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Fim de semana de autoconhecimento em Novo Hamburgo

Feira Semeia ocorre no domingo das 11 às 18 horas na Arlindo Pasqualini.

Pra quem quiser um programa do bem nesse fim de semana, vai rolar a Feira Semeia #1 no domingo, dia 6, das 11 às 18 horas. O evento ocorre no Espaço Norte - Cultura e Autoconhecimento, na Arlindo Pasqualini, 189, em Novo Hamburgo. Na programação, tem oficinas de macrame, meditação e muito bate-papo sobre autoconhecimento, inspiração, protagonismo no parto e na vida e o mal estar causado por redes sociais, além de aula de yoga, show, sorteios, comercialização de produtos, gastronomia e bebidas e apresentação da Caxias Ensemble Orchestra às 17 horas. Não perde!

Workshop para aprender a atingir metas em São Leopoldo

O consultor Vilmar Braga usa a técnica de Programação Neurolinguística para ajudar a construir ações para alcançar objetivos.

Você se considera uma pessoa realizada? Se sim, excelente! Se não, talvez observe falta de oportunidades ao seu redor. Ou talvez não acredite na capacidade que você tem para atingir seus objetivos. Talvez, mas, para o coach, palestrante e facilitador Vilmar Braga, o problema não está na falta de oportunidade ou de capacidade, mas na pouca clareza em vermos o que realmente queremos da nossa vida.

Neste sábado, ocorre o workshop Técnicas Efetivas para Atingir Suas Metas no Centro de Espiritualidade Cristo Rei (Cecrei) em São Leopoldo. Braga usará a Programação Neurolinguística (PNL) para oferecer um programa focado na construção de ações concreta para alcançar objetivos bem definidos. 

Em primeiro lugar, é importante deixar o caminho do fatalismo e da acomodação de lados - e entender que a crise pela qual o mundo passa não é responsável pela sua crise pessoal. Em seguida, é possível transformar queixas em responsabilidades, tomar as rédeas da sua própria vida, descobrir quais são as suas travas e começar a entender e canalizar o potencial que você tem. 

No workshop, que ocorre das 9 às 18 horas, a ideia é dar a cada participante um espaço para iniciar seu processo de aprendizagem e transformação. O investimento é de R$ 195 e as inscrições podem ser feitas pelo site da Event Brite

Não dê a ninguém o poder de controlar você

O recado é da Monja Coen: transforme quem te faz mal em seu mestre.

Como conviver com pessoas que nos fazem mal sem nos afastarmos delas?

Essa pergunta (feita mentalmente em várias ocasiões, talvez, por muitos de nós) foi feita por uma internauta à Monja Coen* pelo Facebook. A resposta veio em um vídeo publicado no YouTube (você assiste logo ali embaixo!) no canal da brasileira. 

Monja Coen respondeu à essa cabulosa pergunta com outras tantas: o que é fazer mal? E como exatamente uma pessoa faz mal a você? Quais emoções essa pessoa provoca? E é ela mesmo que provoca ou estes sentimentos já estão em você?

Raiva, frustração, tristeza, irritação. Segundo a Monja, já temos estes sentimentos dentro de nós. A pessoa ou uma situação que lhe faz mal são apenas o gatilho. Muitas vezes, podemos simplesmente optar por evitar essas pessoas ou essas situações. Em outras, é mais complicado. Então, quando não podemos nos afastar, o que fazemos?

Transformamos a forma como encaramos essa dificuldade.

Diz a Monja Coen: “transforme essa pessoa em seu mestre”. Não no sentido de idolatrá-la, fingir que está tudo bem ou se forçar a uma convivência que não é necessária. O que Monja Coen quis dizer é: busque encarar essas situações como algo que você pode usar para evoluir. Quando algo acontecer e vier aquela sensação de raiva, sinta. Respire. E então, deixe a raiva passar. Busque entender o que, exatamente, naquela pessoa ou naquela situação, mexe tanto com você. Aos poucos, entendendo e não reprimindo esses sentimentos, você consegue tomar atitudes em relação ao que lhe faz mal, seja para conseguir se afastar disso ou aprender a lidar melhor com esses sentimentos.

