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Esportes 4ª LUGAR

Jovem skatista de Campo Bom brilha em competição nacional

Em sua estreia, Sofia Godoy, de apenas 12 anos, conquistou quarto no lugar no Rio de Janeiro

Por Matheus Chaparini
Publicado em: 19.09.2021 às 14:35 Última atualização: 19.09.2021 às 16:18

Com os cabelos pintados de verde esvoaçando pela pista, Sofia Godoy fez sua estreia em uma competição nacional de skate. Desceu o bowl e mandou logo uma manobra deslizando os dois eixos pela borda da “piscina”. Aos 12 anos, a menina de Campo Bom deixou claro que andar de skate também é coisa de menina.

Sofia Godoy skatista campo bom liga amadora de bowl rio de janeiro
Sofia Godoy skatista campo bom liga amadora de bowl rio de janeiro Foto: Reprodução
No último sábado (18), ela participou da primeira etapa da Liga Amadora de Bowl, promovida pela Confederação Brasileira de Skate (CBSK). Nesta modalidade, a pista se assemelha a uma piscina arredondada e os skatistas desempenham manobras aéreas e de borda.

O evento reuniu 60 atletas, 40 no masculino e 20 no feminino. Entre as meninas, várias têm idades próximas às de Sofia. Ela conquistou a classificação para a final e encerrou a etapa em quarto lugar, ganhando um shape e um óculos como premiação.

O resultado foi acima do esperado pela jovem atleta. “Sinto muita gratidão, porque eu não estava esperando uma colocação tão boa. Eu estava confiante, mas esperava no máximo um sexto lugar.”

Sofia começou a andar de skate há apenas dois anos. O pai foi convidado por um amigo para conhecer uma pista em Sapiranga. A menina foi junto e levou os patins. “Foi meio uma surpresa. Eu fui andar de roller e pedi para andar no skate do meu pai. Já gostei de primeira. É muito bom, eu sinto uma leveza”, recorda.

Sua principal referência no esporte é a paulista Dora Varella, que disputa competições profissionais. Sofia ainda não conheceu Dora pessoalmente, mas tem convicção de que, em breve, o skate vai proporcionar este encontro.

Apoio comunitário

Para viabilizar a viagem, a família organizou uma rifa. Todos os números foram vendidos em menos de três dias. “Vendemos a rifa pra gente do Rio de Janeiro, dos Estados Unidos, de vários lugares”, conta o pai, Doglas Godoy.

A hospedagem também foi solidária. A família ficou na casa do skatista Júlio Vasconcelos, o Feio, juiz da CBSK e competidor na categoria Grand Master, que recebeu também outros competidores. “Um amigo me apresentou e ele disse ‘se são teus amigos, são meus amigos, não precisam gastar com hotel’. Nem nos conhecia e deixou a chave na portaria”, conta Doglas. E conclui: “O skate é uma parceria. Se torna uma grande família.”

A família pretende participar das próximas fases da competição e já tem gente se oferecendo para ajudar nas passagens. São mais três etapas: em São Paulo, em 10 de outubro; em Minas Gerais, no dia 23; e em Florianópolis, em 5 de novembro.

Mudança de vida

 Os pais notam várias mudanças no comportamento de Sofia desde que ela começou a praticar o esporte.

“Ela não dava oi, se pudesse, se escondia embaixo da mesa. Depois do skate, mudou muito. Hoje ela tem amigos da idade dela até os 60 anos. Tem gente que acompanha ela no Brasil todo. Aí a gente viu o poder do skate.”

O esporte transformou também a vida da família. O pai, que era metalúrgico, agora trabalha no Torman Skate Park, em Portão. A aproximação se deu pelo talento de Sofia. Ao perceber o potencial da menina, o dono da pista deu a chave do lugar para Doglas levar a menina quando ela quisesse. Mais adiante, o contratou. O trabalho na pista permite que ele acompanhe a filha nos treinos e competições.

De manhã, Sofia estuda, na sétima série da Emef CEI. À tarde, fica com o pai e tem um dos principais complexos de skate no estado pistas do estado à disposição para treinar. Ela também faz treinamento físico e recebe acompanhamento de uma mentoria esportiva. Em função do skate, ela ganhou um curso de inglês.

Apesar do tamanho do talento da menina, a família não esquece que Sofia ainda é uma criança. “A gente não exige nada dela. Se hoje ela disser que não quer mais, não tem problema. O que ela escolher a gente apoia como família.”

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