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Música faz tão bem à saúde quanto o treino físico

Quando escolhemos o som mais interessante, todo esforço do cérebro ocorre nas áreas do nosso controle cognitivo e emocional

Publicado em: 19.05.2022 às 06:07

Um estudo publicado na revista científica JAMA Network destacou que a música produz efeitos tão benéficos para a saúde mental como a prática de exercício para a perda de peso. O estudo foi feito com 780 pessoas que mostraram que o impacto positivo em cantar, tocar ou ouvir música era tão benéfico quanto fazer atividades físicas.

Música estimula diversas áreas do cérebro, promovendo uma grande ginástica cerebral
Música estimula diversas áreas do cérebro, promovendo uma grande ginástica cerebral Foto: Adobe Stock

Rita de Cassia dos Reis Moura, coordenadora do curso de Pós-graduação em Musicoterapia da Faculdade Santa Marcelina, destaca que a musicoterapia pode ajudar pessoas com ou sem sofrimento mental. "A música estimula diversas áreas encefálicas e promove grande ginástica cerebral desencadeando alterações tanto fisiológicas como emocionais e comportamentais", disse.

Ela ainda explica que as informações auditivas são transmitidas após várias sinapses em diversos locais do cérebro e termina no córtex associativo (multissensorial). A principal função é permitir selecionar o tipo de informação a tratar de forma prioritária.

O ouvinte pode então optar pela informação que seja mais interessante ou cativante. Sendo assim, áreas do controle cognitivo emocional projetam seus axônios para regiões corticais e subcorticais liberando neurotransmissores que modulam a atividade dessas áreas.

Sensações boas ou não

Dependendo do tipo de música que a pessoa escuta serão desencadeadas sensações positivas ou negativas, com efeitos emocionais quase inconscientes.

"A emoção inconsciente pode liberar respostas neurais em experiências desagradáveis ou agradáveis e evocam maior atividade do encéfalo na amígdala e no sistema límbico, responsável pelas emoções e comportamentos. Há ainda a sensação de calafrios, respostas a experiências agradáveis que podem ser acompanhados por reações fisiológicas, como arrepios. Os calafrios parecem estar relacionados a estruturas musicais distintas e ao sistema de recompensa no cérebro", diz Rita.

Um dos objetivos da musicoterapia, acrescenta, está em propiciar diferentes estímulos com intuito de obter equilíbrio, bem-estar e reflexão no manejo dos conflitos.


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