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Moradora de Sapiranga há quase meio ano sem acesso a medicamento

Filha de doméstica se preocupa com saúde da mãe. Burocracia e problemas com fornecedor têm dificultado acesso a remédio

Há cerca de seis meses a doméstica Loraine Bade, 62 anos, não consegue retirar o medicamento enema na unidade de saúde central de Sapiranga. Conforme a sua filha, a dona de casa Adriane Padilha, 36, o custo mensal do remédio seria de mais de mil reais. “Vamos lá e ligamos todos os meses. Sempre nos dizem que não tem. Agora a minha mãe foi lá de novo nesta semana e informaram que ela teria que pegar uma nova receita. Só que a consulta com o especialista em Porto Alegre é só no final do ano”, descreve.

Adriane destaca que já tentou solicitar o medicamento por via judicial, mas que também não foi possível. “Eu peço o papel para eles e me dizem que não podem entregar. Minha mãe tem uma ferida no intestino, que pode virar um câncer. Agora ela está sem usar o remédio, sendo que as aplicações teriam que ser diárias”, comenta. De acordo com ela, outros insumos, como o paracetamol, também estão em falta no local.

O que dizem as secretarias da Saúde de Sapiranga e do Estado?

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a paciente está cadastrada junto à Farmácia de Medicamentos Especiais para recebimento da Mesalazina 3 mais diluente 100 ml (Enema), sendo que a mesma encaminhou solicitação para este mês da Mesalazina 1 mais diluente 100 ml (Enema), o que recebeu avaliação técnica no Sistema AME como incompleto. O perito solicitou uma receita médica com a dosagem prescrita, para que ocorra a liberação da medicação, sendo que esta avaliação é feita por um perito do Estado e o município não pode interferir nesta decisão. Desta forma, a secretaria solicita que a receita médica seja encaminhada ao setor de Medicamentos Especiais da SMS de Sapiranga.

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirma que a paciente utiliza o medicamento Mesalazina 3 g mais diluente 100 ml. O Estado admite que, atualmente, o estoque deste item está abaixo da necessidade no Estado e são registradas faltas pontuais em alguns municípios, tendo em vista que o fornecedor está tendo problemas para realizar a entrega solicitada pela SES. Foi iniciado procedimento licitatório para nova compra. A SES complementa que dispõe de estoque do medicamento Mesalazina 1 e que, de forma alternativa, pode ser avaliado pelo médico da usuária a substituição, visando garantir a manutenção do tratamento.


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