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Notícias | Região CACHOEIRINHA

Mulher e filho são indiciados por homicídio e ocultação de cadáver em caso de casal desaparecido

Inquérito foi concluído pela Polícia Civil na tarde desta sexta-feira; dupla segue presa

Por Redação
Publicado em: 13.05.2022 às 17:54 Última atualização: 13.05.2022 às 19:51

O inquérito policial sobre o caso do casal desparecido em Cachoeirinha foi remetido ao Judiciário do município na tarde desta sexta-feira (13). Cláudia de Almeida Heger, 51 anos, e Andrew Heger Ribas, 28 anos, filha e neto de Rubem Heger, de 85 anos, foram indiciados pela Polícia Civil por duplo homicídio qualificado (motivo torpe) e por dupla ocultação de cadáver.

Rubem e a esposa, Marlene Heger Stafft, 54 anos, estão desaparecidos desde fevereiro deste ano.

Justiça mantém prisão de mãe e filho suspeitos no caso do desaparecimento de casal em Cachoeirinha
Justiça mantém prisão de mãe e filho suspeitos no caso do desaparecimento de casal em Cachoeirinha Foto: Arquivo pessoal

Na quinta-feira (12), o Poder Judiciário havia negado um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Cláudia e Andrew. No entendimento da Justiça, o pedido da Polícia pela prisão preventiva dos dois se justifica por haver risco de fuga, já que ambos possuem passaporte e visto para os Estados Unidos. Com isso, os dois seguem presos.

A Justiça, no entanto, aceitou um pedido da defesa de Andrew para que ele fosse transferido para o Instituto Psiquiátrico Forense. O neto do idoso possui um laudo médico que comprova que ele tem deficiência intelectual. Cláudia deve seguir na Penitenciária Estadual de Feminina de Guaíba.

Defesa pede retirada de provas

O advogado de defesa, Rodrigo Schmitt, solicitou também que duas provas fossem consideradas ilícitas: as conversas e os históricos de conversas dos aparelhos celulares de Cláudia e Andrew, além do sangue encontrado na casa de Rubem e Marlene. “A perícia foi feita depois que outras pessoas já haviam estado na casa, inclusive por quem acusa meus clientes.” Já dos celulares, Schmitt afirma que a perícia foi ilegal. “O conteúdo não deveria ter sido extraído por policiais civis.”

Ambos os pedidos foram negados pela Justiça, que considerou que todo processo foi feito dentro da legalidade. Elas, portanto, seguem anexas ao inquérito.

Caso segue para o Judiciário

De acordo com o delegado Anderson Spier, responsável pelo caso, o inquérito agora vai para o Judiciário, que apresenta o material para o Ministério Público, ficando a cargo do MP a denúncia, ou não, dos suspeitos. “Temos muito material, inclusive descobrimos que o carpete do veículo foi retirado, já que no momento que foram colocar as películas escuras, o mesmo possuía o acessório.”

O delegado ainda comunicou que buscas serão feitas em Canoas durante a próxima semana, com o auxílio de cães farejadores do Corpo de Bombeiros. Spier ainda aguarda dois laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e um relatório feito pelo Google. “São peças importantes para descobrir mais informações a respeito do caso”, concluiu. 

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