Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | Região DEVOLUÇÃO

DP de Taquara procura donos de celulares, bicicletas e até de moto apreendidos pela Polícia

Alguns dos itens roubados, furtados ou perdidos se acumulam há mais de dez anos no prédio da delegacia aguardando que os proprietários reclamem a posse

Por Eduardo Amaral
Publicado em: 13.05.2022 às 14:14

Um depósito a ser limpo, assim é a situação da Delegacia da Polícia (DP) de Taquara, que acumula objetos apreendidos em operações e que, agora, precisam ser devolvidos aos donos. De televisores a celulares, passando por bicicletas, furadeiras, micro-ondas, televisores, entre outros, o espaço acumula itens que foram apreendidos há mais de 10 anos. Mas o titular da DP, delegado José Marcos Falcão de Melo, quer que os proprietários busquem seus pertences.

Falcão diz que não há prazo definido para a retirada do material, mas alerta que uma demora prolongada pode levar à destruição dos mesmos. “O cidadão pode comparecer à delegacia aos poucos e a gente vai identificando os proprietários e devolvendo. O quanto antes é melhor, porque a gente também vai começar a dar destinação, o que não tiver utilização a gente vai começar um processo de limpeza da delegacia”, explica o delegado.

Quem quiser recuperar algum item que tenha sido roubado, furtado ou perdido deve comparecer à delegacia de Taquara de segunda a sexta-feira, entre 13h30 e 18 horas, com um documento pessoal e um documento que comprove a propriedade do item.

“Nota fiscal, comprovante de compra, extrato do cartão, qualquer coisa que prove que ele é o proprietário e fazer um requerimento para restituição. A gente vai identificar o objeto e proceder a devolução”, explica Falcão.

A origem do acúmulo

Sem uma contabilização definitiva, Falcão diz apenas que são muitos itens que têm se acumulado fruto de diversas origens, “São furtados, roubados, trocados por drogas e outros objetos apreendidos pela Brigada Militar em situação de duvidosa procedência e considerando o contexto a gente entende que são frutos de outros crimes”, explica Falcão, que ressalta também as operações da Polícia Civil (PC) que resultaram em apreensões.

“Os mais recentes foram recuperados em operações policiais de combate a crimes como tráfico, associação ao tráfico e outros crimes. Quatro operações e dessas operações resultaram algumas apreensões, e delas a gente começa a mapear.”

O delegado deixa claro ainda que os donos dos itens que forem até a delegacia não correm nenhum risco de serem envolvidos em investigações policiais. “A ideia é encontrar os proprietários e devolver, não tem nada suspeito, o que tem é objetos apreendidos que a gente quer identificar a procedência, se a pessoa vir e identificar esses objetos voluntariamente e informar que esse objeto é dele a gente vai devolver.”

Futuro

Mesmo com Falcão afirmando que não há prazo para o cidadão buscar os objetos, uma demora de meses pode fazer com que os mesmos se percam. Isso porquê o delegado diz que a delegacia não poderá mais guardar tantos itens, e eles podem até ser destruídos.

“Se passar muito tempo e nós não conseguirmos encontrar o proprietário, a gente vai solicitar ao Poder Judiciário a destruição, ou a gente vai destinar através de doação e de outros caminhos. Mas não pode ficar isso aqui na delegacia.”

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.