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Cotidiano | ABC Pra Você | Viver com saúde SINAL DE ALERTA

Lentidão ao caminhar é sinal de alerta para a saúde do idoso

Segundo cientistas, marcha mais lenta precede redução na capacidade funcional

Por Redação
Publicado em: 01.08.2022 às 05:35 Última atualização: 01.08.2022 às 11:05

A lentidão da marcha ao caminhar pode ser considerada um indicador de risco de redução da capacidade funcional em pessoas idosas. Considera-se perda da função quando a pessoa idosa não consegue mais realizar atividades básicas do cotidiano, como levantar da cama, tomar banho e trocar de roupa sozinha, ou ainda levantar de uma cadeira sem se apoiar, lavar uma louça, varrer o chão e até mesmo administrar o próprio dinheiro ou usar transporte público.

Cientistas observam a velocidade da marcha do idoso ao caminhar para determinar a perda de sua capacidade funcional
Cientistas observam a velocidade da marcha do idoso ao caminhar para determinar a perda de sua capacidade funcional Foto: Adobe Stock
A observação da velocidade da marcha como fator preditor de perda da capacidade funcional é algo já conhecido pelos especialistas e foi corroborado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da University College London (Reino Unido) em um estudo publicado no Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle.

Eles avaliaram as condições físicas e a velocidade da marcha de mais de 3 mil idosos britânicos com mais de 60 anos e constataram que a lentidão da marcha precede em alguns anos a perda funcional - daí a importância de detectar o problema mais cedo para que possam ser feitas intervenções precocemente.

Como é o diagnóstico?

Segundo a geriatra Thaís Ioshimoto, do Hospital Israelita Albert Einstein, existem várias técnicas para avaliar a velocidade da marcha e a capacidade funcional dos idosos. Uma delas é pedir que o idoso faça uma caminhada monitorada de 4,6 metros, com algumas marcas no chão, para que seja calculada a velocidade exata que ele caminha. Por meio de um valor de corte, é possível identificar se esse idoso está fora ou não dos padrões esperados para a idade. Outra metodologia é medir a força das mãos, o nível de atividade física e a perda de peso em seis meses.

Atividade física é o tratamento

Em caso de intervenção, a principal delas é indicar atividade física, sempre acompanhada por um profissional de saúde. "Um idoso que faz atividade física talvez não precise de fisioterapia, mas pode ser que tenha que fazer musculação para melhorar a força", explica Thaís. "É muito difícil fazer um idoso ganhar massa muscular. O objetivo da intervenção é que ele não perca a capacidade funcional", finaliza. 

*Com informações de Agência Einstein


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