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Publicado em 03/01/2015 - 17h34
Última atualização em 03/01/2015 - 18h02

Envolvida na Lava Jato, OAS colocará quase tudo a venda, menos a construtora

Futuro da Arena do Grêmio sob as mãos da construtora ainda não está claro

Após não conseguir pagar juros de títulos de dívida, a empreiteira OAS informou neste sábado que irá cortar despesas e pode vender ativos para reequilibrar sua posição financeira. Quase todos os negócios da companhia poderão ir a venda. A exceção fica por conta da construtora, que não seria incluída para negociação. Entretanto, não há informações sobre a situação da Arena do Grêmio, em Porto Alegre. A empresa sofre o impacto da operação Lava Jato da Polícia Federal que investiga denúncia de corrupção envolvendo a Petrobras e várias empreiteiras brasileiras.

Segundo informações da Agência Reuters, a OAS divulgou nota sobre o plano de contingência. "Em função das dificuldades de acesso a mercado de crédito, está em discussões com alguns de seus principais credores de forma a possibilitar uma reestruturação financeira organizada", conforme texto da nota.

De acordo com a Reuters, na sexta-feira, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito da OAS e suas subsidiárias, após a empresa deixar de pagar juros de uma emissão de dívida de 400 milhões de dólares com vencimento em 2021. O valor a ser pago era de 16 milhões de dólares.

A OAS Investimentos participa com 24% na Invepar, companhia que integra o consórcio que administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos. O grupo ainda tem fatia das concessões da Linha Amarela e do Metrô, ambas no Rio de Janeiro.

Conforme a Fitch relatou para a Reuters, a OAS informou ter recursos de R$ 1 bilhão no fim de dezembro. No final de setembro, a OAS tinha dívida de R$ 7,7 bilhões e R$ 1,4 bilhão de reais em recursos e títulos negociáveis.

A companhia pretende ainda apresentar um plano de reestruturação financeira a todos seus credores e também informou que adotou um plano de redução de despesas expressivo e estuda a venda de determinados ativos, afirmou em nota a OAS neste sábado.

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