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Prisão de ventre, diarreia, sangramento: atenção aos sinais do câncer de intestino

Colonoscopia, exame que ajuda na detecção da doença, deve ser feito a partir dos 50 anos e até mesmo dos 40, em alguns casos

Por Redação
Publicado em: 05.08.2022 às 05:24 Última atualização: 05.08.2022 às 10:08

O câncer colorretal (intestino grosso/cólon e reto) é o segundo tumor maligno, excluindo o câncer de pele não melanoma, mais comum em homens e mulheres, atrás apenas, respectivamente, de câncer de próstata e mama. São 41 mil novos casos previstos para 2022, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

A colonoscopia é indicada para rastreio do câncer de intestino a partir dos 50 anos, mas, dependendo do caso pode ser recomendada a partir dos 40
A colonoscopia é indicada para rastreio do câncer de intestino a partir dos 50 anos, mas, dependendo do caso pode ser recomendada a partir dos 40 Foto: Divulgação
O exame de colonoscopia é recomendado como estratégia de rastreamento populacional a partir dos 50 anos, mas pode ser indicado pelo médico a partir de 40 anos, quando há alguma investigação em curso. É o caso, tornado público, pela cantora Simony, que, ao fazer uma colonoscopia aos 46 anos, teve diagnosticado um tumor na parte final do intestino. Quando o câncer de intestino ainda é uma doença localizada, a chance de cura (o paciente estar vivo cinco anos após o diagnóstico) supera 90%.

Ao menos 148 mil colonoscopias deixaram de ser realizadas no Sistema Único de Saúde nos últimos dois anos. Esse número foi levantando pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) ao conferir o banco de dados do DataSUS. O sistema registra a realização de 347.098 colonoscopias em 2019 frente aos 304.004 exames feitos em 2021.

Sintomas e prevenção

Alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), assim como alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas), são sintomas de alerta, que devem ser investigados. Os demais sintomas mais comuns são sangue nas fezes, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia e perda de peso sem causa aparente.

Recomenda-se a adoção de uma dieta que contemple o consumo de frutas e hortaliças, assim como evitar o consumo de alimentos processados e de bebidas alcoólicas, refrigerantes e outras bebidas açucaradas.

Moderação também é a palavra-chave em relação à carne vermelha e alimentos calóricos e/ou gordurosos. Os demais fatores de risco são sedentarismo, obesidade e tabagismo. A hereditariedade representa apenas entre 5% e 10% dos casos registrados no País.

Para estimular a realização de colonoscopias e outros exames de rastreamento de câncer, a SBCO lançou a campanha "Não dá para esperar. Cuide-se. O câncer não ficou de quarentena."


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