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De volta aos céus: Harro reencontra o Cessna JME

Aos 84 anos, piloto que trouxe o avião dos Estados Unidos em 1974 conduziu aparelho, que voltou a voar

Por João Carlos Ávila
Publicado em: 27.04.2021 às 07:00 Última atualização: 27.04.2021 às 11:50


Um suspiro, seguido de um leve toque no manche e a palavra saiu ao natural: "Queridão!". Foi assim, emocionado, que o empresário aposentado Harro Schmidt, 84 anos, deixou a cabine do Cessna Skyhawk II, fabricado em 1973 e que, após recall, voltou a ganhar os céus. "Estou quase chorando, tremendo de alegria".

Harro foi convidado pelo presidente do Aeroclube de Novo Hamburgo, Alceu Feijó Filho, para fazer o voo que simboliza a volta da aeronave, prefixo PT-JME, às atividades, após anos de restauro. Pronto desde o ano passado, o "Juliet" - no alfabeto aeronáutico, JME tem o som "Juliet-Mike-Echo" - com suas 6 mil horas de voo, será utilizado para instrução e passeios panorâmicos.

Em julho passado, o Jornal NH recontou a história do Cessna, adquirido em 1974. Na ocasião, Harro, que presidia o aeroclube, foi encarregado de buscá-lo nos Estados Unidos. Durante dez dias, com 14 escalas, cruzou 3 mil quilômetros de céu norte-americano, mais Caribe e Brasil, junto do colega Vitor Hugo Matte.

Por mais de 40 anos o avião serviu ao clube, como instrumento de formação e voos panorâmicos. Depois foi para a reforma, concluída em julho passado. Só não voltou a voar antes porque dependia de licença da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), só agora liberada.

Na semana passada, Harro se reencontrou com a cabine do JME. Ocupou o assento principal, com Feijó ao lado. Conferiu todos os comandos e conduziu a aeronave até a cabeceira sul da pista de decolagem e pouso no bairro Canudos. Nova checagem e, em poucos minutos, acelerou e ganhou altitude. Por 45 minutos comandou o velho companheiro. Em determinado momento escorou a cabeça na janela e admirou Novo Hamburgo lá de cima. Um olhar perdido, que buscava reencontrar o passado.


Habilidade

O pouso foi tranquilo, apesar do vento lateral. Mesmo com mais de 30 anos sem pilotar, surpreendeu o presidente do clube pela habilidade. Tocou o solo, conduziu a aeronave até a entrada do hangar principal. A missão foi concluída, mas Harro permaneceu ali conversando com o atual presidente.

Harro se afastou do Aeroclube há mais de 30 anos. Por um tempo, dedicou-se a velejar. Mas a paixão pela aviação é a mesma. Os olhos brilham e a voz treme quando fala da velha paixão.

 


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