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Morreu Peter Mayhew, o Chewbacca original de Star Wars

Ele interpretou o amigo peludo de Han Solo na trilogia original de Star Wars e em O Despertar da Força, de 2015.

O ator Peter Mayhew, que interpretou durante anos Chewbacca, o extraterrestre gigante e peludo na saga "Guerra nas Estrelas", morreu nesta terça-feira (30/4) aos 74 anos, em sua residência no Texas, informou sua família no Twitter. Mayhew, nascido em Londres em maio de 1944, tinha 2,21 metros, o que lhe valeu seu primeiro papel no cinema, em 1976, em "Simbad e o olho do tigre", como o Minotauro. No ano seguinte, George Lucas o escolheu para interpretar Chewbacca no primeiro filme de "Guerra nas Estrelas", papel que manteve até "O Despertar da Força" (2015), antes de ser substituído por problemas de saúde.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Uma das cenas do Star Wars original, com o Chewbacca de Mayhew ao centro

Foto por: AFP
Descrição da foto: O ator em uma de suas últimas aparições públicas, na estreia de Solo: uma aventura Star Wars, já como convidado, uma vez que não participou do filme por problemas de saúde

Estranho e perturbador, Border é um dos melhores filmes do ano

Produção sueca teve premiação em Cannes.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Eva Melander atuando com maquiagem pesada em Border
Infelizmente, Border só está passando em Porto Alegre. Mas vale se tocar para a capital para assisti-lo ou, ao menos, anotar para quando chegar em vídeo. A produção sueca, que foi premiada em uma mostra alternativa de Cannes, é um dos filmes mais esquisitos e provocantes da temporada. O diretor Ali Abbasi não é tão conhecido por aqui, mas um dos roteiristas é John Ajvide Lindqvist, do cultuado terror Deixe Ela Entrar.

A história acompanha Tina, uma policial que trabalha na aduana portuária. Ela tem um olfato que beira o sobrenatural, e consegue identificar contrabandistas ou até criminosos apenas pelo cheiro de medo, culpa ou ódio que estejam exalando. Feia a ponto de ser chamada de “aberração” por outras pessoas – e às vezes por si própria –, ela mora no meio do mato e só se sente verdadeiramente feliz no meio dos bichos, sozinha no agreste. Um dia, ela encontra um suspeito muito parecido com ela mesma. Sua intuição lhe diz que ele fez algo errado, mas ela não consegue descobrir o quê. Também fica crescentemente intrigada, até fascinada pelo sujeito. Sua busca trará muitas revelações.

Border tem suficientes toques de suspense, policial e até fantasia para manter o espectador interessado na trama, ao mesmo tempo que coloca na roda uma mensagem filosófica. Com seus protagonistas totalmente diferentes do ideal do mocinho e da mocinha lindos e sarados, o filme cutuca o tempo todo as convicções e o conforto de quem assiste. Mesmo sob uma tonelada de maquiagem protética, a atriz Eva Melander emociona, principalmente quando contracena com Eero Milonoff.

Border é estranho, seco e até cruel, ao mesmo tempo exótico e reflexivo. Com sua trama levemente fantástica, mas repleta de temáticas relevantes na realidade contemporânea, é uma fábula para adultos, uma releitura sombria, meio amarga, dos tradicionais contos de fadas. Esquisitão e profundo como só os filmes suecos sabem ser, Border é um exercício de compreensão da alteridade.

Um filme de verdade. É um dos últimos exemplares de uma espécie quase extinta.

Dumbo de Tim Burton é sombrio e melancólico

Retomada de animação clássica da Disney ficou pesada.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Eva Green e Dumbo de computação gráfica no filme de Tim Burton que retoma animação da Disney de 1941
A Disney está refazendo nas chamadas versões live action (com atores) um por um dos seus desenhos animados clássicos. Já ganharam refilmagem Cinderella e A Bela e a Fera, vêm aí Alladim e O Rei Leão e, por enquanto, está em cartaz Dumbo, dirigido pelo malucão Tim Burton, que já assinou a primeira destas refilmagens do estúdio, Alice no País das Maravilhas. Dumbo retoma a quarta animação de cinema da casa do Mickey, de 1941.

As duas histórias tratam de um elefantinho nascido num circo daqueles que percorrem os Estados Unidos de trem. O bicho nasceu com orelhas grandes, o que lhe rende preconceito dos outros animais e dos humanos também, a ponto de receber o apelido pejorativo de “Dumbo”, mistura de “dumb” (“burro”) com “jumbo”, nome de sua mãe no filme. Só que Dumbo vai surpreender a todos porque suas orelhas grandes funcionam como asas e ele pode voar.

