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Notícias | Novo Hamburgo Justiça

Justiça Eleitoral rejeita contas de Fernandinho e determina investigação da Polícia Federal

Defesa do vereador reeleito em Novo Hamburgo diz que vai recorrer

Publicado em: 12.02.2021 às 19:02 Última atualização: 13.02.2021 às 16:59

Fernandinho Foto: Câmara de Vereadores
O vereador Fernandinho Lourenço (PDT), reeleito em Novo Hamburgo no pleito do ano passado, teve suas contas de campanha rejeitadas nesta sexta-feira (12) pela Justiça Eleitoral. Ele ainda pode recorrer.

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A juíza eleitoral substituta Andrea Hoch Cenne viu indícios de irregularidades nas contas de Fernandinho e atendeu pedido do Ministério Público Eleitoral para que o caso seja remetido à Polícia Federal. Ela determinou que seja aberto um inquérito para investigar as contas do vereador. A juíza ainda pede que o MP avalie se trata-se de um possível caso de abuso de poder econômico.

Segundo o chefe substituto da 172ª Zona Eleitoral, Edson Marchi, a desaprovação das contas não leva à cassação do diploma do vereador. "Para que isso ocorra é necessário que o promotor de Justiça entre com uma ação de investigação judicial eleitoral, com foco em abuso do poder econômico ou político", explica.

Marchi destaca que, no momento, Fernandinho não terá os votos anulados. "Ele pode recorrer da decisão. Já foi intimado", diz Marchi, lembrando que o vereador já é réu em outra ação judicial que tramita em segredo de Justiça e que ainda não teve sentença. 

O advogado de Fernandinho, Deiwid Amaral da Luz, diz que vai recorrer. "No recurso vamos apontar que há várias coisas controvertidas no que foi visto pela juíza. Entre outras coisas, ela aponta que há gastos com combustíveis que não foram declarados. O vereador usou dois carros na campanha, uma Kombi e um carro de som. A gasolina da Kombi foi paga com recurso próprio porque ele também utilizou como carro de transporte e a legislação prevê que isso não precisa ser declarado em campanha", explicou o advogado.

Operação do Ministério Público

Em novembro do ano passado, às vésperas da eleição, o Ministério Público (MP) deflagrou uma operação conjunta com a Brigada Militar em Novo Hamburgo. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços vinculados à campanha de Fernandinho que, à época, concorria à reeleição. Entre os locais estavam a residência e o comitê do candidato, além de um comércio e um posto de gasolina. Na ocasião, o pedetista disse que não havia nenhuma relação com os fatos e negou qualquer irregularidade.


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