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Notícias | Região Economia

O panorama high-tech das indústrias do Vale do Sinos

Profissionais da área analisam desempenho da região em levantamento publicado pelo governo gaúcho

Por Nicolle Frapiccini
Publicado em: 12.10.2020 às 09:00 Última atualização: 12.10.2020 às 15:42

Feevale Techpark Foto: Feevale/ Divulgação
Com uma participação de 16% a 24% das indústrias high-tech na estrutura da indústria de transformação no Vale do Sinos, a região abriga tanto atividades com alta complexidade tecnológica quanto baixa. Entre as forças high-tech que se destacam e puxam o crescimento nesta área no Vale do Sinos estão a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), máquinas e equipamentos e químicos. A radiografia e evolução de setores industriais high-tech - que têm maior intensidade de esforço tecnológico, melhores níveis de produtividade e média salarial mais elevada - no Rio Grande do Sul foram apresentadas na última sexta-feira.

O panorama mostrado pelo Palácio Piratini foi analisados por dois profissionais ligados à área e que acompanham o desenvolvimento destes setores. A diretora de Inovação da Universidade Feevale, Daiana de Leonço Monzon, comenta que os dados não a surpreenderam. "Muitas questões vêm para reafirmar os movimentos que vemos na Universidade Feevale e no Feevale Techpark há algum tempo, em que nós temos empresas em quase todos os setores citados na pesquisa."

Já o vice-presidente de Inovação e Tecnologia da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, Robinson Oscar Klein, frisa que uma das surpresas está relacionada ao fato de que os setores high-tech tiveram diminuição na participação da economia gaúcha. "É uma preocupação. Se investe mais em tecnologia, há ganhos de produtividade e competitividade."

"Além da TICs, acreditamos no avanço em inteligência artificial, IoT e saúde."
Daiana Monzon, diretora de Inovação da Feevale

"A inovação não para. Sempre dá para inventar e unir nossas expertises."
Robinson Klein, vice-presidente da ACI

Calçado vem incorporando inovações

Conforme classificação do governo gaúcho, o setor coureiro-calçadista tem uma baixa intensidade tecnológica. Daiana pontua que muita coisa mudou nos últimos anos. "O setor de couros e calçados se transformou e incorporou muitas inovações e tecnologias. Com certeza na pandemia e após ela, esse setor seguirá apostando na reinvenção. E a Feevale tem programas como o Inovação Aberta e o Startup Plus, mecanismos que auxiliam nesse processo."

 

Desenvolvimento de novos ecossistemas

Klein salienta que a região certamente pode investir mais em setores que hoje já nos destacam no high-tech, como o TICs, máquinas e equipamentos e químicos. "Podemos focar nas atividades que geram valor agregado e vão dar um nível de competitividade maior. Já fomos muito fortes na indústria calçadista e agora estamos diversificando a economia, plantamos, inclusive, várias oportunidades de se criar aqui um Medical Valley. Com universidade local, desenvolvimento de profissionais, novas empresas, naturalmente, se desenvolvem esses novos ecossistemas, que é o grande desafio de qualquer região", afirma, ao dizer que temos boas condições.

 


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