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A guerra tem que ser contra o vírus

Diferenças políticas e ideológicas - e até eleitoreiras - ganharam espaço entre os governantes em um momento em que deveriam atuar unidos pelo bem estar da população

Por Guilherme Schmidt
Última atualização: 26.03.2020 às 12:20

Uma guerra de diferenças políticas, partidárias, ideológicas era algo que o País não precisava nesta hora em que a batalha deveria ser contra um inimigo comum: o coronavírus causador do Covid-19. Opiniões diversas são aceitáveis, mas é preciso unidade na atuação dos governos, seja ele federal, estadual ou municipal. Apesar da necessidade de medidas urgentes para evitar que a epidemia crie um colapso do sistema de saúde do País e cause muitas mortes, os governantes deveriam ter buscado uma melhor organização dos decretos e uma sintonia maior entre União, Estados e municípios.

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Apesar do discurso desastroso no sentido da saúde, na parte econômica o presidente Jair Bolsonaro tem sua parcela de razão, que era defendida por muitos, até. O problema foi a maneira, como sempre, totalmente fora de sintonia com o momento, com ironias e ataques, algo que alguns até gostam no presidente, mas algo tão condenável - já que sempre se polariza neste País - quando feito na era Lula, com alguns discursos demagógicos. Talvez se deva repensar algumas medidas exageradas nas restrições às atividades econômicas, mas sempre com foco nas medidas de higienização e distanciamento, além de limitação do quadro pessoal (ou trabalhos home office, quando possível), ao invés de parada total.

Ainda o presidente

A comentar fica a estranheza de um presidente se contrapor a medidas anunciadas pelo seu Ministério da Saúde (que aliás mudou discurso após o discurso do presidente) e desdenhar do coronavírus depois de ter aparecido alguns dias antes, ao vivo, em aparição nas redes sociais, com temor estampado no rosto por estar sob suspeita de ter o vírus e até usar máscara.

O toque das oito

A maioria dos super e hipermercados da região está adotando as 20 horas como padrão para fechar nesta era covid-19. Normalmente fechavam entre 21 e 22 horas.

Descarte irregular

O pedido das prefeituras é antigo: não jogar entulhos, resto de podas e móveis nas ruas. Neste momento essa conscientização é ainda mais essencial, já que estão sendo tomadas medidas de higienização em todos os sentidos pela região afora. Mas tem gente que não aprende, não entende ou é realmente sem qualquer tipo de consciência social.

O trem esvaziando

Uma semana assustadora para a Trensurb. De segunda-feira para terça foram 5 mil passageiros a menos (caiu de cerca de 34,9 mil para 29,2 mil) e da terça para quarta menos 1,3 mil (caindo a 27,9 mil). A média que era de mais de 150 mil passagens nos dias úteis no início de março caiu para menos de 30 mil nesta semana.


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