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Notícias | Região Gauchada pelo mundo

Nos Estados Unidos e até Portugal: alma gaúcha nas terras estrangeiras

Gaúchos espalhados pelo Brasil e pelo mundo preservam a cultura e os costumes e ajudam a preservar a história dos tradicionalistas e do Estado. 20 de Setembro será celebrado de forma diferente este ano

Por Shállon Teobaldo
Publicado em: 18.09.2020 às 10:19 Última atualização: 18.09.2020 às 10:28

Comemorações da Semana Farroupilha serão diferentes este ano por conta da pandemia Foto: PAULO PIRES
Do Oiapoque ao Chuí… E até os confins da Terra! Pra quem ama o Rio Grande do Sul, conhecido por sua história carregada de memórias e tradições, não existe distância ou tempo capaz de diminuir o gosto pelos costumes tão cultivados por aqui. O amor pela bandeira verde, vermelha e amarela é tanto que a cultura já é oficialmente reconhecida no país e no mundo, por meio da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG) e da Confederação Internacional da Tradição Gaúcha (CITG). Neste ano atípico, em razão da pandemia de Covid-19, que paralisou diversas atividades presenciais nos mais diversos setores a fim de evitar o contágio da doença, a Semana Farroupilha também precisou ser readaptada. Associações tradicionalistas e Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) de Canoas estão realizando desde o início de setembro ações virtuais para celebrar o 20 de Setembro, que marca a Revolução Farroupilha. Além disso, centelhas da Chama Crioula estão sendo guardadas por nativistas de forma individual, para não causar aglomerações, até o momento da extinção do símbolo, no fim da noite de domingo.

“Gaúchos Sem Fronteiras”

Pensando nos gaúchos de todas as querências, que carregam consigo as tradições por onde forem, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) denominou os festejos de 2020 como “Gaúchos Sem Fronteiras”. Entre a programação, que ocorre online, destacam-se o Festival Internacional de Ginetadas e o Sarau Gaúchos Sem Fronteiras, que conta com artistas do Estado espalhados pelos cinco continentes. Aqui no município, a diretora cultural da Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas (AETC), Carmen Gianini Caldeira Damasco, revelou uma ótima notícia para os amantes do gauchismo: “Quando a pandemia passar, podem se preparar porque independente do mês que for, vamos fazer o Acampamento Farroupilha”.

Sempre com chima na mão

Akira reside em Brasília Foto: Arquivo pessoal
Enfermeira, nascida em Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, Akira do Ó Porto Martins deixou o Estado há sete anos. Morando atualmente na capital federal, Brasília, ela conta que levou consigo o chimarrão na mala e, sempre que possível, se delicia com um bom churrasco. “Sinto falta do povo gaúcho, da minha terra e das tradições. Alguns amigos daqui já até aprenderam até tomar o chima”, conta ela. Torcedora do Inter, Akira também gosta de exibir os trajes colorados pelos pontos turísticos da nova casa.

O melhor lugar do mundo

Daniela mora na Flórida (EUA) Foto: Arquivo pessoal
House cleaning, nascida em Porto Alegre, Daniela de Oliveira Lucas mudou-se do Estado há três anos. Morando na Flórida, nos Estados Unidos, levou junto na bagagem o chimarrão e as músicas tradicionalistas. A saudade é grande, principalmente da comida e do churrasco. “Não existe lugar melhor no mundo, amo a minha terra. Estou sempre com o chimarrão e meu lenço vermelho para não esquecer as raízes”, conta ela, que já fez a alegria dos amigos americanos com um bom costelão 12 horas.

Saudade da família

Jonatas e Thamires moram em Portugal Foto: Arquivo pessoal
Engenheiro Informático, criado em Cachoeirinha, Jonatas Silva Gonçalves se mudou para Porto, em Portugal, há três anos. Na garupa, ele e a esposa Thamires levaram os costumes do chimarrão e o churrasco, acompanhado das músicas nativistas. Por lá, conseguiu cultivar o gosto pelo chima com amigos, mas nem todos curtiram. “Disseram que é muito amargo e quente. E também acharam estranho ser compartilhado, mas é disso que mais sinto falta, dessa junção, dos almoços de domingo com toda a família”, relembra.

Mate no inverno e no verão

Priscila reside em Valinhos (SP) Foto: Arquivo pessoal
Analista comercial, Priscila Ribeiro Stachlewski, nasceu em Porto Alegre e viveu bons anos em Canoas. Há 10, foi morar em Valinhos, São Paulo, mas apesar do tempo, nunca deixou de lado as raízes. O chima é tradição, seja no inverno ou no verão. A paixão pelo time do coração, o Inter, também permanece apesar da distância. Os amigos paulistas já se tornaram parceiros da roda de chimarrão. “Sinto falta dos amigos de infância, de caminhar no Parcão. Amo nossa terra, povo hospitaleiro, culturas e belezas naturais!”, diz ela.

Criatividade na roda de chimarrão

Criado em abril, logo após o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, o grupo ‘Chima Ostentação’ se denomina como uma “grande roda de chimarrão virtual criada para compartilhar lindos chimas decorados e artísticos”. Com 2,6 mil membros no Facebook, a comunidade também está promovendo uma ação alusiva ao 20 de Setembro, onde os participantes podem enviar vídeos de 15 segundos com seus mates.

 

Próximas atrações:

Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas (AETC)
18/09 - 12ª Mostra Folclórica “Sabores, Fios e Licores”, com apresentações de artesanato, gastronomia e licores e 2º Tchê na Lente - Mostra de fotografias em álbum virtual.
Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Rancho Crioulo
20/09 - ronda com a Chama Crioula no galpão do CTG, das 9h às 17h. A ação será presencial, mas somente um casal poderá entrar por vez para evitar aglomerações. Para participar basta levar um 1kg de alimento não perecível.

Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Mata Nativa
18/09 - colocação de uma centelha da chama, levada por dois cavaleiros, na Associação dos Funcionários da Prefeitura de Canoas.
19 e 20/09 - supervisão da chama por guarda até a meia-noite de domingo, quando ela será extinta.


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