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Notícias | Região CLIMA

Região encara onda de calor que bate recordes mundiais

RS registrou ontem 42 graus, perto da máxima histórica, de 1917 e 1943

Publicado em: 14.01.2022 às 03:00 Última atualização: 14.01.2022 às 09:44

A onda de calor que atravessa a América do Sul e já provocou temperaturas extremas no continente chegou mais intensamente ao Estado a partir de ontem. Em Bagé, dados da Força Aérea Brasileira apontaram temperatura de 42°C entre 16 e 17 horas. Na região, a quinta-feira (13) foi de fugir do calor.

Alaídes só encarou o sol de ontem à tarde para ir à farmácia
Alaídes só encarou o sol de ontem à tarde para ir à farmácia Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

O extremo de temperatura é continental. A meteorologista Estael Sias, da MetSul, informou que na tarde de ontem o centro da América do Sul foi a região mais quente do planeta, condição que deve se repetir hoje. Conforme a MetSul, a temperatura de 42°C em Bagé chegou perto do recorde de 42,6°C do RS, atingido em 1917 e 1943. Já o recorde global no hemisfério sul foi na Austrália ontem: 50,7°C no deserto de Outback.

Fugindo do sol

Ontem à tarde, no Centro de Novo Hamburgo, só circulava pela cidade quem precisava mesmo. Como a aposentada Alaídes Duarte da Silva, 77 anos, que precisou sair de casa para buscar medicamentos na farmácia. Para se proteger do sol, usou uma sombrinha e um pano no pescoço, que, explicava, ajudava a "segurar" o suor.

"Está muito difícil, só saí mesmo de casa porque tenho problemas de saúde e precisei pegar minha injeção. Eu também estou sempre me hidratando, além da água normal eu costumo beber água com gengibre e limão, é bem refrescante", conta Alaídes.

Mesmo quem ficou em casa teve que enfrentar as temperaturas. A família Machado buscou refresco na piscina de plástico. "Como estou de férias, uso a piscina todas as tardes. É a única forma de amenizar o calorão, ainda mais nesta semana que o tempo está mais seco e a temperatura está mais alta", contou o estudante Henrique Machado, 16.

Precauções

A avó do rapaz, a pensionista Clair Machado, 61, lembra também dos cuidados com os cães da família. "Sempre deixamos água à vontade e vou levar os cachorros na pet nesta sexta para tosar, está muito quente e eles sofrem", explica.

Ela também comenta sobre a necessidade de ficar de olho na conta de energia: "Mesmo estando muito quente, a gente tem que lembrar que a conta de luz está muito cara, então a gente liga o ar-condicionado e o ventilador apenas para refrescar o cômodo e depois desliga", relata a moradora do bairro Liberdade.

E a necessidade de hidratação no calor movimenta até seu próprio mercado nas ruas. No Ouro Branco, um ambulante de 60 anos vendia água ontem à tarde, mas o movimento baixo não estava ajudando: "Vendo produtos de acordo com a estação, agora estou na água. Mas as vendas não estão boas, o pessoal veio da praia sem dinheiro. Muita gente já sai de casa com sua própria garrafa de água."

Colaborou: Juliana Nunes

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