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Notícias | Novo Hamburgo PROBLEMAS QUE CRESCEM

Escola de Novo Hamburgo espera há seis anos por solução para inflitrações e goteiras

Escola Estadual Antônio Vieira aguarda por obras para solucionar os problemas que preocupam a comunidade escolar

Por Joceline Silveira
Publicado em: 04.07.2022 às 07:00 Última atualização: 04.07.2022 às 12:24

As marcas do tempo, aliadas à falta de manutenção, são visíveis na Escola Estadual Ensino Fundamental Antônio Vieira de Novo Hamburgo. Basta circular pela instituição do bairro Hamburgo Velho para identificar problemas estruturais. O quadro se intensificou durante a pandemia e, com o retorno dos estudantes ao formato presencial, a comunidade escolar espera por solução.

Diretora mostra a situação no teto da sala de aula
Diretora mostra a situação no teto da sala de aula Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
O prédio está tomado por goteiras "que se mudam", conforme a coordenação do colégio realiza os reparos. “Restauramos o telhado, em uma operação que chamamos de tapa buraco, porque é paliativo, não resolve nosso problema e as goteiras e infiltrações se deslocaram para as salas ao lado”, detalha a diretora, Eunice Werle Moeller.

Atualmente são as turmas do 7º e do 9º ano estão sem sala de aula. Baldes foram espalhados para evitar que o local alagasse novamente. Os alunos foram realocados para a sala de audiovisual por causa de alagamentos.

Baldes fazem parte dos materiais nas salas de aula
Baldes fazem parte dos materiais nas salas de aula Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Em um vídeo registrado pela diretora é possível ver que a água da chuva pinga dentro da sala de aula e forma poças no piso. “Escorria pelas paredes”, completa um aluno do 7º ano. O forro do andar superior, que tem mais de 55 anos, já está ondulado por causa das infiltrações.

No andar de baixo, mais problemas causados pela água da chuva. "Nós mandamos e-mails, tiramos fotos, enviamos ofícios. Fizemos tudo que nós podemos fazer. Agora estamos aguardando a execução das obras pela Seduc desde o mês de março”, afirma a educadora. Neste período, o espaço que era utilizado para atividades complementares dos 363 estudantes do 6º ao 9 º ano da instituição, segue como sala de aula. “Está fazendo falta o espaço, pois complementava a parte teórica das disciplinas”, completa a diretora.

Recurso esperado há 6 anos

A escola informou que já tomou as medidas necessárias, que o projeto já foi aprovado, porém a morosidade na liberação dos recursos solicitados ao Governo do Estado ainda em 2016 é o que impede a execução do projeto. Em nota, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) e a 2ª Coordenadoria Regional de Educação informaram que a reforma prevista inicialmente era referente a obras de cobertura  acessibilidade na instituição. Orçado em R$ 546.849,82, o valor está defasado. “Está em fase de atualização orçamentária e será encaminhada posteriormente para o processo licitatório”, diz o documento.

“Isso se arrasta de forma a prejudicar muitas vezes o andamento das aulas e a saúde dos alunos e professores”, afirma Maria Aparecida Steigleder, mãe de uma estudante. Ela diz que a situação preocupa os pais, que temem acidentes e até mesmo, doenças respiratórias em decorrência do mofo. O cenário é mais complicado para os estudantes com problemas pulmonares, como é o caso da filha de Maria Aparecida, cursa o 8º ano. “Ela, assim como demais colegas e funcionários relatam o cheiro forte de mofo, e o desconforto com goteiras dentro da sala”, diz.

“Estou preocupada, seja por risco de vida, seja por saúde, pois a escola está passando por sérios problemas, inclusive um possível curto circuito pelo acesso dos ventiladores onde a água escorre em dias de chuva”, comenta Thelissa Brescovit, outra mãe de uma aluna do 8º ano.

Problemas na estrutura da escola também estão tirando o sono dos pais. “Quando chove inunda a sala de cima e assim escorre água pelos ventiladores e lâmpadas. Nossa preocupação é que isso possa acabar em tragédia, que Deus nos guarde e que isso não ocorra, mas com a sucessão de chuvas será que este telhado não está comprometido com suas estruturas?”, questiona a mãe de aluno, Bárbara Mendes de Oliveira. Danielle Pereira reafirma a situação: “Meu filho me comentou que existe uma goteira que sai de dentro do ventilador, quando ligam joga água pra tudo que é lado. Correndo risco de dar curto”, completa.

Mobilização dos pais

Enquanto isso, os pais decidiram agilizar a limpeza das salas com focos de mofo. "Estamos nos organizando para reunir o maior número possível de pais e alunos dispostos a nos ajudar nessa faxina, já que os funcionários não estão dando conta", relata Thelissa Brescovit. A limpeza realizada pelo grupo deve ocorrer no final deste mês, durante o recesso escolar.

Conforme a direção do colégio, atualmente dois funcionários são responsáveis pela limpeza de todo o prédio de dois andares, além da quadra poliesportiva.

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