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Sétima das Artes
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Crítica: O Predador

Novo filme da franquia assume uma auto-paródia divertida
13/09/2018 00:32 21/09/2018 02:37

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: O Predador
Nenhuma continuação será melhor que o Predador original (1987). É um filme tão simples e tão fantástico que simplesmente não envelheceu -- nem tecnicamente. É um espetáculo de suspense e ação. 

Todas suas continuações não chegam aos seus pés -- e, convenhamos, nem tentaram (à exceção de Predador 2, de 1990, que tenta ser "maior e melhor", mas fica abaixo em todos os quesitos). Esse O Predador, então, parte de um ponto confortável: bastava se sair um pouco melhor que as demais sequências, sem a responsabilidade de bater o que é imbatível. 

Apesar do título no singular, a fita apresenta mais de uma criatura -- não é spoiler, tá no trailer. A projeção começa precisamente com uma batalha espacial entre as naves dos predadores, e uma delas acaba caindo na Terra. Por um tempo, a narrativa se divide em quatro: os cientistas pesquisando a queda; o protagonista humano sendo considerado insano; o seu filho com problemas cognitivos; um predador buscando pelo outro. 

Eventualmente, essas linhas convergem. Não há muito suspense. Há ação e humor -- mas um humor negro, um pouco estranho. O diretor Shane Black atuou no original de 1987. Seu personagem naquela ocasião era o militar mezzo nerd que faz piadas sem graça, e que pelo deslocamento delas, fazia rir. É como se todos os personagens aqui seguissem o mesmo caminho. Ou seja, O Predador ri de si mesmo o tempo todo, lembrando constante o espectador que não rivaliza com o clássico. 

A decisão mais corajosa fica por conta do "comando militar" que é perseguido no filme. Em 87, eram soldados de elite; em 90, policiais; em Predadores, de 2010, mercenários. Desta vez, são ex-militares detidos por distúrbios mentais variados (incluindo alguém com síndrome de Tourette).

São esses os personagens, ao mesmo tempo trágicos e que constantemente riem de seus problemas, que significam a força do longa. São mostrados não como incapazes, mas como pessoas que lidam com o estresse e angústia de outras formas. São empáticos e tocantes (e torcemos por eles). Talvez alguns espectadores torçam o nariz pela abordagem nada melodramática. Mas eu curti bastante. 

A ação está dentro do padrão, e aqui e ali poderia ser mais bem montada ou encenada (um que outro momento fica confuso de acompanhar). Interessante que também se assumem os acontecimentos dos filmes passados (inclui até uma referência ao primeiro Alien Vs. Predador), colocando todos os títulos no mesmo universo. 

O final termina apontando para uma possível continuação direta da franquia. Talvez poderia ser mais saudosista e trazer de volta os sobreviventes das fitas anteriores, que tal? 



Jornal NH

Sétima das Artes

por Ulisses Costa
setimadasartes@ziptop.com.br

Ulisses da Motta Costa é cineasta, professor e crítico. Dirigiu os curtas O Gritador (2006), Ninho dos Pequenos (2009), Kassandra (2013) e Luz Natural (2014), além de documentários, clipes e programas para TV. Considera o cinema uma desculpa para grandes aventuras e já filmou nos locais e condições mais improváveis. Até fez mochilão para o Rio de Janeiro para ser assistente de direção no curta Os Olhos de Cecília. Ministra oficinas e palestras sobre cinema para alunos do Ensino Médio e orientou a realização de inúmeros trabalhos escolares em vídeo. Atualmente, está envolvido em projetos de longa-metragem como roteirista e como preparador de elenco. Escreve o Sétima das Artes desde 2007 e também para a Like Magazine.

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