Publicidade
Notícias | Mundo Repercussão

Jornalista que cresceu na região relata como foi a explosão no Líbano

Tariq Saleh, que atualmente vive em Beirute, conta como foram os primeiros momentos depois do ocorrido; conversa foi transmitida ao vivo em uma atividade da Universidade Feevale

Por Bianca Dilly
Publicado em: 05.08.2020 às 16:32

Jornalista Tariq Saleh, que tem experiência em coberturas no Oriente Médio, em trabalho no Iraque Foto: Arquivo pessoal

Mais de dez anos de cobertura no Oriente Médio – inclusive acompanhando conflitos históricos, proporcionaram diversas experiências ao jornalista Tariq Saleh. E, entre elas, um conhecimento inusitado. “A gente acaba diferenciando os tipos de bombas com o passar do tempo”, explica. Foi por isso que acabou associando, em um primeiro momento, a explosão registrada em Beirute, no Líbano, na última terça-feira, com um carro bomba. “A explosão foi bastante parecida, embora não houvesse motivo para tal, já que o país vem já calmo há anos”, afirma. O relato de Saleh foi transmitido ao vivo no mesmo dia do ocorrido, pelo Instagram da Agência Experimental de Comunicação (Agecom), da Universidade Feevale.

Embora seja libanês de nascença, o profissional cresceu na cidade de Sapiranga e se formou pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), o que gerou uma ligação forte com a região e possibilitou o contato momentos depois do fato. “As últimas horas foram de muita pressão. Eu estava em casa quando escutei a explosão e o prédio sacudiu com a onda do choque”, detalha.

Rastro de destruição

Após a explosão, o jornalista começou a ouvir a comoção da comunidade local. “Fui caminhando até a rua principal do bairro e já vi muita gente limpando as vidraças que foram estilhaçadas”, diz. Foi aí que o atual produtor da TV3, da Catalunha, decidiu reunir a equipe. “Fomos até o escritório, que fica no prédio onde estão as principais televisões internacionais, a mais ou menos 300 metros do epicentro da explosão”, acrescenta. No local, o rastro de destruição também havia sido deixado. “Na nossa redação tem uns vidros bem grandes e pesados, que caíram onde nós estaríamos sentados. Por sorte, não havia ninguém no escritório”, conta, aliviado.

Depois disso, Saleh frisa que a decisão foi por fazer uma transmissão ao vivo de uma região entre o ponto do estouro e o escritório. “Uma, porque autoridades isolaram a área. O ar estava bastante contaminado. E, segundo, havia muitas ambulâncias, a cidade estava tomada por elas”, relata. Sobre a possível causa da explosão, o jornalista diz que prefere não especular e os pronunciamentos oficiais devem ficar por conta das autoridades.

Internacionalização desde casa

Pela Feevale, a conversa ao vivo foi mediada pela aluna do quarto semestre do curso de Jornalismo Mariana Giacomet, também estagiária da Agecom. “Foi tudo muito rápido. Nossa ideia foi a de oportunizar para os estudantes a participação em uma cobertura no momento em que ela está ocorrendo e de um fato de repercussão mundial”, ressalta o coordenador da agência experimental, Alisson Coelho. O reitor da instituição, Cleber Prodanov, acrescenta que assim também se dá a internacionalização em um mundo tão conectado e instantâneo. “Os nossos alunos precisam estar ligados com essas pessoas, realidades, com esse mundo diverso”, conclui.


Quer receber notícias como esta e muitas outras diretamente em seu e-mail? Clique aqui e inscreva-se gratuitamente na nossa newsletter.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.