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Excesso de barulho afeta o coração, dizem estudos

Exposição constante a ruídos altos de carros, trens, aviões e até de baladas têm efeitos além dos ouvidos e que podem ser comparados aos do fumo passivo

Por Redação
Publicado em: 05.05.2022 às 05:43 Última atualização: 06.05.2022 às 14:22

Apesar de normalmente ser associada a problemas auditivos, a exposição crônica a ruídos e sons altos também tem impacto direto na saúde do coração. A poluição sonora, especialmente aquela provocada pelo barulho de tráfego de carros, ferrovias e aeroportos, é um fator gerador de um grande estresse fisiológico, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

Poluição sonora dos grandes centros urbanos gera grande estresse fisiológico, aumentando o risco de doenças cardiovasculares
Poluição sonora dos grandes centros urbanos gera grande estresse fisiológico, aumentando o risco de doenças cardiovasculares Foto: Adobe Stock

Segundo a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Israelita Albert Einstein, desde a década de 1970 os cientistas estudam a associação de ruídos altos com problemas no coração, mas as evidências eram poucas. Nos últimos dez anos, entretanto, vários estudos têm comprovado essa correlação - o que torna essa exposição mais um fator de risco a ser considerado pelos médicos.

As pesquisas mostram que os efeitos da poluição sonora são comparáveis ao do fumo passivo. "A exposição a ruídos não é um questionamento comum em uma consulta de rotina. Mas, se o paciente relatar que tem problemas com o sono, por exemplo, essa é uma questão que deve ser considerada. O sono é um importante regulador das funções do organismo e a sua interrupção constante é prejudicial e está relacionada ao surgimento de doenças", afirmou.

(Agência Einstein)

Acúmulo de gordura

Uma recente revisão de estudos publicada na revista científica Nature confirmou a tese. "Quando o som passa de certo limite, acaba estimulando mecanismos cerebrais responsáveis pelas emoções. Isso acaba levando à produção de uma série de hormônios, mais destacadamente a adrenalina e a cortisol [do estresse], que provocam um desbalanço no organismo e um processo inflamatório dentro do endotélio, a parede dos vasos sanguíneos", explicou Juliana.

De acordo com a cardiologista, esse quadro leva ao enrijecimento da parede dos vasos e favorece a deposição de placas de gordura, culminando com a doença cardiovascular. Além disso, diz Juliana, o excesso de adrenalina e de cortisol no organismo prepara o corpo para o mecanismo de luta e fuga, o que também causa um enrijecimento vascular - aumentando o risco de hipertensão arterial - e um aumento do nível de glicose no corpo, podendo causar diabete.


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