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Bom Exemplo

Pesquisadores criam ambiente de realidade virtual para colaborar na fisioterapia

Por Suélen Schaumloeffel

Projeto tem baixo custo e é de fácil utilização Foto: Divulgação/Universidade Feevale
Um projeto idealizado pelo grupo de pesquisa de Computação Aplicada da Universidade Feevale se destacou em duas categorias no Innovation Tech Knowledge (ITK) 2020. No evento organizado pela Softsul, que começou na segunda-feira (5) e segue até esta sexta-feira (9), o projeto Fisio VR foi escolhido como melhor artigo e jogo.

O Fisio VR foi criado pelas professoras Marta Bez e Simone de Paula, dos cursos de Ciência da Computação e Fisioterapia, e pelo acadêmico de Jogos Digitais Elias da Silva Pereira, 21 anos. Eles desenvolveram um ambiente de realidade virtual com alguns jogos, que auxiliam os fisioterapeutas na recuperação de pacientes paraplégicos ou acometidos por acidente vascular encefálico. "Tivemos um grande desafio que poderá beneficiar muitos pacientes e acredito que tivemos um importante resultado com essa construção", reconhece Marta.

Projetado em uma plataforma acessível e mobile, o Fisio VR utiliza a tecnologia como uma forma de incentivar o paciente na sua recuperação de uma forma divertida. Ele permite que os pacientes exercitem especificamente o tronco do corpo e desenvolvam um melhor equilíbrio na cadeira de rodas e nos movimentos exigidos pelos profissionais de saúde durante as seções de fisioterapia.

Além dos benefícios aos usuários a iniciativa é acessível, pois possui baixo custo e não possui cabos ou equipamentos de difícil manuseio pelos fisioterapeutas. O programa ainda possibilita aceleração e rotação, armazenamento da performance do paciente e inclinação para uma ou mais posições.

Integração para promover melhorias

Conforme a professora Simone, a realidade virtual oferece cenários criativos e motivantes durante a fisioterapia. "Os resultados da pesquisa reforçam a necessidade de suporte interdisciplinar integrando as áreas para o desenvolvimento e validação de estratégias terapêuticas individualizadas e específicas para cada paciente", pontua.

O estudante Elias da Silva Pereira está no sétimo semestre de Jogos Digitais e atua no projeto desde outubro do ano passado. "As professoras apresentaram as necessidades e ideias e fomos refinando isso ao longo dos meses", explica.

Pereira comemorou o reconhecimento do projeto. "É muito legal poder mostrar para as pessoas que essa formação vai além dos jogos de entretenimento. Os jogos sérios, como são denominados, também trazem benefícios para a comunidade, nesse caso para a saúde dela", reflete.

Dois jogos disponíveis

O projeto já é realidade e pode ser aplicado. O ambiente virtual conta com dois minijogos, também idealizados dentro da universidade. Ambos utilizam o mesmo modelo, a configuração das inclinações disponíveis, interação somente com os movimentos do tronco, na posição sentada ou em pé. A pontuação ocorre quando o jogador atinge uma das movimentações para pegar os objetos disponíveis. Caso não consiga, ocorre o erro e o usuário é incentivado a tentar novamente.


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