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Dietas e estética: comer não é sofrer

Profissionais de saúde discutem sobre os transtornos alimentares, como a bulimia

Publicado em: 28.03.2022 às 06:07

A atuação de Kristen Stewart, em mais uma abordagem cinematográfica que dá luz à vida da princesa Diana, no filme Spencer (2021), trouxe à tona a discussão sobre transtorno alimentar, problema de saúde bem comum.

Transtornos alimentares tem maior prevalência em mulheres, adolescentes e adultos jovens
Transtornos alimentares tem maior prevalência em mulheres, adolescentes e adultos jovens Foto: Divulgação

Em uma das cenas, a personagem invade sorrateiramente a cozinha da casa de campo para devorar, de forma desenfreada, doces, frutas e carnes. Em outro momento, no entanto, luta para conseguir ingerir um creme servido de entrada do jantar, situação que termina com a jovem provocando o vômito.

Tais atitudes podem ser indícios do desenvolvimento de transtornos como compulsão, bulimia e anorexia. "Dietas restritivas, que vetam ingredientes, ou as que excluem grupos, como carboidratos, ajudam a ocasionar o desenvolvimento de um padrão alimentar seletivo, o que pode servir de gatilho e desencadear algum transtorno", alerta Fernanda Marques, nutricionista e professora Nutrição da UniRitter.

"O que diferencia um transtorno é a frequência e a intensidade de como o mau hábito interfere na rotina. As dietas, isoladamente, não geram transtornos. Para desenvolvê-los, há fatores como genética, traço de personalidade, como perfeccionismo, impulsividade, baixa autoestima, alterações de neurotransmissores", acrescenta.

Auxílio psicológico

A professora de Psicologia da UniRitter, Susani Oliveira, aponta sinais importantes, como autodepreciação, evitar comer, idas ao banheiro logo após as refeições e emagrecimentos acentuados em pouco tempo. E a indicação é procurar auxílio psiquiátrico e psicológico. "Normalmente, são pacientes que aparecem de duas formas, ou encaminhados por colegas da Nutrição, ou o transtorno se identifica a partir de outras demandas pessoais. Os casos são bastante desafiadores, pois as pessoas são mais resistentes e acham que quem contraria a sua filosofia alimentar é que está errado", conta.

A profissional salienta que as doenças estão atreladas à percepção distorcida da própria imagem, com as pessoas enxergando-se diferentes do que são. Outro ponto de alerta são as mídias sociais, os conteúdos de pessoas que mostram receitas milagrosas e que remetem a comparações de um padrão corporal.


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