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Notícias | Região EM COMA

Família de soldado da Brigada Militar ferido em luta pede apoio

Policial que é atleta de kickboxing levou golpe em competição e está em coma

Por Matheus Chaparini
Publicado em: 13.10.2021 às 03:00 Última atualização: 13.10.2021 às 09:39

Primeiros instantes da luta, um soco no queixo, o nocaute. E as vidas do soldado Anderson de Lima, 32 anos, e de sua família foram transformadas por completo. Anderson caiu no ringue, tentou levantar, sem sucesso. Foi socorrido pelos paramédicos.

A esposa, Andréia, acredita na recuperação do marido
A esposa, Andréia, acredita na recuperação do marido Foto: Matheus Chaparini / GES Especial

Anderson está em coma após ter recebido um golpe, durante o Campeonato Brasileiro de Kickboxing, no dia 7 de setembro, no Rio de Janeiro. No local, ele teve uma convulsão. Foi levado à ambulância e precisou ser entubado. No hospital, foi constatado traumatismo craniano e um coágulo rompido no lado esquerdo do cérebro.

Soldado da Brigada Militar, ele atuava na Força Tática do 3º Batalhão de Polícia Militar de Novo Hamburgo. Na corporação desde novembro de 2016, realizava o sonho de ser policial.

"Ele é uma pessoa determinada, sempre teve muito foco no que queria. Quando ele botou na cabeça que queria ser policial militar, ele não queria só isso, ele queria ser o melhor policial", diz a esposa, Andréia Araújo de Lima, de 27 anos.

O brigadiano precisou ser operado no Rio de Janeiro e teve de esperar duas semanas até poder ser transferido. Hoje, Anderson tem quadro estável e permanece na UTI do Hospital da Brigada Militar, em Porto Alegre.

A família busca transferi-lo para algum hospital da capital que tenha equipe de neurocirurgia, para recolocar a calota do crânio, que precisou ser retirada em função do inchaço cerebral. Esse é um passo importante para que ela possa ir para casa.

Profissional dedicado

Soldado dedicado, com elevado grau técnico e tático. Um brigadiano diferenciado e um ser humano muito humilde. Assim, o soldado Lima é descrito pelo colega Dione Alvira, 31. Os dois se conheceram na Brigada Militar e trabalharam juntos, na mesma viatura. O coleguismo virou amizade e Alvira tornou-se padrinho da filha mais nova de Anderson e Andréia, Maria Luísa.

"No trabalho, ele era um profissional sério, se destacava pela postura e pelo conhecimento sobre a atividade policial, armamento e técnicas. Mas no nosso ambiente, só entre nós, brincava com todo mundo", descreve.

Primeiro golpe

O treinador, Thiago Figueiró, que também é soldado da BM, conta que Anderson começou a praticar kickboxing há dois anos, chegando à faixa amarela. Ele estava no local e viu o momento em que Anderson caiu.

"Foi com 10 segundos de luta. Foi o primeiro soco que ele tomou. Nunca vi nada parecido", conta. Figueiró afirma que o atleta estava com os exames em dia para poder competir.

'Tenho certeza de que ele vai sair dessa'

Soldado lutava há dois anos
Soldado lutava há dois anos Foto: Reprodução
O acompanhamento de Anderson, as tratativas para sua transferência e a obra da casa, tudo foi assumido por Andréia, que também cuida dos três filhos do casal.

Ela diz que Anderson sempre foi um pai dedicado. "Ele chegava de 12 horas de serviço, não importava o horário ou o cansaço, e levava as crianças para a sala para brincar."

Anderson teve o lado esquerdo do cérebro bastante afetado. "Os médicos dizem que a chance de ele voltar a ter consciência é de 5% e 95% é de chance de coma vegetativo", conta. Ela diz que o marido apresentou evoluções e já consegue ficar mais de oito horas sem a ventilação mecânica.

Andréia mantém a esperança na recuperação do marido. "Eu tenho certeza de que ele vai sair dessa e vai sair andando do hospital."

Campanha para construir casa adaptada

O salário do soldado é a única fonte de renda da família. Anderson e Andréia têm três filhos: de 3 e 6 anos e de oito meses. Ele tem ainda uma filha de 11 anos, do primeiro casamento.

Sem poder trabalhar, ele não recebe horas extras, dobras de escala e outros benefícios. A família ficou sem condições de arcar com o aluguel. Familiares, amigos e colegas de farda se mobilizam para arrecadar recursos para construir uma casa com adaptações, para poder receber Anderson, no terreno dos pais de Andréia, em Sapiranga. O valor estimado é de R$ 50 mil.

A vaquinha virtual já arrecadou cerca de R$ 30 mil e parte do material.

Saiba como ajudar

Chave Pix: 51998057053 (Anderson de Lima)
Conta Banrisul:
Agência 0416
Conta 3510070407

Vaquinha virtual: http://vaka.me/2403594

Rifa - Duas camisetas oficiais de Inter e Grêmio
R$ 5 - Contato/WhatsApp: (51) 98047-0154
Sorteio no dia 12 de novembro, às 17 horas

Festa 70/80/90 no espaço Deck
06/11 - sábado - 21 horas
Rua 19 de julho, 1.902 - Sapiranga
30% da arrecadação será destinada à família do soldado Anderson de Lima

Meio frango - drive-thru
23/10 - sábado - R$ 30 (3 coxas, 3 sobrecoxas, pão e repolho)
Drive-thru em frente à sede da ABAMF/NH (Rua Germano Fehse, 90, bairro Rondônia, Novo Hamburgo)

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