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Grupo Sinos
Publicado em 29/05/2015 - 14h10
Última atualização em 29/05/2015 - 18h01

Luto: a arte perde Bonilha e Sérgio Napp

Violonista e compositor deixam uma obra de muito valor à arte do Rio Grande do Sul

Foto: Eduardo Rocha/Divulgação e Divulgação
A arte está de luto. O Rio Grande do Sul se despede nessa sexta-feira de dois grandes artistas: 
o violonista Arthur Bonilha, 33 anos, e o compositor e escritor Sérgio Napp, 75. São duas perdas
irreparáveis. Deixamos aqui nossa homenagem a esses dois talentos, que deixam uma legião de admiradores não só de sua arte, mas das pessoas generosas que sempre foram.

ARTHUR BONILHA - O músico cruzaltense de 33 anos sofreu um acidente na manhã dessa sexta-feira, na BR-158, quando retornava de uma participação no festival Carijo da Canção, que ocorre em Palmeira das Missões desde a quarta-feira. Violonista virtuoso, Bonilha era considerado um dos maiores violonistas do Estado, requisitado por nomes como João de Almeida Neto e Renato Borghetti, com quem fez turnês pela Europa. Sua última apresentação no Vale do Sinos foi em março, durante o Bivaque da Poesia, em Campo Bom. Em 2012 foi um dos artistas que doou seu trabalho e participou do show beneficente do ABC do Gaúcho.

O corpo será velado a partir dessa tarde no Salão Nobre da prefeitura de Cruz Alta, que decretou três dias de luto oficial. Ainda chocados com a notícia, deixamos nossos sinceros sentimentos à família. Sua arte, sua sensibilidade, sua risada "grande" farão muita falta.

SÉRGIO NAPP - O escritor e compositor de 75 anos estava internado há dois meses no Hospital Moinhos de Vento, e morreu às 22h de ontem, quinta-feira, de parada cardiorrespiratória. Entre 1987 e 1991 esteve à frente do centro cultural Mario Quintana, assim como nos anos de 1997 e 1998. Natural de giruá, Napp foi um dos mais cantados compositores nos festivais nativistas, principalmente da década de 80. Foi também um dos idealizadores, apoiadores e compositores do grupo canto Livre. Lançou mais de 20 livros. Entre suas canções mais conhecidas estão Desgarrados, Campesina, Recuerdos, Morada e Esse Gaiteiro, além de Meus Olhos, gravada por Elis Regina.

O velório de Napp será das das 13 às 17 horas, no hall de entrada da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Trata-se de uma homenagem da Secretaria de Estado da Cultura a Napp, que foi o primeiro diretor da instituição e que contribuiu decisivamente para sua consolidação, em períodos distintos.Do centro cultural o corpo seguirá para o Crematório e Cemitério Parque Saint Hilaire (Viamão), em cerimônia fechada para familiares. A consistente obra de Napp nos fica com um presente de sua passagem entre nós!