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Sétima das Artes
Crítica

Crítica: As Viúvas

Uma boa combinação entre Viola Davis, o diretor de 12 Anos de Escravidão e a roteirista de Garota Exemplar
29/11/2018 11:47 29/11/2018 11:47

O diretor Steve McQueen "oscarizou-se" há alguns anos com o excelente 12 Anos de Escravidão, e é comum que cineastas que vencem o prêmio façam seu próximo filme visando mais uma vez essa honraria. As Viúvas é um drama policial que percorre esse caminho. Para além dos diretor, possui um elenco de rostos conhecidos encabeçado pela também oscarizada Viola Davis, também contando com a roteirista Gillian Flynn, de Garota Exemplar

O resultado pode não ser espetacular, mas é um filme sólido e que dá gosto de assistir. A própria premissa é muito boa: um grupo de assaltantes profissionais de Chicago é morto enquanto roubava de um candidato a vereador. O político ameaça a viúva de um dos bandidos, Veronica (Viola Davis), a saldar a dívida. Para resolver a situação, a mulher recorre às demais viúvas dos assaltantes mortos. Como pano de fundo, as eleições da cidade colocam em lados opostos candidatos sem ética e envolvidos com crimes variados. 

Nas mãos de qualquer diretor, é provável que As Viúvas se entregasse ao thriller propriamente dito, usando as convenções de "filme de assalto". Mas McQueen é mais interessado no aspecto dramático, então os conflitos (muitas vezes internos) dos personagens são o foco central. Há também sopros de questões sociais -- que, se não são o destaque na tela, temperam muito bem o ambiente em que a obra se passa.

O trunfo é o tripé de protagonistas mulheres. Além de Davis, temos Michelle Rodriguez e Elizabeth Debicki. As dinâmicas entre o trio vão sendo construídas sem pressa, em busca de um aprofundamento maior. No início, o roteiro recorre a alguns estereótipos (Debicki é a "loira burra" e Rodriguez, a "latina forte"), mas aos poucos esses papéis vão se modificando e complexificando. O elenco de apoio ajuda muito nesse sentindo -- de Liam Neeson a Daniel Kaluuya, com destaque para o político vivido por Colin Farrel. 

O resultado final não é transcendente, mas é um drama (com momentos de suspense) que faz o espectador sentir-se recompensando pelo tempo investido. Se vai ser indicado a algum Oscar eu não sei, mas certamente é uma sessão das boas. 


Jornal NH

Sétima das Artes

por Ulisses Costa
setimadasartes@ziptop.com.br

Ulisses da Motta Costa é cineasta, professor e crítico. Dirigiu os curtas O Gritador (2006), Ninho dos Pequenos (2009), Kassandra (2013) e Luz Natural (2014), além de documentários, clipes e programas para TV. Considera o cinema uma desculpa para grandes aventuras e já filmou nos locais e condições mais improváveis. Até fez mochilão para o Rio de Janeiro para ser assistente de direção no curta Os Olhos de Cecília. Ministra oficinas e palestras sobre cinema para alunos do Ensino Médio e orientou a realização de inúmeros trabalhos escolares em vídeo. Atualmente, está envolvido em projetos de longa-metragem como roteirista e como preparador de elenco. Escreve o Sétima das Artes desde 2007 e também para a Like Magazine.

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