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Esportes | Novo Hamburgo ETERNO 7 DE MAIO

Documentário contará bastidores do título gaúcho do Noia em 2017

Conquista, que completa cinco anos, será retratada na produção O Ano Perfeito

Por Jauri Belmonte
Publicado em: 06.05.2022 às 21:39 Última atualização: 07.05.2022 às 14:42

No ano em que o Novo Hamburgo comemora cinco anos da conquista do inédito e histórico título gaúcho, o Grupo Sinos vai lançar o documentário O Ano Perfeito - A trajetória do Noia no Gauchão 2017, que conta bastidores desde a montagem do elenco até dias que sucederam a conquista do Anilado. Em fase de edição, a produção do Jornal NH e da Rádio ABC 103.3 FM traz entrevistas com atletas, dirigentes, além de personagens e torcedores emblemáticos que viveram de perto cada momento que antecedeu o eterno 7 de maio nas arquibancadas do Estádio Centenário.

Nomes como Jardel, Preto e Júlio Santos ficarão marcados para sempre na história do clube hamburguense
Nomes como Jardel, Preto e Júlio Santos ficarão marcados para sempre na história do clube hamburguense Foto: Arquivo GES

Talvez vá demorar para outro clube do interior repetir o feito do Noia treinado por Beto Campos, falecido em 2018. Beto foi o grande maestro daquela orquestra que encantou o Estado. Para ser campeão, o Noia passou por Grêmio, na semifinal, e superou o Inter, na decisão. O Novo Hamburgo, assim como os seus torcedores, podem e devem se orgulhar da forma como a história foi escrita.

Para Everton Cury, vice de futebol naquele ano, a conquista é imensurável. "Surpreendente olhar e ver como o tempo passa tão rápido. Lembro que no dia seguinte à conquista, o ex-zagueiro Aládio, que jogou aqui em 2003, me ligou. Ele disse que quanto mais os anos fossem passando, mais eu teria noção do tamanho dessa conquista", explica.

"Minha maior emoção foi quando eliminamos o Grêmio na semifinal. Eles haviam poupado titulares na Libertadores para nos enfrentar, o que mostra ainda mais o valor da conquista. Ali que firmei convicção de que ninguém nos segurava mais", diz Cury. Em toda a campanha, o Noia disputou 17 partidas. Venceu nove, empatou seis e perdeu apenas duas.

Com a camisa 7 e a braçadeira de capitão, o título foi o momento mais especial na carreira do ex-jogador Preto. Fundamental naquele time, ele é um dos entrevistados do documentário. "Passa um filme na cabeça. Sempre busquei deixar um legado onde passei. E naquela campanha, especialmente nos jogos contra a dupla Gre-Nal, sabíamos que conseguiríamos enfrentá-los de igual para igual. Éramos unidos. Tanto que não perdemos para eles (Grêmio e Inter); méritos de todo o time, da comissão técnica e da direção."

Preto era um líder, assim como Matheus Cavichioli, Júlio Santos, Amaral e Jardel. "O momento mais especial foi quando eliminamos o São José, no jogo de volta das quartas. Até porque eles já eram nossa touca recente e, um ano antes, quando perdemos a decisão da Copinha para eles, eu estava em campo."

A campanha
Em toda a competição, o time treinado por Beto Campos disputou 17 jogos. A arrancada foi impecável, com seis vitórias nas seis primeiras partidas - incluindo um 2 a 1 contra o Inter, no Beira-Rio. As únicas duas derrotas vieram fora de casa e em sequência, para o Cruzeiro (por 1 a 0) e Ypiranga (por 2 a 1). Mas após ares de desconfiança, o time hamburguense retomou o embalo e não perdeu mais.

Técnico Beto Campos conduziu o Noia à conquista inédita
Técnico Beto Campos conduziu o Noia à conquista inédita Foto: arquivo GES

Após finalizar a primeira fase na liderança, com 21 pontos, eliminou o São José nas quartas de final, com duas vitórias. Nas semifinais, o desafio tomou proporções maiores. Contra o Grêmio de Renato Portaluppi, que viria a ser campeão da América naquele ano, foi valente. Empatou na Arena em 1 a 1 em um frio domingo de Páscoa, e no Estádio do Vale, na partida de volta, saiu atrás no placar, mas buscou o empate e levou o jogo para os pênaltis. Depois de 62 anos, o volante Amaral converteu o pênalti que levou o Novo Hamburgo, novamente, a uma final de Gauchão.

Na decisão, mais uma vez o aventureiro Anilado mediu forças contra um gigante. Contra os colorados, no Beira-Rio, na partida que deu início à decisão, esteve duas vezes à frente no marcador, mas ficou no empate em 2 a 2, diante de mais de 42 mil torcedores. Quis o destino que a partida de volta, que coroou a campanha anilada, não fosse realizada em Novo Hamburgo. O Noia não conseguiu liberação de arquibancadas móveis do Estádio do Vale e precisou jogar em Caxias. Nem um fator extra poderia mudar o predestinado caminho da glória.

Com maioria esmagadora de torcedores colorados, foi o Noia que abriu o placar, com o zagueiro Ernando marcando contra. O Inter empatou no segundo tempo e, após empate em 1 a 1, a decisão foi para os pênaltis. Na marca da cal, a epopeia tomou dimensões inimagináveis. O zagueiro Pablo marcou o gol que colocou o Novo Hamburgo na seleta lista de times campeões do Rio Grande do Sul.

Grupo Sinos produz registro sobre o feito anilado

História. Resiliência. Amor. O Novo Hamburgo levou 106 anos para ser campeão gaúcho. Bateu de frente contra gigantes e interrompeu a hegemonia estadual do Inter, que já durava seis anos. Entre histórias e acontecimentos marcantes, o documentário vai contar como um dos líderes daquele time quase abandonou o futebol; retratará a paixão de um patrono de 94 anos que esperou o Noia ser campeão para, então, descansar.

Cartaz do documentário O Ano Perfeito
Cartaz do documentário O Ano Perfeito Foto: Divulgação

"Decidimos fazer um documentário para marcar os cinco anos do título gaúcho do Novo Hamburgo porque foi algo muito relevante na história do clube e da cidade. O Grupo Sinos tem um papel muito importante na comunicação da região e busca retratar episódios marcantes como este", diz o jornalista Jeison Rodrigues, um dos produtores do documentário.

Ao lado dos colegas Marcelo Collar, Marcelo Vicente e André Heck, Jeison conduziu as gravações e entrevistas com personagens da conquista. Além de Novo Hamburgo, a equipe rodou cidades como Caxias, Vacaria e Santa Cruz do Sul para realizar as gravações.

Ao todo, foram 31 personagens entrevistados. Entre eles William Campos, filho do técnico Beto Campos e que hoje treina o FC Santa Cruz, na disputa da Divisão de Acesso. "É algo que merece um registro neste formato. É uma história significativa no futebol gaúcho e utilizamos a nossa experiência em produção de documentários para fazer algo diferente." Nos últimos anos, o Grupo Sinos produziu dois documentários dedicados à Imigração Alemã com integrantes da mesma equipe envolvida na produção sobre o título do Noia. 

A produção tem o patrocínio de Doctor Clin e apoio de Tintasinos, Conforto, Bell Valley, SinosSign, PVC Sul e Andreas Arnold Corretor.

Confira o trailer abaixo

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