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O distanciamento social

Por JacksonBuonocore
Última atualização: 28.03.2020 às 08:02

Neste momento não existe tratamento ou vacina para o agente patogênico da Covid-19, mas há diversos países que têm cientistas preparados, inclusive no Brasil, para descobrir - em curto prazo - o medicamento ou a imunização para o coronavírus. Entretanto, devemos seguir as orientações do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), a fim de conter o contágio do coronavírus, visto que a sua taxa de letalidade está estimada em torno de 3% a 4%, uma taxa menor que de outras doenças, todavia, o vírus contém uma transmissão rápida e uma contaminação em larga escala.

Por esse motivo é indispensável o distanciamento social, onde cada um de nós pode colaborar para limitar o convívio social e aglomeração de pessoas, de modo a conter a propagação da Covid-19, minimizando a sua transmissão e, consequentemente, a mortalidade de grupos mais vulneráveis à doença.

Além disso, temos condições de lidar com as mentiras e boatos sobre o coronavírus, que circulam de forma lunática na Internet, pois as mídias digitais, a imprensa e o Ministério da Saúde estão desmentindo as fake news, bem como vêm reforçando a importância dos governos estaduais e municipais em cumprir os protocolos de prevenção da doença.

Assim, estamos bloqueando as vozes doentias que ampliam as teorias da conspiração e desinformação, que propagam nas redes sociais que o coronavírus é uma gripezinha, histeria, fantasia, coisa do Satanás, invenção da mídia, culpa da China e outras doidices, aumentado o medo e a preocupação das pessoas com a saúde de seus familiares e amigos.

Desse modo, não iremos sucumbir à histeria coletiva, contudo, devemos permanecer conscientes e informados do quadro geral da Covid-19. Aliás, também podemos buscar recursos terapêuticos e lúdicos, que ajudam a nos manter mentalmente saudáveis, para enfrentarmos - coletivamente - essa pandemia, que é global e temporária. É importante lembrar que o coronavírus não escolhe classe social, etnia e gênero, uma vez que ele não é igual à dengue, a chicungunha e a zika, doenças dos pobres, que estão ligadas a falta de saneamento. Porém, é um vírus que pode ser catastrófico com os mais carentes, que vivem em condições precárias e são ignorados pelas políticas sociais e econômicas dos governos.

Apesar disso, os serviços públicos têm uma rede de atendimento articulada, que está conseguindo conter os impactos da Covid-19. Por isso precisamos defender os serviços públicos de saúde, garantir a autonomia das universidades públicas, investir em centros de pesquisas e ampliar a proteção social dos trabalhadores informais e autônomos, que são ações que devem fazer parte das políticas econômicas.

Portanto, o mundo está mais preparado para enfrentar a pandemia do coronavírus, porque a humanidade descobriu tratamentos e vacinas para gripe espanhola, peste bubônica, varíola, tifo, cólera, ebola, HIV e outras doenças. Enfim, o pânico coletivo está se transformando em solidariedade global, que atinge a nossa vida cotidiana, o que contribui para repensar que sociedade queremos viver.


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