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Varíola dos macacos: qual o risco à saúde?

Especialistas explicam que a doença tem um período de incubação de 5 a 21 dias. Paciente inicia com febre, calafrios, mal-estar e dor de cabeça

Por Redação
Publicado em: 14.06.2022 às 05:12 Última atualização: 14.06.2022 às 15:24

Com um caso confirmado no Rio Grande do Sul – um homem de 51 anos que retornou a Porto Alegre no último dia 10 depois de uma viagem a Portugal – a varíola dos macacos (monkeypox ou varíola símia), considerada endêmica no continente africano, tem se espalhado por vários países nos últimos meses.

"Em 1980, a varíola humana foi considerada erradicada pela Organização Mundial da Saúde. Por essa razão, a varíola dos macacos tem chamado tanta atenção, pelo medo do ressurgimento da varíola, mesmo por um vírus com características diferentes", destacam os médicos Eduardo Alexandrino Servolo de Medeiros e Silvia Figueiredo Costa, diretores da Sociedade Paulista de Infectologia.

Lesões na pele semelhantes à catapora, evoluindo para pápula, vesícula e pústula são sintomas da varíola dos macacos
Lesões na pele semelhantes à catapora, evoluindo para pápula, vesícula e pústula são sintomas da varíola dos macacos Foto: Adobe Stock
Os especialistas explicam que a doença tem um período de incubação de 5 a 21 dias. "O paciente inicia com febre, calafrios, mal-estar, dor de cabeça, mialgias e aumento de gânglios, isto é, semelhante a outras doenças infecciosas. A seguir, lesões na pele semelhantes a catapora, porém com a diferença que as lesões da varíola dos macacos evoluem no mesmo estágio. Inicia com uma mancha vermelha que evolui para pápula, vesícula, pústula e crosta. Na maior parte dos casos, começa no rosto e se espalha pelo corpo".

A taxa de letalidade da doença é relativamente baixa: inferior a 10%.

A vacina pode proteger?

Sim, respondem os médicos. "Em estudos em surtos descritos, a vacinação contra a varíola [a forma mais conhecida] protege em 85% dos casos. Segundo a OMS, pessoas com 50 anos ou menos podem estar mais suscetíveis já que as campanhas de vacinação foram interrompidas quando a doença foi erradicada em 1980."

O vírus entra no corpo através das vias respiratórias, por pequenas gotas eliminadas pela fala, tosse e espirro da pessoa doente e podem ser inaladas por contato com lesões ativas ou membranas mucosas. Entre pessoas, é precisa estar próximo da pessoa doente, menos de 2 metros, para ser contaminada. A transmissão sexual também tem sido identificada.

"Medidas como higienização adequada das mãos após o contato com um caso suspeito ou confirmado e uso de máscara, isolamento de contato e gotículas são muito importantes."


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