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Ford Maverick: retorno em grande estilo

Após 43 anos, esse nome icônico volta a ser sinônimo de veículo zero-quilômetro no Brasil, "reencarnando" como uma picape

Por Adair Santos
Publicado em: 11.05.2022 às 06:00

Maverick, o retorno. Após 43 anos, esse nome icônico volta a ser sinônimo de veículo zero-quilômetro no Brasil. Mas a "reencarnação" se dá sob a forma de uma picape, em nada lembrando o esportivo fabricado no País entre 1973 e 1979. Portanto, agora é "a" Maverick, e não mais "o" Maverick. A novidade foi lançada no mercado nacional em fevereiro passado por R$ 239,9 mil e o lote inicial de 300 unidades esgotou-se em 24 horas. Como a Ford repassou a redução do IPI, o valor baixou para R$ 233,31 mil.

Foto por: Adair Santos/GES-Especial
Descrição da foto: Visual rebaixado, rodas escurecidas e faróis gigantes

Se por meio de fotos o modelo já chama a atenção, ao vivo impressiona ainda mais. Impossível não notá-lo, pois o visual é diferente de tudo o que existe nas ruas. E isso que o exemplar enviado pela montadora para teste é na cor cinza Torres, bastante discreta, pois há opções de azul e até laranja, evidenciando-se ainda mais em meio ao trânsito. O visual rebaixado é o grande diferencial. Quando comparada com a Ranger, a Maverick é 9 cm mais baixa e tem altura em relação ao solo 1,7 cm menor. A bordo, a sensação é de ser ainda mais rente ao solo.

Ao contrário da Ranger - que é montada sobre um chassi - sua estrutura consiste em um monobloco, o que influencia diretamente da dirigibilidade. A suspensão traseira multilink garante ótima estabilidade nas curvas, ficando bem próximo de um automóvel. Contribui para isso a tração AWD, que distribui automaticamente o torque entre os eixos.

O desempenho do 2.0 EcoBoost a gasolina empolga em qualquer regime. São 253 cv de potência a 5.500 rpm e 38 kgfm de torque a 3.000 rpm. Conforme a Ford, a Maverick acelera de 0 a 100 km/h em 7,2 s e só não passa dos 175 km/h porque há um limitador eletrônico. Ótimos números para um veículo de 1.744 kg.

Design interior com estilo único

Linhas quadradas, mas ao mesmo tempo modernas, marcam o painel
Linhas quadradas, mas ao mesmo tempo modernas, marcam o painel Foto: Adair Santos/GES-Especial

O interior também é estiloso, muito diferente das picapes de outras marcas e também da irmã maior Ranger. Linhas quadradas - que ao mesmo tempo são modernas - predominam na cabine. Nas portas, os apoia-braços vazados reforçam esse apelo. Acabamentos também são de boa qualidade.

Quanto à segurança, vem com Assistente de frenagem automática com detecção de pedestres e ciclistas, que pode parar totalmente o veículo a até 50 km/h se o motorista não reagir. Acima disso, só reduz o impacto. Conta, ainda, com o assistente de frenagem pós-colisão. O freio de mão elétrico conta traz o auto hold, acionado automaticamente após 2 s de parada.

A Maverick ainda tem sete air bags, controle automático em descidas (ajustável a até 32 km/h), assistente de partida em rampa, farol alto automático e câmera de ré.

Modelo é equipado com direção elétrica, ar-condicionado de dupla zona, acesso e partida sem chave, painel digital de 6,5" e para-brisa acústico. Num carro deste patamar e com esta proposta, só faltou o teto solar elétrico...

Motor 2.0 turbo acoplado à transmissão de 8 marchas

No lugar da alavanca, botão circular para selecionar as marchas
No lugar da alavanca, botão circular para selecionar as marchas Foto: Adair Santos/GES-Especial

A montadora bem que poderia ter colocado uma capa sobre o motor para melhorar o aspecto visual, camuflando um pouco a profusão de cabos e fios. Fora isso, o 2.0 turbo com injeção direta dá e sobra para a picape.

O sistema start-stop e a grade dianteira ativa contribuem para a eficiência categoria A do Inmetro: 8,8 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada com gasolina. Durante o teste, porém, a média geral foi de 9 km/l, em trajeto composto por 70% estrada e 30% cidade.

No lugar da tradicional alavanca do câmbio, um botão circular é utilizado para fazer a seleção das marchas. São 5 modos de condução: 1) Normal; 2) Lama/Terra; 3) Areia; 4) Escorregadio e 5) Rebocar/Transporte. O melhor de tudo é que a eletrônica se encarrega de ajustar automaticamente o mapa de aceleração, torque, rotação na troca de marchas e sensibilidade do controle de tração e estabilidade para cada tipo de piso. Para momentos em que se busca maior diversão, essas "babás eletrônicas" podem ser desligadas por meio de um botão no console central.

O teclado para abertura da porta instalado na coluna B, idêntico ao utilizado no Fusion, pode ser usado quando o motorista pretende dar um mergulho ou correr sem que seja necessário levar a chave.

Pré-instalação para reboque

Outro diferencial é que a Maverick já vem com pré-instalação para reboque, com chicote elétrico, ancoragem própria e capacidade para 499 kg. Para utilizá-lo, basta adquirir o kit de engate com ponteira metálica e chicote ABNT de sete pinos, disponível como acessório.

Quando é engatado, o sistema reconhece automaticamente, ativa o modo reboque e exibe um aviso no painel, facilitando o seu uso.

Ficha Técnica da Ford Maverick


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