Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | Região CACHOEIRINHA

Idoso e filha teriam brigado após ela forjar sequestro, diz delegado sobre caso do casal desaparecido

Responsável pela investigação, Anderson Spier acredita que o crime passou a ser planejado após Rubem Heger não ter aceito a conduta da filha; advogado da suspeita alega que pai e filha tinham uma boa relação

Por Juliano Piasentin
Publicado em: 06.05.2022 às 22:28 Última atualização: 06.05.2022 às 22:37

Após a prisão preventiva de Cláudia de Almeida Heger, 51, e Andrew Heger Ribas, 28, na tarde desta sexta-feira (6), o delegado Anderson Spier, responsável pela investigação, afirmou ter indícios de que o crime contra o casal de Cachoeirinha - desaparecido desde fevereiro - foi premeditado. Os dois, mãe e filho, foram presos por suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. ”Ela tem registros bem peculiares. Em 2017, ela forjou o próprio sequestro para prejudicar o ex-companheiro, e essa seria a motivação para o crime.”

Casal foi visto pela última vez em casa, no bairro Carlos Wilkens, no dia 27 de fevereiro
Casal foi visto pela última vez em casa, no bairro Carlos Wilkens, no dia 27 de fevereiro Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
O delegado explica que, a partir deste episódio, Rubem Heger, 85, rompeu relações com a filha por não ter aceito sua conduta. “Em depoimento, os familiares dizem que o Rubem virou as costas para Claudia e parou de ajudá-la, inclusive com moradia, e eles voltaram a se falar apenas no fim de 2021.”
"O crime já estava premeditado", afirma delegado Anderson Spier, responsável por investigar o desaparecimento de casal em Cachoeirinha
"O crime já estava premeditado", afirma delegado Anderson Spier, responsável por investigar o desaparecimento de casal em Cachoeirinha Foto: Juliano Piasentin/Especial
Spier relata ainda que uma semana antes da visita na casa do avó e sua esposa, Marlene Heger Stafft, 54, Andrew comprou uma película mais escura para o veículo da família. “Ele solicita, através de mensagens pelo celular, uma película que não possa ser visto nada. Nos vídeos que temos isso fica claro, já que não conseguimos saber quem está dentro do carro no momento em que eles vão embora da residência do casal.”

O que diz a defesa

O advogado dos suspeitos, Rodrigo Schmitt, alega que Cláudia não tinha problemas de relacionamento com o pai ou com a madrasta. “Inclusive, o Rubem era a única pessoa em que confiava para cuidar do filho, que tem esquizofrenia. Minha cliente não tem nenhum motivo para matar o pai e a madrasta.”

Sobre o sangue encontrado em Cachoeirinha, Schmitt diz que não teve acesso ao processo e que o material genético poderia estar ali há anos. “Eu mesmo já me cortei quando me arrisquei na cozinha, o sangue poderia muito bem ser antigo.” Já o delegado Spier sustenta que, pela altura do idoso e por se tratar de vários respingos no alto, existe a possibilidade de violência. ”O Rubem tinha 1,85cm, pela posição ele pode ter sido, inclusive, golpeado”, conclui.

Investigação

A Polícia Civil tem agora dez dias para concluir o inquérito policial. No entanto, conforme o delegado Spier, isso deve ser feito até a próxima sexta-feira (13). “Estamos aguardando mais algumas diligências e vamos poder também seguir procurando os corpos com mais calma.” Enquanto isso, a dupla suspeita segue presa na Delegacia de Pronto Atendimento de Gravataí (DPPA), onde aguardam vagas no sistema prisional. 

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.