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Notícias | Região Caso de Polícia

Mesmo com venda proibida no Brasil, estricnina é usada para envenenar cães em rua de Ivoti

Os vira-latas Juca e Estrela conseguiram sair ilesos do envenenamento, mas outros 15 animais já morreram na Rua Aloísio Finkler, do bairro Cidade Nova

Por Susi Mello
Publicado em: 17.10.2020 às 12:51

Juca e Estrela foram alvo de envenenamento, mas saíram ilesos do ataque Foto: Arquivo Pessoal
Mais dois cães da Rua Aloísio Finkler, do bairro Cidade Nova, em Ivoti, foram alvos de envenenamento por estricinina – veneno de rato proíbido no Brasil desde o fim da década de 1980. A situação vem se repetindo desde 2018, chegando a acumular 15 mortes de cães e gatos no período de dezembro de 2019 e janeiro deste ano. Desta vez, no entanto, o desfecho teve final feliz para os vira-latas Juca e Estrela.

De acordo com a tutora dos cãezinhos, a esteticista animal, Brenda Paiva, de 19 anos, eles saíram ilesos porque estavam nos fundos da casa. Se estivessem na frente, com certeza, teriam comido o salsichão envenenado que foi jogado junto a porta de entrada da residência na madrugada da última quinta-feira (15). A jovem já teve outros três cães mortos da mesma maneira e registrou, mais uma vez, ocorrência policial por maus tratos contra animais.

Veneno foi colocado junto a um pedaço de salsição Foto: Brenda Paiva/Especial
Na ocorrência, a jovem relata que por volta das 2 horas da manhã de quinta-feira (15) ela e a mãe escutaram um barulho. "Logo imaginei que era veneno, pois meu cachorro não parava quieto. Fui na rua três vezes para ver o que estava acontecendo. Quando entrei e deitei escutamos o estouro." Às 6 horas do dia seguinte, ela e a mãe levantaram e encontraram o veneno junto a um salsichão e também em frente da casa de morador da mesma rua. 

"Eu estou com muito medo. Não sei se é perseguição contra nós ou se é contra os animais", declara a mãe de Brenda, a também esteticista animal, Rosângela Paiva, 50.

Polícia Civil investiga o caso

A Polícia Civil esteve na quinta-feira na casa da família Paiva e recolheu o veneno, recomendando que a família instale câmeras de monitoramento. "Eles (Polícia) seguirão investigando, inclusive as agropecuárias, porque alguém está vendendo o veneno", declara Rosângela. 

Procurada, a Polícia Civil não atendeu a reportagem. De acordo Brenda, investigadores já estiveram na casa do suspeito, um morador da mesma rua, em janeiro deste ano, porém não encontram provas.

Dos 15 animais mortos entre dezembro de 2019 e janeiro deste ano, dois eram de Brenda e um da prefeitura, que estava sob seus cuidados como lar temporário. Segundo a esteticista animal, mais moradores da mesma rua registraram ocorrências por conta de envenenamento. "A pessoa que faz isso não gosta que os cães latam e por qualquer coisa envenena", relata Brenda.


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