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Jejum não é só ficar um tempo sem comer

Sem orientação adequada, jejum intermitente pode provocar a compulsão alimentar e a perda de massa magra

Publicado em: 23.08.2021 às 05:50

Deixar de comer ou apostar em dietas mirabolantes em busca do corpo perfeito pode trazer diversos prejuízos à sua saúde. Toda mudança alimentar deve sempre contar com a orientação de um nutricionista, que desenvolverá um planejamento particular para cada paciente e seus objetivos.

Jejum intermitente deve ser feito apenas com um planejamento alimentar orientado por um nutricionista Foto: Adobe Stock

Uma estratégia alimentar muito usada na atualidade é o jejum intermitente, que, como toda mudança de hábitos, precisa ser analisada e prescrita por um profissional, visto que algumas pessoas podem ter malefícios diante do uso.

"Essa prática consiste em não consumir alimentos por um determinado período, distribuindo os nutrientes de acordo com a demanda e preferência do indivíduo. Muitas pessoas estão fazendo por conta própria, mas o ideal é consultar um nutricionista, que será o responsável por analisar a rotina diária do paciente", destaca o nutricionista, doutor em Ciências Médicas e professor da Unifran, Gabriel Franco.

Vários tipos

O especialista cita que há várias formas de jejum: há aquele que restringe horários para se alimentar (normalmente 16 horas), os religiosos (Exemplo: Ramadã), dias alternados (ficar 24 horas sem comer).

"Contudo, é essencial frisar que não se trata de uma competição para ficar mais tempo sem comer, visto que esses métodos praticados sem orientação ou em excesso podem colocar em xeque a saúde", alerta.

Ainda segundo Franco, entre os principais benefícios do jejum intermitente estão: a diminuição de LDL - colesterol ruim, melhora da sensibilidade a insulina e perda de peso, e entre os malefícios: tontura, fraqueza e redução de massa magra. "O principal mito do jejum seria que ele é a melhor maneira de emagrecer na atualidade, visto que para este objetivo o déficit calórico é a principal manobra dietética a ser conduzida."

Como proceder durante o jejum?

A primeira questão a ser esclarecida é: posso me exercitar durante o jejum? "Caso o paciente se sentir melhor realizando exercício físico em jejum, o nutricionista consegue adequar o planejamento alimentar para minimizar os riscos. Entretanto, via de regra, treinar alimentado é uma opção mais vantajosa", responde.

E depois é só comer o que quiser, certo? "Jamais. O foco não é o fato de simplesmente estar em jejum. Precisa adequar a ingestão dos macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios) ao longo do dia do paciente", detalha.

O especialista ainda lembra que quem faz o jejum tem mais chances de perder massa magra, por isso a importância da orientação do nutricionista. Além disso, o jejum intermitente pode provocar a compulsão alimentar em algumas pessoas. "Pessoas que não se enquadrariam neste tipo de estratégia alimentar, podem ficar contabilizando as horas para chegar o momento de se alimentar e desta forma, comerem desenfreadamente", diz.

O principal ponto é não entrar "na onda" do jejum simplesmente por estar na moda.


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