O filme de Tim Burton capricha nos ingredientes exóticos e nos delírios visuais, mas é bastante diferente do primeiro. No desenho, os animais falavam, embora Dumbo fosse mudo. No filme, vários personagens humanos são introduzidos para substituir os bichos que eram amigos ou antagonistas do herói. Várias cenas, um ou outro elemento e até alguns diálogos são reimaginações de similares da animação, mas a semelhança não vai muito além. Não faz diferença, porque Dumbo é um dos desenhos menos lembrados da Disney, embora costume ser valorizado pela crítica e pelos historiadores.

Dumbo até vai bem nas bilheterias, mas não tanto quanto o estúdio esperava. A recepção morna talvez aconteça porque é um filme sombrio e triste, com seus heróis que sofrem o tempo todo, antes do happy end obrigatório em toda produção da Disney. As concessões aos tempos politicamente corretos também incomodam um pouco e chegam a ser anticlimáticas. O anacronismo também é um fator alienante para as plateias modernas. O Dumbo original era ambientado na própria época de realização, mas a refilmagem optou por manter a ação nos anos 40 e fazer reconstituição histórica. Isso porque os grandes circos, e especialmente aqueles repletos de animais, que se deslocavam por trem, são agora algo que efetivamente ficou no passado.

Dumbo é extravagante, até bonito mas um pouco pesado – exatamente o que você esperaria de um elefante voador.

Um bate-papo sobre os 80 anos do Batman

O blog falou com o leopoldense Fabiano da Costa Höltz, um dos maiores conhecedores de Batman por estas bandas.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Batman no traço de Neal Adams, um dos grandes desenhistas que trabalharam com o personagem
Batman, o homem-morcego de Gotham City, acaba de completar 80 anos. Foi em 30 de março de 1939 que começou a circular o número 27 da revista Detective Comics (cuja data de capa, na verdade, era de maio), na qual vinha a primeira história do super-herói criado por Bob Kane.

O blog entrevistou um dos maiores especialistas em Batman do Estado, Fabiano da Costa Höltz, de São Leopoldo, para perguntar por que este personagem segue tão popular após décadas e ainda continua fascinando gerações. Confira abaixo a íntegra da conversa com o Fabiano, que, além de entender muito do morcegão, tem, parafraseando o Robin de Burt Ward, uma santa paciência com jornalistas... Valeu, Fabiano!


Por que você acha que o Batman, em especial, é um personagem que manteve a popularidade durante tantos anos?

Muitos artistas, criadores e fãs já elaboraram diversas teorias, mas, em resumo, é o super-herói, ou herói, que você pode ser. Um evento marcante e transformador na sua vida, um trauma profundo, que fez com que desse um novo direcionamento na sua vida... Quem já não passou por algo assim antes e teve que mudar e tomar atitude, tanto para melhor como para pior? Batman nos mostra o melhor caminho, nos inspira a nos tornarmos algo melhor e maior. Porque ele é basicamente isso na comunidade super-heróica, força, coragem e determinação, se não levarmos em conta a sua fortuna, claro. Ele escapou das piores situações, venceu os mais poderosos adversários apenas com garra, vontade e, principalmente, preparação. Isso é algo poderosíssimo! O próprio Superman, enquanto estava sendo torturado pelos alienígenas brancos e estes, numa atitude de desdém patética, dizem, “Batman?!? Ele é apenas um homem!!”. Nisso, esboçando um sorriso cínico, bem incomum vista a sua natureza, o Superman diz, baixinho, “O mais perigoso do mundo.” Isso resume bem o Batman. Outros fatores importantes são, o tom de suas histórias, policiais e detetivescas, sem contar que dada a sua simplicidade ele pode ser inserido nos mais variados ambientes, e...a sua vasta e rica galeria de vilões. Li certa vez que quanto mais ameaçador o vilão, melhor é a luta do herói e nisso o Batman é campeão. Toda essa atmosfera, toda essa riqueza na sua história, na sua criação, atraiu os melhores criadores não só da indústria dos quadrinhos, mas da cultura pop em geral e quem ganha é nós, seus fãs.

Foto por: Arquivo pessoal
Descrição da foto: Fabiano da Costa Höltz, colecionador e fã do homem-morcego
O Batman teve várias fases, tanto nos quadrinhos quanto no cinema e em outras mídias. Você tem alguma fase preferida?

