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Cotidiano | Turismo Turismo

Arambaré e o charme da nossa Costa Doce

Descubra as belezas tranquilas do balneário à beira da Lagoa dos Patos

Por André Moraes
Publicado em: 20.02.2021 às 03:00 Última atualização: 20.02.2021 às 11:05

A faixa de areia em Arambaré, à beira da Lagoa dos Patos e com beleza agreste no calçadão Foto: André Moraes/GES-Especial
Neste verão de pandemia, uma das recomendações para quem quer dar um passeio nas férias, além de levar máscara e álcool gel, é apostar nos roteiros curtos. De preferência do tipo bate-e-volta, onde você chega dirigindo e pode voltar no mesmo dia. Uma destas atrações a descobrir é Arambaré.
Velha conhecida de muitos moradores da região, já que é um balneário cultuado, Arambaré faz parte da chamada Costa Doce. Trata-se dos balneários da Lagoa dos Patos, na parte de dentro do Litoral Sul.

Como chegar

A cidade fica a 100 quilômetros de Porto Alegre, com a maior parte do caminho pela porção sul da BR-116. Aliás, o passeio já começa por atrações arquitetônicas, porque se passa pela nova e imponente ponte do Guaíba no caminho para lá.

O trajeto também atravessa vários trechos da obra de duplicação da BR-116 sul. Apesar de alguns pontos de retenção, o trânsito já flui muito melhor do que há algum tempo.
Por sinal, uma curiosidade é acompanhar a obra de duplicação. A BR-116 está sendo terminada com participação do Exército, e as máquinas de asfalto são verde-oliva.

O acesso mais curto para Arambaré passa por vinte quilômetros de estrada de chão e é esse que o Google Maps escolhe na primeira. Tem estrada asfaltada um pouco mais longa via Camaquã, que é o trajeto preferido por muitos.

Bucólica

Arambaré, como outras cidades da Costa Doce, mescla história com estrutura de balneário. Há praias de banho misturadas com paisagens agrestes.
É peculiar à cidade a estrutura aconchegante, sem prédios altos e com muitas ruas de chão batido. Ela lembra muitas praias do Nordeste com sua mistura de natureza e águas tranquilas.

A cautela sanitária está por todo lado, com cartazes e até barreiras sanitárias.

Árvores estão entre maiores características

A praia muito arborizada (acima) lembra balneários de Santa Catarina e do Nordeste brasileiro. Uma das características de Arambaré são as figueiras, que estão em toda parte e às vezes até no meio da rua. Lá também fica a maior e mais antiga árvore deste tipo no Rio Grande do Sul, com idade calculada entre 400 e 700 anos. Ela está no meio de uma praça no Centro, atualmente com escoras e proteções.

 

A Figueira da Paz, com idade estimada entre 400 e 700 anos, é um dos símbolos de Arambaré Foto: André Moraes/GES-Especial

Turismo botânico e até antropológico

A Figueira da Paz é um dos símbolos de Arambaré, situada em uma praça e agora sendo atentamente acompanhada por especialistas, já que devido à idade avançada exige cuidados extras. Sua copa tem mais de 140 metros de perímetro. À noite, ela é iluminada e fica linda.

As árvores são uma atração à parte em Arambaré, que chega a construir ruas em volta de suas figueiras frondosas. Mesmo na faixa de areia os visitantes são tentados a se deslumbrar mais pela alameda plantada à beira-mar do que propriamente pelas águas da Lagoa dos Patos.

O banho, claro, também é uma atração para muitos, e, assim como em Santa Catarina e no Nordeste, tem caiaques para alugar e também outros equipamentos náuticos. Há guarda-vidas.

Outra atração da Costa Doce, de um modo geral, é a ligação histórica com os antigos povos que habitavam a região. No caminho se passa por aldeias indígenas, à beira da estrada.

A região de Arambaré era lar dos Arachanes, um povo indígena hoje extinto. Há lendas sobre eles, inclusive uma delas ligada à Figueira da Paz, e os motivos indígenas fazem parte de muitas das decorações ao longo de toda a Costa Doce.


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