Publicidade
Notícias | Região Mobilidade

Estado inclui a RS-118 no estudo de concessões das rodovias à iniciativa privada

Rodovia Mario Quintana, que deve ter duplicação concluída até dezembro, entra no pacote do Estado que também prevê novos pedágios e o fim da EGR

Por JEAN PEIXOTO
Publicado em: 13.10.2020 às 07:30 Última atualização: 13.10.2020 às 16:37

Viaduto sobre a Avenida Theodomiro Porto da Fonseca, na RS-118, em trecho duplicado liberado em setembro em Sapucaia Foto: Diego da Rosa/;GES/Diego da Rosa/GES
Em janeiro deste ano, o governo do Estado anunciou a execução de estudos técnicos para conceder à iniciativa privada mais de mil quilômetros de rodovias gaúchas. Na região metropolitana, as RSs 240, 122, 239 e 020, além da 115 (mais para a Serra) estavam entre 18 confirmadas no projeto do Estado (14 delas já pedagiadas) que agora também está incluindo a RS-118, a Rodovia Mario Quintana, que está com obras de duplicação desde 2014, em uma novela que deverá ter seu fim neste ano, segundo as projeções do governo gaúcho.

A concessão da RS-118 teria dois pontos principais: a manutenção do atual trecho que está em fase final de duplicação de 21,5km (da BR-116 em Sapucaia do Sul à BR-290 em Gravataí) e ampliar a duplicação de 17km da BR-290 à RS-040, entre Gravataí a Viamão.

O secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, que acompanha de perto as obras da 118 desde que assumiu a função no governo Leite, comenta que ainda não é possível afirmar quais serão os valores referentes aos pedágios, nem onde serão instalados, pois eles serão definidos a partir dos estudos de viabilidade que estão em andamento, para garantir uma tarifa com preço acessível.

Extinção da EGR

"O Estado não existe para cuidar de praça de pedágio, mas sim da saúde, da educação e da segurança. Praça de pedágio tem que ser fiscalizada pelo Estado, mas não administrada", ressalta o secretário Costella. O endereço desta afirmação é a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), criada no final do governo Tarso Genro, em 2014, e que assumiu a partir daí a operação em 14 praças de pedágio das RSs.

Conforme o secretário extraordinário de Parcerias do Estado, Bruno Vanuzzi, todas as rodovias sob responsabilidade da EGR serão concedidas, sem exceção. Para a conclusão efetiva destas concessões o trabalho será realizado em três lotes. Conforme Vanuzzi, o primeiro deve abranger as rodovias que atravessam o Vale do Taquari e que estendem-se até Erechim, como as RSs 130, 453, 324 e 135. No segundo lote, deve ser contemplado um trecho da 287, a 122, a 446, a 453 e já a recém incluída 118.

No terceiro lote entram as demais praças pedagiadas (239, 240, 784, 020, 466, 235, 115, 474, 040 e 128). O secretário extraordinário pontua que o projeto da RS-324 foi incorporado ao primeiro lote para aumentar a sua escala e diminuir os custos. Conforme Vanuzzi, a conclusão das concessões está prevista para a segunda metade de 2021.

Concessões fazem parte do Programa RS Parcerias

Após a conclusão do processo de concessão, com a definição de quem administrará os trechos das rodovias, a Secretaria de Logística e Transportes (Selt) fiscalizará a prestação do serviço. "O futuro do Estado na área da infraestrutura de transportes depende de projetos transparentes, que estejam em sintonia com as demandas da sociedade", garantiu Costella já quando do anúncio dos estudos. "Dessa forma, iremos fiscalizar o serviço, para que possamos entregar à população rodovias mais seguras e em condições melhores de trafegabilidade."

As concessões promovidas pelo governo fazem parte do programa RS Parcerias, lançado em março de 2019, que busca promover o desenvolvimento do Estado por meio de investimentos privados e visando a melhoria dos serviços públicos.

Estudo de viabilidade deve avançar neste mês

Embora apenas o edital da RS-287 esteja pronto, as análises de viabilidade para as demais rodovias estão em pleno desenvolvimento, conforme Bruno Vanuzzi. "Os estudos estão em plena produção, com todos os levantamentos de engenharia de campo feitos. Entre o final de outubro e a primeira semana de novembro, serão feitos estudos de demanda, que incluem contagem de veículos e entrevistas com usuários da rodovia", explica. Ele destaca que isso significa que o projeto está avançado, sem a necessidade, por exemplo, de novas contratações.


Mais praticidade no seu dia a dia: clique aqui para receber gratuitamente notícias diretamente em seu e-mail!

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.