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Cotidiano | ABC Pra Você | Viver com saúde PREVENÇÃO

Infarto e AVC são as principais causas de morte de mulheres no Brasil

Problema cardíaco e derrame cerebral matam cerca de 10 a 15 vezes mais as mulheres

Publicado em: 11.10.2021 às 06:41 Última atualização: 11.10.2021 às 12:05

Estamos no "Outubro Rosa" em Campanha Internacional para o alerta sobre a Prevenção do Câncer de Mama. Esta neoplasia é a mais frequente entre as mulheres.

Os dados do Ministério da Saúde mostram, felizmente, que as taxas de morte pelo câncer de mama estão reduzindo nos últimos anos, e que o Brasil apresenta índices de mortalidade entre os mais baixos do mundo ao lado de países desenvolvidos. Isso significa que a Campanha Outubro Rosa vem trazendo resultados positivos e que o cuidado com a saúde não pode ser deixado pra lá.

 ''Há um mito que infarto do miocárdio é a doença dos homens'', alerta cardiologista
''Há um mito que infarto do miocárdio é a doença dos homens'', alerta cardiologista Foto: Adobe Stock

Porém, neste mês também vale a atenção para outra questão que afeta de forma marcante a saúde feminina: a gravidade da doença cardiovascular em mulheres. "Muitos desconhecem, mas o infarto do miocárdio e o derrame cerebral matam cerca de 10 a 15 vezes mais mulheres do que o câncer de mama", avalia o cardiologista, diretor do InCor (Instituto do Coração) e Hospital Sírio Libanês, Roberto Kalil.

Dados técnicos

O estudo publicado em 2020 mostrou que o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC) são as principais causas de morte em mulheres no Brasil, e que o nosso país ocupa a sexta posição no ranking mundial de taxas de mortalidade por infarto e AVC em mulheres, contabilizando 205 mortes por 100 mil habitantes.

Nesse cenário, a Organização Mundial da Saúde reforça que a doença é responsável por um terço dos óbitos de mulheres no mundo, ou quase 8,5 milhões de mortes por ano.

Um dos grandes desafios para mudar essa realidade é levar a informação sobre a prevenção. "Dados de uma pesquisa informal entre as mulheres mostraram que quase 60% delas acreditam que vão morrer de câncer e somente 18% do coração. Há um mito que infarto do miocárdio é a doença dos homens", alerta Kalil.

Prevenção redobrada após a menopausa

Kalil explica, ainda, que modificações hormonais após a menopausa, tornam as mulheres mais expostas ao infarto do miocárdio, e tão suscetíveis quanto aos homens. No entanto, elas morrem mais.

"Uma das explicações para esse fato é que, os homens tendem a se prevenir mais contra as doenças cardiovasculares do que as mulheres. Por mais esta razão, a falta de prevenção faz as mulheres serem vítimas de infartos mais graves", explica.

Nesse sentido, o cardiologista alerta para as mudanças no estilo de vida tais como evitar o tabagismo, sedentarismo e a obesidade e recomenda que a avaliação cardiológica periódica, deva ser incluída nos exames da rotina feminina, como o Papanicolau e a mamografia, principalmente naquelas mulheres diabéticas, hipertensas e que tenham colesterol alto. Além disso, optar por uma alimentação equilibrada e que considere diminuir ou cortar da dieta o consumo de sal, frituras em geral, açúcares, bebidas alcoólicas e embutidos.


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