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Modos de ser e estar
tempo, convívio, família

Tempo que passa rápido

Em um mundo onde não nos permitimos parar, não fazer "nada" ou recusar ofertas de entretenimento tentadoras aos olhos do mercado, o tempo passa sem piedade.
07/08/2018 10:59 07/08/2018 10:59

Foi durante as férias de julho que Vicente, meu filho, perguntou: “mãe, porque o tempo passa tão rápido?” Entre a nossa casa e a moradia que compartilha com o pai, o menino divide seus dias. E foi na transição de um colo para o outro, diante do elevador, que a frase foi pronunciada.
Apesar de me interessar pelo tema e tendo-o estudado há muito, minha resposta não foi ágil o suficiente. Quando vimos, já estávamos no quarto andar. E a vida seguiu. Mas o questionamento não saiu de mim. Afinal, o que faz uma criança de 6 anos ter esta percepção? Será que as férias estavam passando rápido de mais? Ou elas permitiam uma desaceleração com a proposta de ficar em casa e juntinhos, enquanto o período com o pai já terminara? Queria ele fazer mais atividades ou era mesmo, com aquela chuva demorada, que Vico preferiu afofar o gato Téo no quentinho do sofá? Retomei e ele me disse: sinto isso todos os dias.
Quando o tempo (aquele da previsão) deu uma trégua, subimos a serra numa tentativa de nos delongar ainda mais. Apesar de estar a pouquíssimas quadras de um centro onde a pressa aumenta a velocidade de qualquer corpo (e alma), permanecemos um tanto retirados. Ficamos juntos, lemos, jogamos no celular e fora dele, nadamos, colhemos temperos, rimos, dormimos, brincamos, pulamos e fizemos malabarismos na cama sempre com um desejo de estar onde estávamos o que nos fez aproveitar cada segundo. E deixamos de realizar inúmeras outras atividades e passeios que o temporal, o nevoeiro e, principalmente as nossas vontades nos permitiram não fazer. Resistimos a excitação comercial e este foi nosso recesso.
O tempo, meu filho, vem passando cada vez mais rápido, sim. Em um mundo onde não nos permitimos parar, não fazer “nada” ou recusar ofertas de entretenimento tentadoras aos olhos do mercado, ele passa sem piedade. Saibamos decifrá-lo para que não nos engula.


Jornal NH

Modos de ser e estar

por Patrícia Spindler
modosdeser@sinos.net

É psicóloga, mestre em psicologia social pela UFRGS e trabalha com psicologia clínica, ou seja, psicoterapia. Segundo a blogueira, ela gosta muito de escrever. E diz que "gostar não significa que eu me sinta assim tão à vontade, ainda mais no meio de tanto jornalista e publicitário". Mas é por este blog Modos de Ser e Estar que este gostinho vai ganhando um tempo e um espaço para poder acontecer. E é da vida que Patrícia também falará aqui, abrindo espaço a todos os internautas que quiserem interagir. Desta maneira contemporânea de viver que é tão complexa e ao mesmo tempo, intensa. Portanto, a aventura aqui, para ela, é se lançar a pensar, trocar idéias, escrever e comentar sobre as diversas maneiras de ser e de se comportar que as pessoas vão assumindo no decorrer das suas vidas ou por toda esta jornada.

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