Monja Coen deixa bem claro: não dê a ninguém o poder de controlar você. Não deixe ninguém provocar as suas emoções. E quando você se enraivece com algo que a outra pessoa fez, o poder está todo nela. É difícil, olhar as coisas desta forma, mas essa pessoa ou essa situação estão lhe ensinando alguma coisa. Quando você descobrir o que é, a sua reação a uma agressão verbal, por exemplo, não será a mesma. Você vai mudar. Essa pessoa não vai conseguir mais a resposta que quer de você. E, então, ela vai precisar mudar também.

* A Monja Coen, nascida Cláudia Dias Baptista de Sousa, é uma monja zen budista brasileira e missionária oficial da tradição Soto Shu, que tem sede no Japão. Ela também é fundadora da Comunidade Zen Budista criada em 2001 em Pacaembu, São Paulo. Monja Coen foi repórter em vários jornais do País e, depois, dedicou-se a estudar no Zen Center em Los Angeles. Em seguida, partiu para o Japão e passou a seguir a tradição zen budista. 

Do que você está fugindo?

Aquela conversa difícil com a pessoa que amamos. Uma decisão de mudar de emprego. Mudar de atitude. Mudar de vida..

“A zona de conforto é um lugar lindo. Pena que nada cresce nela.”

Essa frase tem aparecido pra mim com frequência. E me faz pensar o quanto a gente passa boa parte da vida fugindo. 

Todos nós fugimos de alguma coisa. Aquela conversa difícil com a pessoa que amamos. Aquela ida ao médico ou à academia. Aquela situação chata no banco. Uma decisão de mudar de emprego. Mudar de atitude. Mudar de vida.

Tem coisas que me incomodam muito. E é surpreendente o quanto é difícil mudá-las. Parece que, muitas vezes, preferimos o sofrimento conhecido à possibilidade de algo melhor. Cheguei à conclusão que fugimos de tudo que pode trazer mudança. Porque mudança traz desconforto. E como a gente odeia desconforto, né? Então é mais fácil fingir que está tudo bem. Que é uma fase, que vai passar. O problema é que já está desconfortável. E se a gente para pra escutar, de verdade, lá naquele cantinho escondido do coração, já sabemos o que nos incomoda. Sabemos qual é o problema. E provavelmente sabemos o que precisamos fazer pra resolver. Mas sempre tem aquele questionamento que chega até a ser inconsciente: e se der errado? E se não terminar do jeito que eu gostaria?

Bom, provavelmente não vai. Mas a vida tem um jeitinho bem legal de surpreender e, quem sabe, até de mostrar com vários sinais o caminho que a gente precisa seguir pra descobrir como trilhar os próprios passos. Não dizem que Deus escreve certo por linhas tortas? Na hora, a gente não entende, mas se conseguimos enfrentar nossos medos, depois que passa o furacão, quase sempre dá pra olhar pra trás e observar, aprender e entender muita coisa.

O medo do desconhecido é normal. É comum. E até ajuda a tomar decisões de uma forma um pouco mais consciente e alerta. Mas quando o medo paralisa, faz a gente mesmo se obrigar a viver de uma maneira que provavelmente não é a melhor ou a mais saudável. Quando a gente foge, acaba andando em círculos. O único jeito de quebrar esse ciclo é levantar a cabeça e dar aquele passo para o lado. De repente, um novo trajeto vai se montando e a gente vai descobrindo um novo jeito de caminhar.

E você? Está fugindo de quê? Pense nisso. A melhor maneira de ficar zen é enfrentar o que você teme. O resto é disfarce.

*Texto lido no bloco Momento Zen, do programa Carona, da Rádio ABC 900 AM

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