Diversas, André, diversas!! Hoje, depois de tantos anos “...nessa estrada vital...”, tantos anos como batmaníaco, eu tenho grande paixão pela série animada do Batman, “Batman Animated Series”, exibida, anos atrás, todos os domingos de manhã, no SBT. Lembro-me de acordar cedo, só para assisti-la. Muitos fãs têm profunda paixão por essa série, que deu início a todo aquele universo com as outras séries como “Superman Animated Series”, Liga da Justiça, Jovens Titãs e muitas outras. E outra bat-série, “Batman Beyond”, rebatizada, aqui, de “Batman of the future”, mesma situação, eu aguardava ansiosamente todo o domingo pelos episódios. Uma releitura magnífica do personagem, da lenda do Cavaleiro das Trevas. Nos quadrinhos, apesar de polêmica, de alguns erros de execução, a “Queda do Morcego” foi marcante, muito marcante, porque revitalizou o personagem e deixou os fãs apreensivos por dois anos. Foi incrível!! É, o início dos anos 90 foi marcante para mim, foi o começo da minha batmania. Por fim, cito a saga “Terra de Ninguém” por ter sido megadivertida, com Gotham se tornando uma terra sem lei, cortada dos EUA, que teve uma releitura em “Cavaleiro das Trevas Ressurge” e mais recentemente na série “Gotham”. Amo demais essa saga!!! Houve outras bathistórias, André, mas estas moram no meu coração. Amo elas!!!

Cite um ou mais artistas entre seus preferidos para o personagem. Quais seus atores preferidos para o personagem no cinema? Alguma outra encarnação merece destaque (desenhos animados, videogames)?

Como eu disse, o Batman atraiu uma gama de criadores e artistas como nenhum outro personagem fez e todos contribuíram com a sua mitologia, tornando-o o que ele é hoje. Em grande parte nós devemos a Frank Miller por ter fortalecido, ainda mais, a história do Batman com as minisséries “O Cavaleiro das Trevas” e “Ano Um”, mas antes disso, vieram Neal Adams e Dennis O’Neil pela sua interpretação que muitos fãs consideram a definitiva. E mais!! O’Neil é o cara, não só pelas histórias que escreveu, mas por ter sido editor do personagem por anos. Outro artista que tenho paixão, que nos deixou, ano passado, é o grande Norm Breyfogle. O seu Batman estava lá, comigo, no início. Fiquei muito triste com a sua partida, era meu sonho encontrá-lo em algum evento, tirar uma foto, pegar um autógrafo e um sketch, independentemente do valor. E a lista segue, André, Ed Brubaker, Greg Rucka, Chuck Dixon, Alan Grant, Jim Aparo, etc, etc. A história do personagem nos quadrinhos é riquíssima. Nos desenhos animados, como já citei, “Batman Animated Series” e “Batman Beyond”. No cinema, apesar de amar a interpretação de Ben Afleck, acho que ele foi prejudicado pela falta de planejamento do estúdio, ter Michael Keaton no meu coração, de novo, por ser mais um que estava comigo no início...Christian Bale é o Batman definitivo no cinema, para mim. A trilogia do Nolan não é perfeita, mas como um todo é um espetáculo cinematográfico, muito bem escrito e produzido, com um elenco espetacular, que contribuiu com a mitologia do personagem e inspirou, muito, os quadrinhos. A série dos anos 60, apesar de “fugir” um pouco da aura sombria do personagem, também me agrada muito, porque a assistia quando era criança. Ela foi exibida pelo SBT, bem no começo dos anos 90, à noite, alternando com o Chaves. Foi uma época maravilhosa.

Foto por: Arquivo pessoal
Descrição da foto: Exposição sobre Batman em Porto Alegre em um aniversário anterior do personagem

Algum outro comentário sobre o assunto?

É impressionante o quão longe chegou o Batman. Qual outro personagem da cultura pop tem um dia para chamar de seu? Que inspirou milhões de pessoas ao redor do mundo? Que movimenta legiões de fãs quando, por exemplo, determinado ator que eles não gostam é escolhido para interpretá-lo. Sério, quando Michael Keaton foi escolhido, os fãs não apenas mandaram milhões de cartas para o estúdio, mas, também...enforcaram um boneco com a foto do ator. Êitaaa!!! (...) Batman extrapolou as páginas dos gibis e, hoje, é inspiração para nós, seus fãs, sempre buscarmos o nosso melhor. Sério... eu percebi isso em outros fãs seus. E, hoje, estar celebrando os seus 80 anos de existência é uma imensa alegria, muita alegria. Uma felicidade incalculável. Feliz aniversário, Batman.

Foto por: Arquivo pessoal
Descrição da foto: Debate em Porto Alegre em 2014. Ao centro, Fabiano Höltz. À direita, Hiron Goidanich, criador da coluna XYZ no jornal ABC Domingo e fã de quadrinhos

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