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Notícias | Região EM ALTA

Cresce a procura por atendimento no Centro Covid de Novo Hamburgo

Município segue tendência regional e registra maior número de casos com redução nas internações

Por Eduardo Amaral
Publicado em: 24.05.2022 às 21:09 Última atualização: 24.05.2022 às 21:35

O mês de maio já registra o terceiro com mais procura por atendimento no Centro Covid de Novo Hamburgo. Em 23 dias, o local já recebeu 1,6 mil pacientes, número que só é superado em janeiro e fevereiro, quando foram 5,1 mil e 2,5 mil atendimentos, respectivamente. No levantamento diário da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) até o dia 23, eram 13 pacientes em atendimento pela doença, porém, nenhum deles ocupava leito de UTI.

Procuras por atendimento no Centro Covid de Novo Hamburgo aumentaram em maio
Procuras por atendimento no Centro Covid de Novo Hamburgo aumentaram em maio Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (24), a procura era grande no local, um paciente, que não quis se identificar, relata que aguardou cerca de cinco horas para o atendimento. Nestes pouco mais de 20 dias, até o levantamento mais recente do governo municipal, 802 pacientes que procuraram o atendimento na cidade tiveram o diagnóstico para Covid descartado, o que representa 48,6% do total de pessoas atendidas. O número de internações no mês já é maior do que o registrado em todo abril, quando 27 pessoas precisaram ser internadas pela doença, enquanto em maio já são 29.

Essa alta nos casos tem sido uma constante não apenas de Novo Hamburgo, mas de outras cidades da região do Vale dos Sinos. Tanto a cidade como a região como um todo, vivem um momento de alta, ainda leve, dos casos após terem registros de queda na primeira quinzena de abril.

Apesar disso, são poucos os casos graves da doença. Inclusive, na sexta -feira (20) passada, o levantamento semanal feito pela Feevale em toda região, apontou que pela primeira vez em um ano Vale dos Sinos não teve nenhuma morte em decorrência da doença. “O vírus que circula hoje não é o mesmo de anos anteriores, ele está mais fraco”, explica o coordenador do curso de Medicina Veterinária e professor do mestrado em Virologia da Universidade Feevale, Matheus Nunes Weber.

 

Vacina e frio

Weber vai ao encontro da análise de outros especialistas, de que a vacinação é a grande
responsável pela queda no número de casos graves. Mas, segundo ele, a alta nos índices do coronavírus está diretamente relacionada com o tempo e as decisões governamentais. “O fim da obrigatoriedade de máscaras em ambiente fechado e o frio colaboraram, já que elas ficam reunidas em locais com menos ventilação."

Presidente da Amvars e prefeito de Dois Irmãos, Jerri Meneghetti (PP), se diz atento aos casos, mas se mostra tranquilo com o cenário visto até aqui. “O que percebemos é que esses casos não desencadeiam em gravidade nos pacientes”, relata o gestor municipal que também destaca a cobertura vacinal como um dos principais fatores para a menor gravidade dos casos positivados.


Uso de máscaras

Com a alta nos casos, os municípios de São Leopoldo e Canoas anunciaram nesta semana a volta da obrigação de uso de máscaras da rede municipal de ensino. A medida passa a valer a partir desta quarta-feira (25) na cidade do Vale dos Sinos e já está em vigor deste o final da semana passada no município da região Metropolitana.

Para Weber, a liberação do uso de máscaras em ambientes fechados foi um risco assumido pelos gestores municipais. “Foi bastante precipitado (liberar o uso) principalmente em escolas infantis onde as crianças não estão com o esquema vacinal completo, os governos colocaram elas em risco.”

Apesar da posição de especialistas contrários à flexibilização do uso de máscaras em ambientes fechados, os governos da região não demonstram predisposição em modificar a orientação. “Os municípios ficaram com liberdade para definir o uso enquanto não vier uma outra orientação (do Estado)”, afirma o presidente da Amvars, deixando claro que a instituição não deve definir uma nova orientação.

Em nota, o governo de Novo Hamburgo diz que a retirada da obrigação não significa a proibição de uso das máscaras em ambientes fechados. “Importante frisar também que desobrigar não significa proibir, e que o uso segue facultativo e recomendado, inclusive nas salas de aula para as famílias que desejarem que seus filhos continuem usando," afirma no texto que ainda lembra que as máscaras seguem sendo obrigatório em postos de saúde, hospitais, clínicas médicas, farmácias e também no transporte coletivo.

Em razão de potenciais riscos, porém, o uso permanece obrigatório Importante frisar também que desobrigar não significa proibir, e que o uso segue facultativo e recomendado, inclusive nas salas de aula para as famílias que desejarem que seus filhos continuem usando."

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