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Notícias | Novo Hamburgo Alerta

Mais do que dobram os casos de fogo em mato registrados em Novo Hamburgo

Em menos de dois meses, entre dezembro de 2019 e o dia 13 deste mês, equipe do Corpo de Bombeiros já atendeu a 96 casos, representando aumento de 134%

Por Susi Mello
Última atualização: 14.01.2020 às 07:09

Entre os casos deste mês está o incêndio em um matagal na RS-239, próximo ao Santuário das Mães, em Novo Hamburgo Foto: Juarez Machado/GES

Os incêndios em vegetação e lixo quase que viram rotina quando a estação mais quente do ano chega. Do primeiro dia de dezembro de 2019 até o dia 13 deste mês, o Corpo de bombeiros de Novo Hamburgo registrou 96 ocorrências desse tipo, 134% o dobro do mesmo período de 2018 até o início de janeiro do ano passado, quando foram 41 atendimentos de combate a incêndios desse perfil.

Segundo o comandante do pelotão de Novo Hamburgo, primeiro sargento Everton Machado da Silva, as principais causas são a temperatura elevada, associada à baixa umidade do ar, combinadas com o descuido de alguns donos de terrenos abandonados ou sem cuidados, que acabam se tornando pontos propícios para incêndio em lixo ou vegetação.

Ele explica que o fogo nesses terrenos abandonados é geralmente causado por vidros que estão no meio da vegetação seca e, ao serem aquecidos pelo sol, somando-se à alta temperatura, acabam ocasionando princípios de incêndios que se não forem controlados podem se alastrar por uma grande área. Outra causa frequente seriam os locais onde a população deposita lixo irregularmente e, com o aumento deste lixo, acabam ateando fogo a fim de limpar essa área.

O aposentado João Francisco Viana Rodrigues, 58, confirma essa situação. Morador há 40 anos na Rua Presidente Lucena, bairro Boa Saúde, conta que as queimadas no verão são seguidas e feitas para eliminar lixo. Como não tem acostamento, segundo ele, é fácil pegar fogo na vegetação dos terrenos baldios. Sua preocupação não fica somente com o verde, mas com a fiação aérea que passa junto à rua. "Nesses anos que moro aqui já vi muito fio pegar fogo porque as chamas eram muito altas", arremata.

As consequências que essas queimadas geram não são nada agradáveis. O comandante explica que o acionamento da guarnição do Corpo de Bombeiros para realizar combate de fogo em vegetação ou em lixo dificulta o atendimento a um salvamento ou a um incêndio mais grave, desgasta a equipe diante das altas temperaturas, baixa umidade do ar e gera desperdício de água.

Maior incidência

Os pontos mais comuns de queimadas são na Rua Presidente Lucena, no bairro Boa Saúde, às margens da BR-116 e RS-239 e também em locais onde são descartados materiais irregularmente, como móveis, restos de poda ou dejetos de construção.

O comandante dos Bombeiros de Novo Hamburgo, Everton Machado da Silva, explica que no bairro Boa Saúde há uma grande área de campo onde a população deposita indevidamente lixo, sendo algo comum o fogo começar no lixo e se alastrar para a vegetação. Já nas rodovias, o problema são as bitucas de cigarro jogadas por motoristas. "Só que neste verão o fogo em mato bateu todos os recordes", constata a dona de casa Marlise Staudt, 58, moradora do bairro Ideal, próximo à rodovia federal.

 

Cinco dicas para evitar este tipo de incêndio

1 - Não atear fogo: o fogo não deve ser ateado em vegetação ou roçado. No meio rural existe autorização para queimada controlada, mas na zona urbana é totalmente proibido.

2 - Descarte correto: descartar o lixo industrial, como restos de couro e sola de sapatos, e o doméstico, como móveis, em locais apropriados.

3 - Cigarro: espere mais um pouco para descartar a bituca de cigarro. Não lance pela janela.

4 - Acampamentos: tenha cuidado ao acender fogueiras e velas em acampamentos. Depois de usá-las, lembre-se de conferir se as brasas foram apagadas e resfriadas.

5 - Ajuda: ao se deparar com um princípio de incêndio em vegetação ou em lixo, tendo condições físicas e segurança, tente apagar este pequeno foco.

 


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