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Notícias | Região Cultura

Crônicas publicadas no Jornal NH estão em livro de Gilberto Jasper

Jornalista está percorrendo o Estado para lançamento da obra que reproduz 120 textos publicados em diversos jornais do Estado

Por João Ávila
Última atualização: 30.11.2019 às 14:37

Gilberto Jasper, jornalista que acaba de lançar livro com 120 crônicas Foto: Mateus Raugust/Divulgação
O jornalista Gilberto Jasper está em fase de apresentação de seu livro de estreia, O Tempo é o Senhor da Razão e Outras Crônicas, lançado pela Editora Pubblicato. A obra foi apresentada no dia 21 de novembro, em Porto Alegre. Nesta sexta-feira (29), o lançamento foi em Sant'Ana do Livramento e neste domingo (1°), na Feira Internacional do Livro de Uruguaiana. Depois, no dia 6, em Arroio do Meio, no Vale do Taquari, terra natal do autor.

Jasper, 59 anos, conta que o livro é uma coletânea de 120 crônicas que publica semanalmente em cinco jornais do interior, além de colaborações em veículos de Porto Alegre, blogs e sites. "São textos divididos em sete temas: amigos, futebol, memória, política, jornalismo, sociedade e família", observa. O autor trabalhou em redações de jornais e emissoras de rádio. Também atuou na assessoria dos governadores Antônio Britto e Germano Rigotto, assessorou a dois presidentes da Assembleia Legislativa, quatro presidentes do Tribunal de Justiça e na presidência da Câmara de Vereadores Porto Alegre, além ter prestado consultoria de comunicação ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Atualmente é coordenador de Comunicação do gabinete do deputado estadual Tenente-Coronel Zucco.


Capa do livro "O tempo é o senhor da razão e outras crônicas", de Gilberto Jasper Foto: Divulgação

Entrevista

Aos 59 anos de uma vida dedicada a escrever surge o primeiro livro. De onde veio a inspiração?
Na verdade, a coletânea de 120 crônicas é resultado da pressão dos filhos – Laura, estudante, e Henrique, jornalista – e de alguns amigos com experiência em publicações. Para quem é iniciante neste ramo, no início tudo parece difícil, complicado e muito demorado. Com mais de quatro décadas de experiência encarei como missão deixar algumas impressões para os amigos e familiares.

Por que o título "O tempo é o senhor da razão"?
É uma frase que ficou consagrada pelo ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, em uma de suas últimas entrevistas quando renunciou ao cargo. A editora, Lú Thomé, responsável pela organização de mais de 500 textos “tarrafeados” na Internet (eu nunca arquivei nada!) sugeriu o título. Depois de uma rápida discussão – suscitada justamente pela frase ter sido eternizada por Collor – chegamos à conclusão que seria um bom título

As crônicas tratadas na obra são de publicações em vários jornais. Na essência, elas tratam de que?
Família, amigos, política, memória, jornalismo, sociedade e futebol. São reminiscências da infância vivida na colônia, no interior de Arroio do Meio (Vale do Taquari) e de andanças pelo Rio Grande do Sul com repórter por muitos anos. Soma-se a isso experiências como assessor e consultor de comunicação.

Você tem, além das redações, uma carreira sólida em assessoria de imprensa. Isso ajudou na criação das crônicas?
Sem dúvida. Na redação, “compramos” as versões, que são checadas, confrontadas e, quando necessário, cotejadas em contrapontos. Já na assessoria aprende-se a “vender o peixe”, isto é, convencer o repórter, editor ou colunista da importância do nosso produto (matérias e sugestões de pauta). Ter a experiência “dos dois lados do balcão” é fundamental para ter vida longa em qualquer das atividades ligadas à comunicação.

O livro no Brasil ainda é caro para quem compra...
Olha, a confecção do livro e a busca de uma editora é um grande desafio para estreantes. Por isso, me aconselhei com um grande amigo, Gustavo Machado, genial escritor e jornalista e escolhi uma editora pequena. Isso permite um diálogo direto com os donos, relatórios atualizados das vendas, um contrato claro e sem letras pequenas e a possibilidade de negociar. A ideia era fazer um livro pequeno, mas fui convencido a ampliar o projeto para 120 crônicas, o que encareceu um pouco o preço final. Não fiz nada sofisticado. Isso não combinaria comigo.

O que os leitores da tua obra vão encontrar e que tipo de ensinamento pretende transmitir?
“Meu combustível são as pessoas”, costumo repetir. Viver como jornalista é travar contato com gente de todo tipo – do interior, da cidade, da política, do esporte, da polícia e da política. Tenho o privilégio de conhecer a maioria dos municípios do Rio Grande do Sul, o que me deixa lisonjeado, mas a maioria dos gaúchos não conhece o nosso Estado.

O livro retrata experiências da colônia, da cidade pequena e grande, da redação de um grande jornal, de órgãos públicos e dos bastidores dos três poderes. Trabalhei no Executivo, Legislativo e Judiciário, o que deverá ser tema de outro livro. Mas este exigirá muito tato, cuidado e detalhamento. Não tenho a pretensão de deixar ensinamentos. Apenas mostrar que vale a pena conversar, trocar ideias, respeitar o contraditório. Falo com absolutamente todo mundo, sem distinção. Minha mulher, Cármen - também jornalista - costuma dize que se me deixar num potreiro, em cinco minutos estarei falando com o gado ou com a cerca de arame farpado...


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