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Cotidiano | Entretenimento Quadrinhos

O artista da região que reinventou Cebolinha

Talento em ascensão no mundo dos quadrinhos, Gustavo Borges já foi indicado ao prêmio Eisner e fez um trabalho a convite da editora de Mauricio de Sousa

Por Leandro Domingos
Última atualização: 16.05.2020 às 16:18

Gustavo Borges Foto: fotos Divulgação
Como tantas outras crianças, Gustavo Borges "aprendeu a ler" com a Turma da Mônica. Um dos artistas em ascensão nos quadrinhos nacionais, o jovem de 24 anos, que cresceu em Cachoeirinha, lembra dos primeiros anos com as coloridas aventuras da turminha do Limoeiro. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali estão até hoje entre as primeiras lembranças do quadrinista. E aquele menino que troca o "r" pelo "l" sempre foi seu personagem predileto. "Ele sempre me chamou atenção por ficar bolando aqueles planos infalíveis que quase nunca davam certo", recorda. Gustavo só não imaginava que, décadas depois, estaria reinventando o clássico personagem criado por Mauricio de Sousa. Podendo ser encontrado em bancas e livrarias, "Cebolinha - Recuperação" é um trabalho criado para o selo Graphic MSP, que se diferencia pela visão autoral dos antigos personagens da Turma da Mônica. Na obra assinada pelo gaúcho, Cebolinha arquiteta um plano para passar de ano. Atualmente em isolamento, Gustavo diz ainda colher os louros com o lançamento. "Os royalties continuam entrando e fico feliz que os leitores gostaram."

Agora trabalhando em uma nova história em quadrinhos sobre a qual não pode comentar, ao mesmo tempo em que se dedica à conclusão da faculdade de Design Gráfico, Gustavo Borges também continua recebendo elogios pela indicação ao Eisner (o Oscar dos quadrinhos) recebida no ano passado pelo belíssimo "Pétalas." O talentoso artista também se diverte ao produzir as tirinhas de "A Entediante Vida de Morte Crens", sua primeira criação. Ao ser questionado sobre o futuro, Gustavo lembra a emoção que sentiu ao conhecer Mauricio de Sousa. Para o jovem quadrinista, portanto, o aeroporto não é a saída para quem quer ganhar a vida com HQs.

Embora hoje morando em Porto Alegre, ele mantém uma relação de carinho com a Região Metropolitana e o Vale do Sinos, onde participa de eventos. Costuma falar com os estudantes que a popularização dos gibis tornou mais próximo o contato do Brasil com o exterior. Sua obra "Pétalas", por exemplo, foi traduzida em vários países. "Ano passado viajei para o exterior duas vezes, porque quero que meu trabalho voe cada vez mais longe", explica. "Mas o cenário nacional está cheio de artistas incríveis e não é difícil imaginar que qualquer criança, hoje vista rabiscando na sala de aula, possa também se tornar mais um."



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