns tempos pra cá, ela raramente se anima para brincar. Passa boa parte do dia deitada na caminha ou tomando um sol", conta, ao falar que a pet também tem mais dificuldade para subir em lugares que costumava ficar.

Sinais dessa fase

A mudança no comportamento do animal é um dos primeiros sinais de que ele, agora, é um idoso. A veterinária Marilia Schuck conta que a redução das atividades é uma das coisas mais comuns nessa transição. "Talvez ele brinque menos, se sinta mais cansado em uma caminhada ou não se sinta apto para caminhar tanto como ele fazia antes. Ele pode dormir mais tempo", relata, ao salientar a importância da identificação dos sinais para o bem-estar do animal.

E em relação à idade, a médica veterinária destaca que a tão famosa equivalência dos sete anos, não é bem assim. Ela explica que existe uma diferença em relação ao porte. Por exemplo, um cachorro de porte pequeno, aos 10 anos, teria 56 anos na idade humana. Já um cão de porte médio teria 60 anos. E um de grande porte, o equivalente a 66 anos. Por sua vez, um gato de dez anos teria 56 anos.

Além da mudança no comportamento, Luana fala que adaptações foram feitas na alimentação da Lilica. "Ela sempre comeu de tudo. Tinha vários daqueles ossinhos para cachorro, mas agora não consegue mais morder coisas muito duras." E a veterinária lembra que esse é um ponto que deve ser observado.

 

Doenças e prevenção

Além desses sinais, muitos pets desenvolvem doenças consideradas propícias para essa idade. "É comum doenças ortopédicas, como alteração de quadril, joelho, coluna, muscular. Existem alguns tratamentos alternativos como acupuntura que podem ajudar o pet a envelhecer de forma mais saudável. E para a prevenção é imprescindível a realização de exames de checkup como sangue, coração, ecografia abdominal. Cada vez mais, a medicina veterinária fala em prevenção assim como a humana."

 


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