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Golpistas rondam redes sociais e aplicativos para fazer vítimas

Extorsão através de fotos íntimas e clonagem de WhatsApp são os golpes mais frequentes

Por Suélen Schaumloeffel
Última atualização: 04.06.2019 às 19:45

Foto por: GES
Descrição da foto: Extorsão através de fotos íntimas e clonagem de WhatsApp são os golpes mais frequentes
Se a Internet trouxe a facilidade de realizar serviços e conectar pessoas, também atraiu a atenção de golpistas. Sistemas de segurança são ferramentas para proteger informações do usuário, mas quando se trata de outra pessoa usando a lábia para conseguir informações sigilosas ou pessoais, a única maneira de se proteger é desconfiar. Embora não tenha dados sobre o número de vítimas, a Polícia Civil constata aumento no número de registros de ocorrências sobre alguns golpes através de redes sociais e aplicativos de mensagens.

O crescente número de registro de ocorrências tem chamado a atenção de autoridades policiais. "Delegacias da região têm registros mais frequentes de extorsão e estelionato, cometidos através da Internet, aqui em Novo Hamburgo, Parobé, Ivoti e Portão", destaca o delegado Alexandre Quintão, titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Novo Hamburgo.

Entre os golpes mais frequentes estão a extorsão mediante chantagem com fotos íntimas das vítimas, e estelionato por clonagem do WhatsApp. Ainda por meio do aplicativo de mensagens, no caso de compras e vendas pela Internet, ocorrem casos de envio do comprovante de uma falsa Transferência Eletrônica Disponível (TED).

Esses golpes são classificados como extorsão, cuja pena é de quatro a dez anos de reclusão, e estelionato, que prevê de um a cinco anos de prisão. "Alguns casos são repassados para a Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais", conta Quintão. O delegado diz que é difícil mensurar o número de vítimas, pois muitas não registram ocorrências por constrangimento ou medo de alguma exposição.

GOLPES
Infogram
Homens comprometidos na mira dos criminosos

Um dos golpes que têm feito mais vítimas na região nos últimos meses é aplicado principalmente em homens através do Facebook. Estelionatários criam perfis falsos de mulheres no Facebook e entram em contato com homens. "Esse golpista inicia um contato com a vítima e cria um vínculo, através de troca de mensagens. Com o tempo as conversas ganham caráter sexual. O estelionatário envia fotos de mulheres nuas e vídeos, que, supostamente, seriam suas e pede que a vítima envie materiais seus", explica Quintão. Com o material da vítima, o golpista passa a ameaçá-la, exigindo depósitos em contas de diversos valores.

O delegado Quintão comenta que, com homens casados, o golpista ameaça mostrar o material para a família da vítima. Mas quando o homem é solteiro, a conversa aplicada é outra. O estelionatário faz contato com a vítima do golpe, dizendo ser pai da suposta mulher do perfil. O golpista faz a chantagem dizendo que se trata de uma jovem menor de idade e que irá acusar o homem de pedofilia. "Com isso passa a chantageá-lo", explica o delegado.

Um morador de Novo Hamburgo, que não quis se identificar, passou pela situação descrita pelo delegado, no mês passado. O homem trocou mensagens com uma mulher por dois dias e, no terceiro, recebeu uma ligação do suposto pai da garota, dizendo que ela tinha 14 anos e exigiu que o homem pagasse a quantia de cerca de R$ 5 mil para que não realizassem a denúncia. "Os valores exigidos variam bastante", diz o delegado.

 

TED falso também faz vítimas na região

Golpistas fecham negócio com vendedores de algum produto, mas afirmam não ter tempo de realizar o pagamento presencial ou retirar o produto. O falso cliente afirma que vai realizar uma Transferência Eletrônica Disponível (TED) e pedir que um motoboy retire o material. "O golpista envia um arquivo de um comprovante de TED para o celular do vendedor, para confirmar o pagamento. Sem desconfiar que o documento foi manipulado, nem conferir se o valor entrou na conta, a vítima entrega os produtos", revela o delegado. Quintão explica que essa modalidade tem se tornado mais frequente na região há cerca de seis meses.

Direto da central do crime

Quintão explica que um único perfil falso faz diversas vítimas, através de diversas conversas ao mesmo tempo, e depois de um tempo é desativado para evitar qualquer rastreamento. "Como a quebra de sigilo que pedimos ao Facebook é muito demorada de se conseguir, muitas vezes o perfil já foi abandonado pelo criminosos, antes mesmo de chegarmos lá. Infelizmente esse tipo de golpe normalmente é cometido de dentro dos presídios, as centrais do crime", destaca.

Alerta

Para prevenir este tipo de crime, desconfiar e evitar mandar material íntimo através de redes sociais para pessoas desconhecidas é uma das únicas formas. "Se há casos de pessoas conhecidas divulgarem fotos e vídeos íntimos por vingança ou algo do tipo, imagina um desconhecido. Desconfie de aproximações repentinas, não envie conteúdos pessoais e íntimos para pessoas que você sequer conhece pessoalmente. Infelizmente há muitas pessoas mal intencionadas por aí", destaca o delegado.

Golpe pelo WhatsApp

Se você receber mensagem de algum amigo ou familiar pedindo dinheiro emprestado, fique atento: pode ser golpe. "O WhatsApp clonado é outra modalidade que tem muita incidência, em que o golpista clona a conta do titular e, se passando por ele, faz contato com familiares e amigos, pedindo dinheiro com as mais diversas desculpas. Uma ligação para confirmar a situação pode ser o suficiente para perceber o golpe, além de, é claro, utilizar a ferramentas de segurança oferecidas pelo aplicativo", recomenda o delegado Alexandre Quintão.

Como evitar?

Uma das ferramentas mais úteis para evitar que o WhatsApp seja utilizado indevidamente é ativar a Verificação em Duas Etapas.

O aplicativo oferece uma camada especial de segurança, que exige senha de seis dígitos durante o login e também periodicamente durante o uso do aplicativo, para ajudá-lo a não esquecer da senha.

Ao ativar este recurso, você terá a opção de inserir seu endereço de e-mail. Este endereço será utilizado para que o WhatsApp possa enviar um link para desativar a verificação em duas etapas caso você esqueça a senha e também para ajudar a proteger a sua conta.

Se você receber um e-mail para desativar a verificação sem tê-la solicitado, não clique neste link. Outra pessoa pode estar tentando registrar o seu número no WhatsApp.

Quem quiser ativar o recurso deve abrir o WhatsApp e ir em:

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